Prince of Persia: The Sands of Time – Principe da Pérsia: As Areias do Tempo [2010]

E para fechar a semana Prince of Persia nada melhor que a razão pela qual ela existiu, o filme. Será que vai pelo mesmo caminho do todas as outras adaptações de videojogos ao cinema, ou seja o lixo?

A resposta simples é não, não vai. As minhas expectativas não eram muito altas, bastou-me a traumática experiência de ver o Max Payne completamente  enxovalhado nas salas de cinema para aprender a lição. Estava à espera do mesmo de sempre, um fracasso. A verdade é que não é um grande filme, nem é esse o objectivo, mas acho que se safa muito bem no quer ser, um filme de aventura ao estilo das dos anos 80, divertido e cativante. E nisso não há muito a apontar.

O filme segue as mesmas ideias base do jogo, mas coloca a história numa escala de enormes dimensões. Se em alguns aspectos esse é um ponto positivo (permite uma ideia de viagem e aventura maior que no jogo que se passava todo num palácio) noutros retira um pouco a simplicidade e o impacto emocional do jogo. O final é um reflexo disso mesmo, embora a ideia seja semelhante, o final do jogo foi bem mais marcante e emocional, para além de ser muito mais agridoce que aqui. É Hollywood, tem de ter sempre um final feliz. A maior escala trouxe também personagens a mais e muita narrativa secundária que só quebra o ritmo.

O Jake Gyllenhaal está ok, felizmente não o transformaram no príncipe emo do Warrior Within, está bastante perto do príncipe do jogo (ele tem nome no filme, Dastan, o que é uma novidade) a belíssima Gemma Arterton está competente. Percebi a ideia da relação deles, o típico casalinho que anda às turras mas que se amam, mas acho que poderiam ter criado uma química mais forte. E achei muito barata a forma como ficaram juntos no fim… bah… a forma como se despedem no jogo é bem melhor.

As cenas de acção são uma desilusão, muitos momentos em câmara lenta que só davam um ar cheap ao filme, queriam imitar os slowdowns do 300 mas o resultado é bastante mau.

É um filme muito na onda da Múmia, Em Busca da Esmeralda Perdida, Jóia do Nilo e claro do pai deles, os Salteadores da Arca Perdida. É um género pouco em voga hoje em dia, mas a meu ver é um dos melhores exemplos recentes. Bem melhor que a treta dos Piratas das Caraíbas (ah mas tem o Johnny Depp! Calem-se…).

O Jordan Mechner é um dos developers que mais admiro, e estou convencido que o facto de ele ter estado activamente envolvido no filme ajudou a trazer alguma qualidade. O sonho dele é envolver-se activamente na industria do cinema e espero que este tenha sido o seu primeiro passo. Fala-se numa possível adaptação do brilhante The Last Express, com um pouco de sorte ele terá mais uma oportunidade para se evidenciar.

Pronto, para concluir, filme mediano, vê-se bem e não insulta o material de origem o que é óptimo, no entanto acho que poderiam ter arriscado um bocadinho mais. Se eu desse notas, levava um 3/5.

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