Aquaria [2007]

Mais um jogo despachado do meu backlog, e este já por cá andava há anos! Esta foi uma viagem muito longa, comecei-o a jogar há dois meses e só terminei agora!

Não é que seja  propriamente muito longo, durou-me cerca de 15 horas, mas não é um jogo que consiga estar muito tempo seguido a jogar. Não que seja mau, longe disso, gostei muito, mas é a sua própria estrutura e filosofia que o tornam um pouco cansativo para mim. Para quem não conhece, Aquaria é uma aventura à base da exploração, vulgarmente conhecida como “Metroidvania”, um género do qual não sou grande entusiasta. Das coisas que menos gosto num jogo é backtracking e labirintos e sendo este jogo inspirado por Metroid e Castlevania, está obviamente carregado disso mesmo.

Parti para Aquaria pensando que não iria ser bem my cup of tea, mas a verdade é que mantive-me sempre agarrado, mesmo com as longas pausas que fazia nunca me desligava inteiramente do jogo e isso é um testamento da forma como está bem montado. E qual a razão disso? À partida seria de esperar que fosse os excelentes visuais e banda sonora, mas vai mais além disso, é o ambiente, a atmosfera, o sentimento de isolamento e a história, sempre muito subtil mas que despertava sempre a minha curiosidade.

A protagonista chama-se Naija, uma criatura meio humana meio peixe que reside no mundo de Aquaria. Ela acorda com amnésia (o choque) mas sente-se compelida em avançar e explorar em busca de respostas. Ao longo da sua viagem encontra ruínas de antigas civilizações e raças, antigos deuses caídos e até um amor. Como disse a história é muito subtil e muitos pormenores não são expostos directamente ao jogador, mas isso é um ponto forte porque nos dá liberdade para tentar montar as coisas ao nosso ritmo. A escrita é realmente muito boa, bem como o voice acting que mesmo sendo bastante escasso é sempre de elevadíssima qualidade especialmente a da protagonista, interpretada pela *abre o IMDB* Jenna Sharpe.

O gameplay é o que se espera dum “Metroidvania”, sendo que aqui desenrola-se debaixo de água como tal os movimentos são mais fluidos. Inicialmente há uma série de caminhos bloqueados que necessitam que Naija aprenda novos poderes, aqui com o nome de canções. Aquaria tem um sistema de canções que obriga o jogador a formar temas com uma roda de notas musicais, é certo que mais para a frente recomenda-se usar hotkeys, mas não deixa de ser muito porreiro activar os poderes montando notas musicais. A cereja no topo do bolo é a importância que a musica tem na própria narrativa, já que um pequeno tema (o The Verse) é parte fulcral de todo o mundo de Aquaria.

A progressão é obviamente lenta, muito por causa do level design labiríntico e da necessidade de fazer backtracking para aceder a novas zonas previamente bloqueadas. Há dezenas e dezenas de zonas secretas, bosses opcionais e tesouros que se escondem pelo mundo, infelizmente os save points (que se efectuam nuns cristais espalhados pelo mundo) são muito reduzidos o que é frustrante… Há jogos que não têm noção que parte dos seus jogadores são trabalhadores ocupados e às vezes só têm 15 minutos para jogar e têm de sair rapidamente de casa… e quando não há save pointsyou get the point.

Gostei bastante de Aquaria, mas o mais interessante foi ter gostado dum “metroidvania” clássico que era algo que sinceramente não esperava encontrar. Aconselhado! E por favor ouçam a banda sonora, é linda!

Positivo:
+ Ambiente
+ Visuais
+ Banda sonora e voice acting
+ Narrativa

Negativo:
Save points
– Ultimo boss é dos diabos
– Labirintos e backtracking

Sai do templ… do PixelHunt com:

Comments
2 Responses to “Aquaria [2007]”
  1. Também já conhecia este há alguns anos mas ainda não lhe toquei (sim, eu, o gajo dos metroidvania).

    Por acaso até que me está a fazer lembrar o Ecco da Mega Drive. Já o jogaste? Também tem uma sequela e uma versão para a Dreamcast e PS2. És capaz de gostar dos jogos.

    Eu joguei mais à versão Dreamcast do que às antigas mas do que joguei posso dizer que tem muito menos backtracking (é mais uma espécie de free roam) e é um jogo construído à base dos puzzles (que são muito difíceis lá para a frente). Qualquer dia ainda falo um pouco do jogo, ou não fosse este um jogo da Dreamcast of course :P

  2. Os Ecco só conheço mesmo de nome, nunca os joguei.Não sei como era o Ecco mas o Aquaria pode não parecer mas tem uma grande variedade de cenários, desde o azul dos mares temperados até à escuridão completa das profundezas e até cavernas muito inspiradas pelo Giger! É um portento visual.

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