Burnout Paradise [2008]

Vamos por as coisas em pratos limpos, não gosto de jogos de condução arcada, para mim um jogo do género tem que desafiar o jogador a… conduzir. Nunca joguei um Burnout. Não sou apologista dum jogo de condução em open world. Então por que raio me meti no Burnout Paradise?

Meti-me por causa do Steam. Sim, mais um jogo que descobri numa das promoções da loja digital da Valve, e por 3€ porque não? Como disse no primeiro parágrafo este jogo tinha tudo para me deixar arrependido pelos 3€ que dei, mas a verdade é que fiquei agradavelmente surpreendido.

Sim o nível de dificuldade e a skill necessária para controlar os carros é zero, é pura arcada mas sabem que mais? Acaba por não ser muito castrador, na medida em que o principal foco do jogo não está na condução mas sim na cidade, com os seus obstáculos, estradas e as pequenas “prendas” que estão espalhadas à espera de serem encontradas e coleccionadas. A beleza de Burnout Paradise não está nos carros que são literalmente genéricos (nem são reais) e pouco mais são que material de colecção (há aqui o efeito Pokemon) e dispensáveis, podiam ser naves ou bicicletas (se bem que há motas), nunca criei uma ligação com nenhum deles e trocava-o sempre pelo novo carro desbloqueado. A beleza está sim nas corridas loucas e espectaculares. Este não é um jogo de carros ou de condução, é sim um jogo de corridas e destruição.

Se as corridas são simplesmente espectaculares, infelizmente não posso dizer o mesmo dos outros modos de jogo, são quase todos bastante repetitivos e aborrecidos, chegou uma altura que praticamente ignorava tudo o resto só para fazer as corridas. Há um modo particularmente chato que é o marked man que sofre muito da física retorcida do jogo. Sim , porque basta um toque na traseira do carro para perdermos o controlo de forma automática, mesmo que isso desafie as mais elementares regras da física.

Tecnicamente é bastante competente, bons visuais, bom som (em ambos os casos os acidentes são o seu ponto alto) a cidade é enorme e não tem um unico loading, a velocidade é vertiginosa e nunca se engasga.

Infelizmente a versão PC não permite colocar as nossas próprias musicas e também não nos deixa desligar a musica de jogo. O que é uma pena porque 90% das rádios são terríveis e acabei por jogar grande parte do tempo com a rádio de musica clássica que é óptima para se ouvir no meio do inferno de metal retorcido e acidentes loucos das ruas de Paradise City.

Esta foi a minha introdução à série Burnout, como tal desconheço se este foi ou não um progresso comparativamente aos seus antecessores, mas por 3€ devo dizer que foi uma boa experiência e proporcionou bons momentos, se bem que depois da primeira meia dúzia de horas já se estava a tornar um pouquinho repetitivo e saturante.

Positivo:
+ Adrenalina das corridas
+ Paradise City

Negativo:
– Rapidamente se torna um pouco repetitivo
– Os carros e motas são aborrecidos e sem vida

Sai do templ… do PixelHunt com:


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