Escape from Monkey Island [2000]

Para a semana é lançada a edição especial do Monkey Island 2, como tal acho que é pertinente falar um bocadinho de alguns dos jogos da saga. Vou começar com o que é para mim o pior, o Escape from Monkey Island.

Corria o ano de 2000,  o departamento de aventuras da Sierra já tinha explodido depois do brilhante e fracassado Gabriel Knight 3: Blood of the Sacred, Blood of the Damned, e a Lucas Arts ia pelo mesmo caminho, Grim Fandango foi igualmente um fracasso comercial mesmo com toda a aclamação critica que teve. A derradeira tentativa da empresa em reavivar o género centrou-se na sua IP mais famosa e lucrativa (vamos exceptuar a marca Star Wars como é óbvio) Monkey Island.

Grim Fandango foi a primeira aventura da empresa a correr em 3D num novo motor de jogo feito a pensar nas novidades tecnológicas da altura. O género estava a perder adeptos em relação aos jogos de acção em 3D. Erradamente pensou-se que estaria aí a solução do problema e como tal de futuro todas as aventuras da Lucas Arts iriam correr nesse mesmo motor, o GrimE. O Grim Fandango embora tenha sido um brilhante jogo sofreu um pouco com as limitações desse motor, em especial nos seus controlos muito defeituosos.

Escape from Monkey Island acabou por sofrer dos mesmos problemas, o rato foi posto de parte significando o fim do sistema point & click para um sistema de controlo directo do protagonista. Mas bom era se fossem apenas esses os problemas de Escape from Monkey Island, infelizmente tudo o resto nunca consegue estar à altura dos seus predecessores. A história é extremamente aborrecida e demora muito a tornar-se interessante, os puzzles são muito rebuscados, desinspirados e sem o menor pingo de lógica, e visualmente embora esteja suportado por uma direcção artística competente visível nos bonitos backgrounds, como um todo é quase chocante se o compararmos com o lindíssimo The Curse of Monkey Island que é só um dos jogos mais bonitos de sempre.

No entanto há alguns aspectos positivos. O ultimo terço da história é interessante e fecha de forma aceitável o arco narrativo de algumas personagens, o voice acting e a musica continuam de topo (embora a mudança da actriz que dá voz à Elaine para outra com sotaque americano foi estranho) e são introduzidas algumas personagens genuinamente interessantes como o Marco de Pollo.

Embora seja de longe o Monkey Island mais fraco não deixa de ser uma aventura gráfica competente se o virmos de forma isolada. Também o joguei bastante tarde por isso pode ter sido um factor a ter em conta. Mas é um titulo que merece ser descoberto pelos fãs, mais não seja para perceber o que não se deve fazer com uma IP tão importante e querida de todos.

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