Top 15 Personagens Femininas em Videojogos
Publicado por bertocarvalho em 27 de Abril de 2010 · Deixe um Comentário
Eu sou grande adepto de personagens femininas em jogos, filmes, livros, whatever. Não quer dizer que sejam melhores que as masculinas, mas a meu ver é mais difícil escrever uma boa personagem feminina (até porque a industria é completamente dominada por homens), por isso as boas personagens acabam por se destacar no meio do mamaçal burro e sexualizado que são as mulheres em videojogos.
Aqui estão as 15 melhores personagens femininas em videojogos, não se preocupem, qualquer dia farei um top masculino. Claro, só entrarão personagens de jogos que eu tenha jogado não são permitidos IA e robots (terão direito a um top só deles).
15 – The Boss – Metal Gear 3: Snake Eater
Personagem envolta em dúvida e mistério. Grande espírito de sacrifício e sofrimento pelos seus ideais e lealdade e é indiscutivelmente o ponto alto do Metal Gear Solid 3. É a personagem mais secundária desta lista por isso não ficou mais acima neste top, mas o impacto que teve foi enorme.
14 – Mona Sax – Série Max Payne
Bonita, inteligente e mortal. O que nasceu como uma obsessão de Max Payne, terminou como porta de salvação da sua sanidade. Talvez ela não fosse um verdadeiro amor de Max mas foi a ajuda que ele necessitava para aceitar a morte da sua família. É pena que ela tenha sido tão secundária, mas isso acaba por tornar ainda mais impressionante o impacto que ela teve no protagonista.
13 – Elaine Marley – Série Monkey Island
Ela é uma sátira da típica e cliché donzela em apuros na medida em que normalmente ela safa-se melhor sozinha do que com a ajuda do seu salvador, o incorrigível Guybrush Threepwood. Ela é o centro da disputa amorosa entre Guybrush e o pirata LeChuck.
12 – Tifa – Final Fantasy VII
Esta é uma entrada tardia. Joguei o Final Fantasy VII já depois de ter publicado originalmente este top, mas acho que ela merece figurar já que reflecte bem o choque entre personagens que apostam no visual e as que apostam nas personalidades. No caso da Tifa ela balanceia muito bem esse aspecto. Se aparentemente ela é uma personagem sexualizada, na verdade ela é portadora duma personalidade bastante rica e desenvolvida que a meu ver torna-a uma das principais figuras do jogo.
11 – Victoria Mcpherson – Série Still Life
Neta dum brilhante detective, é normal que ela própria se tenha tornado também numa brilhante policia. Se à superfície aparenta ser uma pessoa fria , calculista e forte, na intimidade com os seus poucos amigos de confiança mostra que é uma mulher carregada de fragilidades e incertezas. Não está mais acima neste top porque a qualidade da sua caracterização psicológica decaiu muito na terrível sequela.
10- Cate Archer – Série No One Lives Forever
Versão feminina de James Bond, charmosa, inteligente e mortal. Ela nasceu numa altura em que as heroínas de acção eram escassas, e as que haviam tinham pouca ou nenhuma densidade dramática, caracterização ou mesmo uma personalidade. Era um tempo em que Lara Croft era o exemplo máximo a seguir. Cate não atinge a qualidade narrativa das senhoras que se seguem, mas teve um impacto forte na altura, porque tinha uma personalidade e isso em 2000 era quase único nas heroínas de jogos de acção. E aquele sotaque britânico desarma qualquer um.
9- Alyx Vance – Half-Life 2
A típica “girl next door“, bonita mas não sexualizada, lutadora mas por vezes frágil e a perfeita companhia para Gordon Freeman. A voz de Merle Dendridge é fenomenal e torna alguns dos momentos mais emotivos verdadeiramente chocantes. E em termos técnicos Alyx foi um dos primeiros NPC’s que realmente funcionam e ajudam o jogador a tal ponto que queremos protege-la e ficamos preocupados com ela. Tal como Cate Archer anos antes, Alyx colocou uma nova fasquia em como se devem escrever mulheres em jogos de acção.
8- Bastilla – Star Wars: Knights of the Old Republic
Ao inicio é uma valente cabra arrogante, aos poucos começa a conquistar o jogador e quando começamos a descobrir o seu passado e segredos torna-se impossível não gostar dela. E na fase final do jogo tememos realmente pelo seu bem estar. Tornou-se um modelo muito copiado pelo própria Bioware em futuros jogos.
7- Zoë Castillo – Dreamfall
Mais uma excelente mulher saída da mente de Ragnar Tornquist, Zoë é forte, corajosa, mas ao mesmo tempo tem as suas fragilidades. Acabou por perder algum impacto porque foi introduzida na história depois da April Ryan, tendo seguido um pouco as mesmas características. No entanto enquanto April começou como uma jovem idealista, Zoë começa como uma jovem desiludida e abatida.
6- Kate Walker – Série Syberia
O melhor exemplo a sair da fornalha de personagens inspiradas pela April Ryan. Com a rapariga de Newport, Kate partilha algumas características, mas o que destaca esta advogada de Nova York é a sua viagem durante a saga Syberia, não a viagem física, mas a sua viagem pessoal de auto-descoberta.
5- Jade - Beyond Good & Evil
Esta intrépida fotógrafa é surpreendentemente humanizada num mundo onde quase todos parecem caricaturas antropomórficas exageradas. A reacção inicial que temos ao ver Jade é a mesma que temos em relação ao jogo que ela protagoniza, parece um simpático cartoon, mas com o passar do tempo descobrimos um mundo negro, sério e denso, tal como Jade. No final da aventura fiquei perplexo com a forma como Jade se tornou numa personagem tão bem escrita, emotiva e humana.
4- Grace Nakimura - Série Gabriel Knight
Um dos primeiros exemplos de uma protagonista feminina que se evidência não pela imagem mas pela sua personalidade. Jane Jensen é uma excelente escritora e não surpreendeu que tenha partido dela uma das primeiras personagens que poderiam muito bem existir na realidade. Grace pode não ser lindíssima mas é muito inteligente e não tem problemas em colocar Gabriel em 2º plano.
3- Kreia – Star Wars: Knights of the Old Republic 2: The Sith Lords
Kreia deve ser uma das personagens mais ambíguas de sempre, e a única no universo Star Wars que consegue passar e ver além dos extremos da Força. Ao longo do jogo ela funciona como a nossa mentora, no entanto nunca sabemos se ela está do lado da luz ou da escuridão, isso porque ela caminha no cinzento sem nunca seguir os dogmas dos Jedis ou o descontrolo dos Sith.
2- Lara Croft – Série Tomb Raider
Ah seu sacana! Então ela vai contra tudo o que tens vindo a falar! Este top tornou-se irrelevante! Sim ela segue todos os estereótipos da típica personagem feminina em videojogos. Mamas colossais, cintura minimalista, sedutora e aviadora de porrada. Mas ela foi uma paixão geek da minha infância o que posso fazer… Ela sempre funcionou mais como ícone que como uma personagem densa e realista, no entanto quando a série Tomb Raider passou para as mãos da Crystal Dynamics, foi visível um esforço para a humanizar. A verdade é que a Lara Croft é a rainha e ponto final. Até tem direito a ter o seu nome numa rua!
1- April Ryan – Série The Longest Journey
Extremamente bem escrita e complexa, April Ryan tem um longo percurso, de adolescente sonhadora a mulher lutadora em constante confronto com a sua perda de fé. A sua importância na industria foi muito grande e originou uma série de mulheres que seguiram as mesmas características: forte, inteligente, atrevida, credível, humana e não sexualizada. Pelo menos no mundo das aventuras gráficas, porque no mercado mainstream nem por isso. April Ryan é o exemplo em que todos deveriam tentar emular quando pensam em escrever uma personagem feminina para um videojogo.
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