Episodes from Liberty City [2009]

gtaThe Ballad of Gay Tony

Decidi jogar primeiro a 2ª expansão do Grand Theft Auto IV, porque parecia-me bem mais interessante que o The Lost and Damned. Não sou grande adepto da sub-cultura motard, e este The Ballad of Gay Tony teve uma melhor recepção.

Como episódio que é, à excepção da história quase tudo se mantêm inalterado em relação ao jogo original (podem ler a minha crítica aqui) por isso não me vou alongar muito sobre os aspectos do GTA4. O que era bom, manteve-se bom e felizmente muita coisa ao qual torci o nariz, foi revista.

O insano sistema de saves melhorou! É impressionante como uma mudança tão simples resulta numa experiência muito menos frustrante. Agora em vez de repetir toda a missão desde o inicio da primeira cutscene, o jogo grava no inicio da acção, é uma tremenda mais valia, e seria um sonho implementarem este sistema no GTA4. Outro aspecto menos conseguido no jogo original eram as missões muito desinspiradas, felizmente The Ballad of Gay Tony é muito mais criativo neste aspecto, não há duas missões semelhantes e algumas delas são muito bem pensadas, em especial as missões onde temos de roubar veículos para o excêntrico árabe Yusuf. Raramente temos missões que consistem em limpar uma área de inimigos só porque sim, basicamente era nisso que consistiam a esmagadora maioria das missões do GTA4, era uma carreira de tiro.

Esta expansão recupera um pouco aquela excentricidade típica dos GTA’s, em especial se compararmos com o tom mais sério do GTA4. Acho que é um bónus e uma mistura perfeita entre seriedade e excentricidade. Ajuda a história ser populada por personagens completamente loucas e over the top. Tony, Yusuf, o irmão do Bruce, Bulgarin são quase caricaturas e são óptimos veículos para contar uma história mais pateta, mas muito mais divertida.

gay-tony

A história é bem mais curta que a de Niko, demorou-me cerca de 10 horas, e Luis é um bom protagonista, a única pessoa… realista de todo o elenco. Gostei muito dos crossovers com a história do GTA4, como o assalto ao banco e a história secundária dos diamantes roubados, e dos cameos de personagens nossos conhecidos, como Bruce (completamente esmagado pelo ego ainda maior do seu irmão, é compreensível que ele compensasse isso com o Niko e companhia), Niko, Roman, Bulgarin entre outros. Até algumas cenas são as mesmas, apenas vistas em ângulos diferentes. Trás um sentimento muito grande de ligação entre o jogo e os episódios e a ideia de que se passa tudo no mesmo mundo. As cutscenes e os actores virtuais continuam maravilhosos, a Rockstar realmente faz um trabalho fantástico neste aspecto.

Em termos de gameplay, pouca coisa mudou, mas há algumas novidades. Há agora há possibilidade de usar para-quedas (aliás há uma grande predominância de missões aéreas) e há uma série de base jumps a efectuar como missões secundárias. Há igualmente novos jogos, como o hóquei de mesa (que é dificílimo), golf, torneios de luta corpo a corpo, dança, duelos de bebida e missões secundárias onde participamos em raids para roubar droga com os amigos do Luis. Temos também novos veículos, novos programas de TV, novas rádios (Vice City Radio, Hell Yeah!). Há uma serie de actividades extra história que irão aumentar a longevidade do jogo.

Resumindo e concluindo, The Ballad of Gay Tony é um excelente episódio que pega num bom jogo e melhora alguns dos aspectos menos conseguidos. É muito mais curto, ligeiro e relaxante que o GTA4, e tem aquele pequeno perfume colorido dum Vice City.

The Lost and Damned

Mais de três depois de ter andado a vaguear as ruas de Liberty City como Luis em The Ballad of Gay Tony, decidi finalmente explorar o primeiro episódio deste Episodes of Liberty City, intitulado de The Lost and Damned. E porquê? Porque GTA V foi lançado há algumas semanas para as consolas!

Como já tinha referido antes, optei por saltar este episódio porque a sub cultura motard pouco ou nada me diz e as cores e extravagancia do Gay Tony foram muito mais apelativas. É importante falar dessa extravagancia porque The Lost and Damned é quase o oposto do episódio seguinte, é cinzentão, sério e “duro de rins”, desde a palete de cores usada até à própria história e missões. Acabou por ser esse cinzentismo que menos me atraiu em The Lost and Damned.

Mas à semelhança do The Ballad of Gay Tony os bons elementos de GTA IV continuam presentes e muitos dos menos positivos, como o sistema de saves, estão corrigidos. Para além disso há algumas novidades introduzidas aqui como a possibilidade de chamar reforços do nosso gang motard, circular de mota em formação com os restantes elementos e se calhar o mais importante, melhores controlos de motas. É importante referir as motas porque durante todo o episódio irão andar de mota, só num par de vezes é que guiei um carro, é uma forma de transmitir um maior realismo, mas se isso é positivo ou negativo vai depender do quão gostam dessa restrição. A história segue os mesmos passos de GTA IV e The Ballad of Gay Tony, na medida em que segue em parte o sub-plot dos diamantes, mas visto na perspectiva do Johnny, contudo, a história principal foca-se na luta pela sobrevivência dum gang motard que se vê cada vez mais fora do seu tempo e do seu habitat natural.

lost-and-damned

Numa coisa que a Rockstar terá de melhorar futuramente é a liberdade que se tem em Liberty City, principalmente se compararmos com alguns jogos como o completamente tresloucado Just Cause 2 e até com o Sleeping Dogs que é muito menos restrito e a facilidade de movimentos é abissal. O GTA IV e episódios ainda são demasiado presos e estancados.

Definitivamente achei The Lost and Damned o ponto mais baixo de todos o espectro GTA IV, mas não deixa de ser um bom jogo, com a base sólida do original, mas se procurarem o pico da experiência GTA IV então aconselho-vos saltar logo para o The Ballad of Gay Tony. Agora resta esperar que lancem o GTA V para o PC 😀

Positivo:
+ Missões muito mais gratificantes
+ Regressa às raízes da série
+ História e personagens

Negativo:
– Controlos continuam lentos e pesados
– Continua a haver bastantes restrições

Sai do templ… do PixelHunt com:


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