Dragon Age Origins: Awakening [2010]

Dragon Age: Origins (a minha crítica, aqui) saiu no final do ano passado, e na altura a Bioware disse que o iria suportar activamente durante dois anos. “Aí vem uma carrada de DLC” pensei eu. e de facto estava certo, em menos de meio ano já choveu muito DLC, quase todo bastante pobre. Mas admito que foi com alguma surpresa que soube que iriam lançar uma expansão, uma expansão à antiga, com cerca de 20 horas! O próprio Dragon Age foi quase um revivalismo da Bioware aos tempos em que o género dominava o mercado (falo dos tempos de Baldur’s Gate) e o lançamento dum jogo destes numa altura destas foi bastante refrescante. Por isso até é normal que mantenham este revivalismo com algo tão anos 90, como uma expansão. É assim que surge este Dragon Age Origins: Awakening.

Durante o Dragon Age: Origins os nossos herois viram-se envolvidos numa massiva invasão de Drakspawn, a Blight. após a destruição do Archdemon tudo parecia ter voltado à normalidade com o fime o recuo da invasão.  No entanto, Awakening vem trazer alguma luz sobre o que se passou a seguir. Em vez dos Darkspawn recuarem de novo para as Deep Roads, estranhamente eles fizeram precisamente o contrário, invadem Vigil’s Keep, a nova base dos Grey Warden de Ferelden. Pior ainda, eles parecem organizados (algo impossível sem a presença dum Archdemon) e incrivelmente um deles… fala e mostra sinais de inteligência. A partir daí cabe ao herói recrutar uma série de novos membros transformando-os em Grey Wardens e tentar descobrir o que se passa. Muito sucintamente e sem “spoilar” muito, descobrimos que os Darspawn dividiram-se em duas facções distintas e ficamos a saber qual a origem das Blights

A história em si, a big picture, é interessante e uma boa continuação dos acontecimentos de Dragon Age. Um personagem importante é introduzido, o Arquitecto, que me parece vir a ter muito potencial para o resto da história, e a ideia de que os Darkspawn estão a mudar abre uma série de novos e interessantes caminhos para o futuro. No entanto achei que quando história entra numa escala mais reduzida quase nunca foi muito interessante. Tudo o que meteu Vigil’s Keep, Amaranthine, o novo papel do Warden, as mini histórias dos novos companheiros, etc nunca atingiu o brilhantismo do que se viu no jogo original. Mas acho que é compreensível, é uma expansão, como tal o tempo disponível (cerca de 15 horas de jogo) é pouco para aprofundar muito nos pormenores, como tal é normal que muita coisa aconteça de forma demasiado rápida e que tenhamos a sensação de estar constantemente a ver as coisas a cair de para-quedas. Principalmente no inicio do jogo. Já agora o final foi tremendamente abrupto.

Esta é a continuação da história no nosso Warden, como tal é possível importar a nossa personagem do jogo original, no entanto quem quiser (ou quem matou-o no final de Dragon Age) pode começar uma nova personagem, um Grey Warden de Orlais. A importação correu bem, mas incrivelmente objectos adquiridos em DLC não estão presente em Awakening, e ainda mais incrível, é possível jogar com o nosso Grey Warden morto… ele… ressuscita como por magia. Mas quem quiser fazer role-play tem uma boa solução… não o importe. De qualquer forma são decisões estranhas por parte da Bioware.

Se com a importação da nossa personagem, Awakening mostra uma continuidade com Dragon Age, no resto, nem tanto. Embora de vez em quando surja uma ou outra referência ao que se passou durante o Dragon Age, a meu ver há pouca continuidade, ou pelo menos deveria haver mais. Quase nenhuma das nossas acções durante o jogo original têm verdadeiras repercussões em Awakening, o que é pena.

Um dos meus aspectos favoritos de Dragon Age eram as personagens e a interacção entre elas, por isso foi com alguma preocupação que soube que à excepção de Oghren nenhum dos nossos antigos companheiros iria regressar. É compreensível que muitos deles não regressem já que a grande maioria nos confidenciou no final do Dragon Age o que iriam fazer no futuro, e a grande parte deles não pensava ficar. Por outro lado todos sabemos como a Bioware gosta de introduzir novos personagens, no entanto não deixa de ser frustrante que nenhum deles volte (Wynne tem um cameo), em especial Alistair que tinha uma relação muito próxima com a Warden (se ele tiver sido eleito rei no jogo original ele fará um pequeno cameo em Awakening, caso contrário apenas há uma pequena referência durante o epilogo). De fora estão também as longas horas de conversa e as várias ramificações dos diálogos, os novos personagens apenas interagem nas conversas aleatórias durante o jogo (que continuam excelentes e muito divertidas) ou em momentos chave durante a trama para ajudar a desvendar o passado de cada um. Mas tudo de forma muito mais simples que em Dragon Age.

E que tal os novos companheiros? Oghren sempre foi um dos companheiros originais que menos gostei e conheci (fiz Orzammar sempre no final do jogo), mas este regresso foi óptimo para ganhar laços com ele, passei a gostar muito mais dele que durante o jogo original. Das novas personagens apenas Anders e Sigrun conseguem estar ao mesmo nível dos companheiros originais, em especial Anders que encaixaria muito bem na “dream team” original, muito mais divertido e interessante que um Zevran por exemplo. Justice parte duma premissa curiosa e com potencial, mas nunca passou disso, Nathaniel tem uma forte backstory envolvendo o Arl Howe mas a sua história fica resolvida muito cedo e perde desde logo o interesse, Vellana é completamente desinteressante.

O combate em nada mudou, no entanto foram acrescentados novos skills, poderes, talentos e especializações que dão ainda mais liberdade durante os combates. Runecrafting, ou seja a possibilidade de criar runes foi também introduzido nesta expansão, no entanto isso é algo que a meu ver já deveria ter estado presente no jogo original tal como as poções que restabelecem stamina, ou seja tipo lyrium para não feiticeiros. O nível de dificuldade baixou em relação ao Dragon Age, no entanto é compreensível já que iniciamos o jogo com a experiência anterior. De resto a jogabilidade mantêm-se praticamente inalterada, o que é bom, if its not broken don’t fixe it.

Basicamente esta é uma expansão apenas para quem jogou e gostou de Dragon Age: Origins, porque no fundo é mais do mesmo. Quem não ficou convencido pelo original também não ficará com este Awakening.

Positivo:
+ Novo caminho que a historia está a levar.
+ Menos fillers, mais acção
+ É mais Dragon Age

Negativo:
– Histórias secundárias desinteressantes
– Ausência de antigos companheiros
– Poucas ligações com o jogo original

 

Sai do templ… do PixelHunt com:


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