Operation Flashpoint: Dragon Rising [2009]

Umas das maravilhas do Steam são as promoções semanais que nos possibilitam descobrir jogos que de outra forma nunca jogaríamos. Na semana passada comprei o Operation Flashpoint: Dragon Rising por uns míseros 7€. É a sequela do grande Operation Flashpoint da Bohemia Interactive (agora metidos na série ArmA), um simulador militar lançado em 2001 . Esta sequela é do final do ano passado! O que torna os 7€ ainda mais impressionantes, visto que o jogo nem meio ano tem. Humm… quando a esmola é grande o pobre desconfia, será que alguma razão para uma baixa de preço assim tão cedo?

Esta vai ser uma review um pouco injusta porque não cheguei ao fim do jogo. E porque é que não cheguei ao fim? Porque esta bodega É DIFICIL COMO A PORRA! Sim, sim eu sei no que me fui meter inicialmente, isto é um simulador militar, e a dificuldade é algo inerente a um simulador, é feitio e não um defeito. Mas o nível de dificuldade é tremendo para mim, ao ponto de não conseguir passar da 3ª missão. E mon diex que missão mais nojenta, já não podia ver aquilo à frente. Que raio de exército quer controlar uma praia para uma futura invasão com um punhado de homens contra hordas de tropas inimigas? Isto é suposto ser realista! Os filmes do Chuck Norris não são realistas… E se uma missão suicida como estas não resulta (o choque!) é suposto dar para recuar, retirar e quiçá (novo choque) trazer mais reforços, e não um miserável game over! Realismo, gentlemen, REALISMO!

Bahh… vou moderar um pouco a minha raiva e tentar ser um pouquinho mais justo com isto. Vamos comecar pelo inicio. O jogo tem uma campanha singleplayer focada numa invasão de tropas americanas a uma ilha russa que foi ocupada pelo exercito chinês, tudo por causa da crise financeira e pela escassez de petróleo. Do multiplayer quase nem é preciso falar porque deixou de ter suporte da Codemasters e está apenas habitado por um punhado de jogadores e com montes de cheaters, por isso… é como se nem lá estivesse. Muito bem, singleplayer it is, pode ser que seja cativante.

A primeira coisa que notei ao iniciar a campanha é que já não podemos planear as nossas missões como no jogo original, a progressão já está escrita de origem e faz-se através de checkpoint espalhados pelo mapa, ou seja há muito menos liberdade do que seria de esperar num Operation Flashpoint. Para além disso os save points estão muito afastados entre si o que é frustrante (no entanto acho que o original e os ArmA’s nem dão para gravar a meio, acho). Outra coisa que se destaca são os visuais bonitinhos, mas infelizmente alimentados através de terríveis texturas de muito baixa resolução. Compreensível dado a enorme vastidão da ilha e o facto de ter sido feito para consolas, mas uma desilusão quando vemos a fidelidade gráfica do concorrente ArmA 2.

O gameplay como esperava é lento, difícil e desafiante. A física dos projecteis é boa e realista, morremos com um tiro bem colocado e matamos da mesma forma. Podemos dar ordens à nossa companhia através do mapa, ou através dum menu trapalhão feito para consolas. Uma coisa que me irritou foi a resposta do rato, há claramente um mouse lag que torna muito complicado fazer pontaria, mais uma herança do port de consola. O combate é muito desafiante, e bastante gratificante quando conseguimos atingir os objectivos. Quando ele surge é sempre muito bem vindo porque passamos 80% do tempo a correr em manobras. É daqueles jogos que quando tudo corre bem, até diverte, mas quando isso não acontece (90% das vezes) é um fardo descomunal, o que quando se alia a missões impossíveis para mim, se torna num frustrante jogo de paciência e invariável raiva e desespero.

Há uma razão para o jogo estar tão barato poucos meses após ter saído para o mercado. É um jogo que foi mal recebido pela critica e ainda pior pelos jogadores que migraram todos para o ArmA 2, levando este Operation Flashpoint: Dragon Rising ao abandono. Até a própria Codemasters abandonou-o reconhecendo que o resultado final foi… digamos uma bodega. Não vou dar nota porque apenas explorei uma pequena percentagem do produto final e como tal iria ser injusto.

Pelo preço acho que valeu a pena, no entanto por um lado acaba por ser dinheiro deitado fora porque não posso jogar para lá da 3ª missão. Sim é por mera incapacidade minha e não defeito do jogo… mas de qualquer das formas é um jogo incompleto para mim. Nem quero pensar como seriam as outras 7 missões… medo!

Comments
2 Responses to “Operation Flashpoint: Dragon Rising [2009]”
  1. João Mealha diz:

    Pois, definitivamente NOT my cup of tea:S

    • joao diz:

      Cara eu gostei do game. 1º que funciona em rede lan (offline), os games atuais com BF3 e BF4 são impressionantes porém só pega multiplayer na internet e esta uma bosta devido a isto se continuarem pensando só em quem tem internet vão falir como os outros muitas pessoas jogam com 20 a 30 computadores em rede domestica e esse game Flashpoint Operation Dragon Rising funciona em REDE Domestica Lan Offline eu e meus colegas jogamos e vimos que é otimo!!!!

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