Left 4 Dead 2 [2009]

Eu fui um dos que espumou de raiva quando na E3 de 2009 a Valve anunciou na conferência da Microsoft o Left 4 Dead 2. O porquê da minha revolta nerdista?

Antes de mais, estava ansiosamente à espera do Episódio 3 e/ou Portal 2. Achei que era extremamente cedo para lançarem uma sequela dum jogo que nem 1 ano tinha. Fiquei aborrecido que a Valve tivesse deixado que a revelação do jogo se desse na conferência duma consola, ligando cada vez mais o nome Left 4 Dead ao caixote 360, e mais tarde pelos vídeos que vi parecia-me pouco mais que uma versão melhorada do jogo original

Nunca cheguei a entrar nos grupos de boicote ao jogo (quer dizer entrei no grupo nos primeiros dias, mas mais para criar número e mostrar à Valve que estava descontente) e nunca coloquei de parte a compra do jogo (sou um fanboy da Valve, tenho todos os seus jogos). Quando foi lançada a demo, ficou bastante claro que este jogo iria ser tremendamente semelhante ao original, e desde logo decidi que nunca pagaria full price por algo que me parecia uma mera expansão. Como tal coloquei um limite máximo pelo qual pagaria: 20€. E assim foi, 4 meses depois lá comprei o jogo por 19€ numa das promoções do Steam. Valeu a pena?

Hell yes!

O Left 4 Dead foi um dos meus jogos favoritos de 2008, era extremamente divertido, desafiante e muito gratificante, mesmo sendo praticamente focado no multiplayer, algo que está longe de me agradar, sou quase exclusivamente jogador singleplayer. Esta sequela tal como deu para ver pela demo, pouco mais é que uma expansão. É a meu ver, mais um Left 4 Dead 1.5 que 2, mas herdou tudo o que o original tinha de bom. É extremamente divertido, e contra isso é difícil de argumentar, é esse o principal objectivo dum videojogo.

Left 4 Dead 2 pega em tudo o que fez o original tão especial e melhora quase todos os aspectos. O número de campanhas aumentou para 5, sendo que todas elas estas interligadas, quase como se fosse uma única e longa campanha. O número de infectados especiais aumentou, com a inclusão de 3 novas criaturas. Foram acrescentados novos modos de jogo, há novas armas (especial destaque para as fantásticas armas de corpo-a-corpo), uma nova granada (que contém “nhanha” de boomer e atrai infectados), uma injecção de adrenalina que nos dá um aumento temporário de energia, um desfibrilador que ressuscita companheiros mortos e balas especiais que dão novas características ás armas. Ou seja são pequenas inclusões que ajudam a dar maior variedade à jogabilidade.

A meu ver o grande melhoramento desta sequela é o level design e as suas características. No jogo original era tudo bastante simples, mas agora encontramos alguns momentos memoráveis. Hordas infinitas de zombies à porta dum estádio onde ia haver um concerto heavy-metal. Salvamentos durante esse mesmo concerto em pleno palco. Viagens em montanhas russas. Zonas infestadas de witches. Zonas povoadas de carros com alarmes que chamam hordas e hordas de infectados. Busca de gasolina para reabastecer um carro de NASCAR. Chuvas torrenciais que nos toldam a visão e aumentam o nível da àgua. Uma ponte em Nova Orleães com um número elevadíssimo de zombies por metro quadrado… enfim uma série de situações memoráveis e épicas que faltavam ao jogo original. Para além disso, a forma como os níveis estão construídos mostram muito mais engenho e cuidado que no jogo original.

Os 4 novos protagonistas são simpáticos, mas nunca atingem o carisma de Bill, Francis, Zoey e Louis, o que é uma pena. Mas será interessante ver como os 8 protagonistas se irão relacionar no DLC The Passing que irá sair em breve.

Visualmente esta é mais uma etapa na evolução do motor Source e ganhou novos melhoramentos. O resultado é um jogo tecnicamente ultrapassado, mas bonito e que dá bem conta do recado. Tenho que destacar as caras e expressões faciais, simplesmente irrepreensiveis, neste aspecto o motor source ainda não tem rivais.

Algo que me fez muita confusão foi a tradução para português. Terrível, sinceramente, não exagerando acho que nunca vi nada assim tão mau. É um trabalho feito por alguém que simplesmente não sabe inglês, há muitos erros completamente hilariantes.

E pronto, este é daqueles jogos que são para serem jogados de vez em quando ao longo dos meses,  por isso é uma experiência sempre nova a cada jogada, graças é claro ao multiplayer. Ele manteve-se idêntico ao 1º jogo, resta não esquecer para tentar sempre jogar com amigos, porque os jogos públicos estão infectados por trolls e pessoas sem um pingo de educação.

É um bom jogo? Sim. Vale o preço duma sequela? Não. Poderia ter saído como expansão ou DLC faseado? Sim.

Positivo:
+ Campanhas
+Armas corpo a corpo

Negativo:
– Qualidade miserável  da tradução para português
– Não justifica a saída de um novo jogo tão cedo

 

Sai do templ… do PixelHunt com:


Comments
3 Responses to “Left 4 Dead 2 [2009]”
  1. João Mealha diz:

    Fucking Gabe Newel…

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  1. […] ar, será que algum destes jogos reflecte algum realismo? Será o modo zombie do Black Ops ou Left 4 Dead um reflexo do que aconteceria caso um apocalipse zombie realmente acontecesse? Óbvio que não. […]



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