Indie Humble Bundle 4 (Análises: Jamestown [2011]; Bit.Trip.Runner [2010]; Super Meat Boy [2010])
Apareceu há semanas mais um Humble Indie Bundle, o 4º, (que é do caraças) e mais uma vez aqui o vosso escriba comprou-o. Ao contrário do que fiz para os anteriores Humble Bundle’s, em que escrevi análises individuais para cada jogo, desta vez irei junta-los todos num só post. Há medida que os for jogando, irei editar com a nova entrada. Como normalmente são análises curtas, escuso ter que andar a criar uma nova entrada para cada um deles. Os jogos do pacote são: Jamestown, Bit.Trip.Runner, Super Meat Boy, Cave Story+, Gratuitous Space Battle, Shank e NightSky HD. O Super Meat Boy já tinha jogado e feito análise, por isso irei meter aqui apenas um pequeno excerto. O primeiro que jogeui foi o Bit.Trip .Runner.
Jamestown [2011]
O segundo jogo do Humble Bundle que joguei foi Jamestown, ao contrário de Bit.Trip.Runner deste eu não conhecia praticamente nada, só de nome.
A premissa de Jamestown é… estranha… No sec.XVII, nas colónias do novo mundo, ingleses e espanhois lutam uma violenta guerra pelo controlo dos recém descobertos territórios à volta de Jamestown. Não, não estou a falar de Jamestown nos EUA, mas da outra Jamestown… em MARTE! Sim, este é um jogo que retrata o conflito entre ingleses e espanhóis durante o sec.XVII em Marte. Pode parecer uma idiotice (e é) mas é tudo apresentado com tanta sobriedade e seriedade que chega a um ponto que as coisas até parecem relativamente naturais.
Jamestown é um classico shoot-em-up (shmup) onde o objectivo basicamente é sobreviver a um inferno de balas e obstáculos e matar tudo o que mexa. Simples no papel, difícil na prática. Embora tenha uma curva de aprendizagem bastante ligeira, alguns dos desafios e níveis (praticamente apenas o ultimo, verdade seja dita) são uma autentica prova de perícia, destreza e muita, muita paciência.
A jogabilidade e controlos são excelentes e não é por aí que se poderão queixar de eventuais mortes (que serão muitas), mas o grande ponto forte de Jamestown são os seus lindíssimos visuais 2D bem ao estilo da época dos 16bit e a excelente banda sonora, digna de figurar num qualquer filme épico (o que se passa com as bandas sonoras em jogos indie ultimamente? São quase todas brilhantes!)
À primeira vista pode parecer um jogo curto e com pouco conteúdo, e de facto a história tem só 6 níveis, no entanto não esperem um passeio, cada nível deve ser ultrapassado em elevados níveis de dificuldade para assim desbloquear o nível seguinte, por isso terão de os repetir várias vezes. Para complementar, há uma loja dentro do jogo que vós dará dezenas de pequenos e divertidos (frustrantes também) desafios que nos obriga a usar todos os truques que entretanto aprendemos durante a campanha.
Não sou grande adepto de shoot-em-ups, mas Jamestown conseguiu-me conquistar. É divertido e desafiante e só por ele já valeu a pena comprar este Humble Bundle. Recomendado.
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Bit.Trip.Runner [2010]
Parte da série Bit.Trip que é composta por seis jogos originalmente lançados para a Wii, Bit.Trip.Runner é um simples sidescroller onde o objectivo é evitar obstáculos sem parar de correr. Não sei qual foi o primeiro jogo a usar esta premissa, mas lembro-me que o Canabalt e o Robot Unicorn Attack usavam mecânicas semelhantes. Acaba por ser aí que Bit.Trip.Runner perde um pouco, Canabalt e Robot Unicorn Attack são semelhantes e são grátis… porque razão haveria de pagar por um jogo que faz basicamente o mesmo?
Bom, na verdade estou a ser injusto, Bit.Trip.Runner tem obviamente mais conteúdo, mais níveis (em vez do único nível infinito gerado processualmente dos referidos jogos) e diferentes movimentos e variedade de obstáculos. Mas na sua raiz pouco diferem. Bit.Trip.Runner tem um tom e um visual carregado de charme, mas também Robot Unicorn Attack o tem. Mas, pronto, no fim de contas Bit.Trip.Runner está tão barato que não vale a pena insistir neste ponto.
O facto de ter uma elevada diversidade de níveis é uma faca de dois gumes. Se por um lado é sinonimo de maior conteúdo e consequentemente mais horas de jogo, por outro significa que cada um dos níveis são minuciosamente montados, logo a forma de os ultrapassar passa apenas pela memorização e muita repetição. Não há a tensão e imprevisibilidade que um nível gerado processualmente trás, já que seria uma experiência nova a cada jogo e o objectivo não passa por atingir a maior pontuação possível ou sobreviver o máximo de tempo possivel, mas basicamente chegar ao fim do nível, já que eles são finitos.
Por fim, a música tem um papel preponderante, já que cada obstáculo ultrapassado cria uma nota musical e chega a um ponto que os nossos movimentos já estão directamente ligados ao tema musical e fazemos tudo de forma inconsciente ao som da musica, é uma sensação engraçada. Um problema neste tipo de jogos é a extrema repetição como não podia deixar de ser. Bit.Trip.Runner é extremamente repetitivo e ao contrário de por exemplo Super Meat Boy onde praticamente não há qualquer tempo de espera entre tentativas, aqui há sempre um breves segundos que podem não parecer muito, mas à centésima tentativa são a coisa mais irritante à face da terra.
Joguinho super simples, não fiquei particularmente fã, mas gostei o suficiente para querer conhecer o resto da série Bit.Trip.
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Super Meat Boy [2010]
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Positivo:
+ Sentido de humor
+ Controlos
+ É enorme
+ Consegue não ser frustranteNegativo:
- As vezes é demasiado sádico para o jogador
- Destrói os polegares
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