Blade Runner [1997]

Nop, não vou falar do filme, mas sim do jogo da Westwood, uma aventura gráfica point & click lançada em 1997. Blade Runner é um jogo que na altura tentou fazer coisas diferentes, e que de forma geral conseguiu atingir níveis de qualidade bem elevados. Infelizmente não foi um grande sucesso comercial (estávamos em plena queda de popularidade do género) mas granjeou o apoio da crítica, tornando-se num dos jogos mais aclamados do ano.

Eu gostei da história do jogo e de como ela se liga à do filme em certos pontos, por vezes quase que nos encontramos com o Dackard, no entanto acho que tornaram-na demasiado semelhante ao que vimos no filme. O Ray é parecido com o Deckard, os locais de investigação são os mesmos do filme, e certos diálogos e cenas acabam por parecer forçados e não encaixam muito bem, como a entrevista com o Tyrrel e o encontro com a Rachael. Acho que se fez demasiado fan service.

Onde o jogo brilha, é no ambiente fielmente captado do filme, é sem duvida um dos melhores jogos baseados em filmes nesse aspecto, os backgrounds são de cortar a respiração, e a musica de Vangelis está lá. Consegue passar na perfeição a ideia de que somos um Blade Runner, já que durante todo o jogo passamos a recolher provas, descobrir novos indícios, entrevistar suspeitos e a usar “brinquedos” como o teste VK, e aquela maquineta das fotos. Muito, muito bom.

Um aspecto muito interessante mas que as vezes não resulta muito bem, é a aleatoriedade no jogo. As personagens nem sempre estão no sitio onde deveriam estar, qualquer pessoa pode ser um replicante, e por vezes aparecem pessoas diferentes a cada tentativa. Isto é uma boa ideia porque altera vários pormenores da história cada vez que jogamos, por isso é que o jogo tem tantos finais diferentes, nada mais nada menos que 13! No entanto por vezes acontecem algumas situações estranhas como personagens desaparecerem passados uns segundos noutro cenário. É uma mecânica interessante que também foi usada de forma mais ou menos similar no The Last Express, aí com melhores resultados.

Certas partes do jogo podem tornar-se um pouco chatas, principalmente quando há uma ou outra prova que falta apanhar e estamos longos minutos a visitar todos os locais para ver o que escapou, esse processo por vezes pode cortar aquela imersão que o jogo tão bem transmite. No entanto para compensar, o jogo tem momentos onde tudo resulta na perfeição e acaba por nos tocar forte caso estejamos já bem envolvidos pela narrativa e ambiente do jogo. Na parte final quando o Ray acha que pode ser replicante, chega a casa vê a Maggie morta, recebe um telefonema do suposto “inimigo”, tudo isto com a fabulosa “Blade Runner Blues” do Vangelis por detrás… é SUBLIME.

Tenho o jogo bem presente na memória porque voltei-o a jogar há coisa de 1 ano. A primeira vez que o tinha jogado já foi há bastante tempo, lembro-me que não o terminei na altura, e já pouco me recordava dele na ultima vez que o revisitei. É um bom jogo, obrigatório para qualquer fã de Blade Runner, mesmo que não gostem de aventuras gráficas. Já agora uma boa review do jogo no Adventure Gamers.

Digam lá que não dá logo vontade de o jogar depois de ver o trailer.

Comments
2 Responses to “Blade Runner [1997]”
  1. João Mealha diz:

    Então e spoiler alerts não?Eu ainda fazia tençoes de jogar isto um dia=(
    Acabei agora o FFXIII.Estou livre para jogar o Heavy Rain!

  2. Ah, deixa estar, os spoilers não são nada de especial, apenas uma ponta do iceberg.

    João Mealha :

    Estou livre para jogar o Heavy Rain!

    Jogar? lol sorry

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