Nosferatu, eine Symphonie des Grauens – Nosferatu, o Vampiro [1922]
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Tal como prometido começa hoje a segunda edição da maratona terror, e começa com um dos exemplos máximos do género e provavelmente o mais conhecido representante do cinema expressionista alemão dos anos 20. Falo de Nosferatu.
Este é o primeiro de quatro filmes que decidi rever, quis revê-lo, primeiro porque já não o fazia há algum tempo e segundo para o comparar com outro filme expressionista alemão que me surpreendeu na maratona do ano passado, Das Kabinett des Doktor Caligari. Agora que o revi mantenho a minha opinião de que o filme de Robert Wiene é superior ao de Murnau, pelo menos para mim. Talvez esteja relacionado com o facto de eu conhecer o romance de Bram Stoker não tendo assim espaço de manobra para me surpreender, mas a verdade é que Nosferatu deixa um pequeno amargo de boca especialmente durante o seu final anti-climático, enquanto que Das Kabinett des Doktor Caligari é tremendamente sólido e coeso de inicio ao fim.
Também na parte visual, Nosferatu sai a “perder”, embora o seu jogo de sombras (especialmente no final) seja maravilhoso e icónico, não se consegue equiparar aos cenários e visuais quase surreais de Das Kabinett… mas isto não é suposto ser um exercicio comparativo entre filmes, é claro que Nosferatu é um pedaço de história cinematográfica obrigatorio para quem se interesse por cinema, a sua atmosfera é fantástica e uma influencia para o futuro do género e Max Schreck é um Dracula extremamente desconfortável e repulsivo.
O filme é de domínio público, se não o tiverem e quiserem vê-lo já, podem-no fazer no youtube (com uma qualidade ranhosa) por exemplo. O próximo da lista é mais um filme alemão de Murnau, Faust.
















