Le Fabuleux Destin d’Amélie Poulain – O Fabuloso Destino de Amélie [2001]

No mundo dos videojogos as pessoas costumam brincar ao dizer que sempre que alguém fala do Deus Ex alguém o reinstala. Hoje aconteceu-me algo semelhante, estava numa conversa e a Amélie veio à baila, depois duma pequena troca de palavras vi-me obrigado a ir à prateleira buscar o DVD e revê-lo mais uma vez. É mais forte que eu.

Sim, porque O Fabuloso Destino de Amélie é um dos meus filmes favoritos, como tal é sempre um enorme prazer voltar a entrar no mundo muito particular da jovem Amélie. O que mais gosto no filme, para além da sua magistral cinematografia, o seu brilhante argumento, interpretações e tudo mais, é a forma optimista, graciosa e elevadora que se revela. É impossível não passar todo o filme a sorrir e não achar que tudo vai bem no mundo quando termina. Este filme deveria ser obrigatório para todas as pessoas que se encontram num estado depressivo, quem não se sentir bem com a vida depois de o ver já não tem salvação (estou a brincar, não façam uma loucura…)

Embora a Amélie e o Nino sejam pessoas… especiais, fruto das suas infâncias solitárias e associais, são também perfeitos veículos para o espectador se relacionar, porque todos nós temos um pouco de Amélie dentro de nós. Todos gostamos dos pequenos prazeres da vida, todos temos as nossas pequenas obsessões e todos (bom…. quase todos) gostamos e sentimos um prazer especial em ajudar os outros e de sermos… bons. Podem achar que não, mas as coisinhas mais simples e insignificantes como dar indicações, ajudar alguém a apanhar algo do chão ou dar uma pequenina palavra de afecto enriquece o espírito. Logo, é impossível não criar um laço afectivo com a personagem da Amélie quando ela leva esses pequenos prazeres ao extremo, ajudando e punindo quem merece.

O Fabuloso Destino de Amélie tem um estilo muito próprio, quase sem regras, o que salta desde logo à vista é (passe a redundância) a parte visual, com a sua rica palete de cores  berrantes com um forte contraste. O resultado é mundo muito peculiar porque mistura elementos reconhecíveis mas coloca-os dentro dum ambiente meio surreal como se tratasse dum sonho.

Mas nada disto seria possível sem o leque de actores dos quais se destaca obviamente a Audrey Tautou que está completamente adorável e que consegue a proeza de dizer quase tudo através do olhar. Depois o resto das personagens seguem um pouco a mesma característica do filme em si, são realistas ao ponto de conhecermos uma pessoa na vida real que se pareça com cada um deles, mas têm aquele lado mais excêntrico e peculiar que o Jeunet tão bem sabe criar.

Fez-me muito bem rever a Amélie, sinto-me fresco, de espírito leve e optimista para o futuro próximo, tem no entanto um ponto negativo (ou positivo caso tenham disponibilidade financeira) que é a enorme vontade de visitar Paris (infelizmente só está disponível a Paris real e não a Paris perfeita da Amélie).

É melhor ficar por aqui, só de estar a escrever este texto já me está a dar vontade de o rever de novo… já sabem quando alguém fala na Amélie alguém se sentirá obrigado a sacar do DVD.

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