Diamonds Are Forever – Os diamantes são eternos [1971]

O elevado grau de estupidez acumulada neste filme fez baixar o meu QI para níveis preocupantes. Sinto-me uma pessoa mais burra depois destas duas horas.

Este é um filme que mais vale a pena fingir que não existe, não encaixa bem na série e não favorece ninguém. Vamos fingir que o Sean Connery despediu-se no You Only Live Twice, que o On Her Majesty’s Secret Service foi uma experiência, que tudo continuou tranquilamente com o Live and Let Die e isto foi apenas uma paródia. Sim porque se é verdade que este é um péssimo filme e um mau 007, não posso negar que é uma boa comédia, involuntária é certo, mas comédia.

Não sei se o On Her Majesty’s Secret Service foi ou não um fracasso de bilheteira, mas não deve ter agradado muito porque este filme parece uma forma desesperada de chamar mais público com o regresso do Sean Connery, da Shirley Bassey e duma vertente mais tradicional, campy e menos experimental, realista e negra que a sua prequela.

Há tanto momento irrelevante e aborrecido (sem exagero cerca de 1 hora de filme é composta por… nada) os sotaques dos americanos dão-me vontade de matar gatinhos, os efeitos visuais são mais fracos que os do Dr. No, uma década mais velho (o ponto alto são as explosões causadas pelo satélite, em especial as dos misseis), as interpretações são más e muito campy. O Sean Connery está velho e mais aborrecido que o espectador, está-se a cagar para o filme, a bond girl é burra e nem sequer fixei o nome dela… bahh

Mas tenho de falar bem da canção introdutória, a Shirley Bassey é a interprete perfeita para qualquer tema bond e é uma canção que dá pena estar neste filme. De resto… os outros pontos positivos acabam por se centrar na tal comédia involuntária que referi antes e este filme está carregado desses momentos. Para dizer a verdade basta ver os primeiros 5 minutos do filme para soltar alguns sorrisos.

E com isto até dá vontade de dizer: O Roger Moore vem aí! Hurra!

Comments
One Response to “Diamonds Are Forever – Os diamantes são eternos [1971]”
  1. Yap, o Ao serviço de sua majestade foi um fracasso de bilheteira e por isso, trouxeram o Connery de volta (o dinheiro que ele ganhou na altura foi histórico) e, com ele, vários elementos típicos do Bond antes do filme anterior, mas com uma dose ameracanizada da coisa. O resultado é esta mistura de comédia involuntária com situações ridículas e, como dizes, um Connery em ecrã a mostrar que está ali pelo dinheiro e nada mais. É pena, ele despedir-se assim da saga. Mas dias melhores viriam para a saga Bond (até chegar o Moonraker).

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