Borderlands [2009]

Mais um jogo que chegou a casa apenas por causa das promoções do Steam. Quando foi lançado à cerca de um ano torci o nariz e coloquei-o imediatamente de parte porque me parecia um jogo que tinha tudo para não gostar.

Um FPS sem qualquer ênfase na história, missões repetitivas ao bom estilo dum MMO, setting pós-apocalíptico cliché, foco em co-op, mundo aberto… tudo aspectos que pouco ou nada me seduzem. Então que diabos aconteceu para ir já com cerca de 20 horas de jogo? Os aspectos que enunciei realmente são muito predominantes em Borderlands mas… não consigo parar de jogar.

Acho que os principais trunfos são o combate dinâmico, divertido e muito gratificante e a sua acessibilidade. Mas mesmo os aspectos que pessoalmente menos gosto como a ausência duma narrativa (tem uma história baseada na busca dum Vault mas é quase inexistente) e a forma como as missões estão esplanadas, ajudam a tornar Borderlands um jogo apelativo para mim, mesmo que à primeira vista não pareça. Eu sou um jogador que não consegue estar muitas horas ligado ao mesmo tempo, fatigo-me com facilidade por isso normalmente faço sessões de meia hora a uma hora de cada vez, e é aí que o Borderlands me conquistou. Como não há uma história e as missões seguem quase sempre os mesmos templates, não me sinto na obrigação de o jogar, logo é perfeito para as minhas curtas sessões. Por exemplo caso esteja sem nada para fazer, vou ao Borderlands para um par de missões sem que isso retire qualquer gozo pelo jogo. Digamos que é uma óptima e relaxante pausa de trabalho.

Bem, mas quanto ao jogo em si. Basicamente é um FPS com elementos de RPG centrado no planeta Pandora (não, não é o planeta do James Cameron) que não é mais que o típico e genérico mundo pós-apocalíptico que está tão na moda hoje em dia. E esse é um dos aspectos que menos gosto, embora tenha um estilo artístico baseado no cell-shading que dá um toque muito pessoal, o mundo em si é um tremendo dejá vu e é difícil esconder a sensação de que “já aqui estive”. Felizmente o combate é muito divertido, o que aliado ao pornográfico numero de armas (foi um dos selling points do jogo) permite um combate dinâmico e muito variado (o Fallout 3 deveria ter tido um combate deste estilo). Há medida que vamos matando inimigos e completando missões o nosso nível de experiência sobe, assim como o das armas e de todo o equipamento, bem ao estilo dum RPG.

A ânsia de subir mais um nível, de coleccionar mais uma arma, de matar mais um inimigo, de fazer mais uma missão resulta num jogo extremamente viciante. É a ideia do” só mais um”, “só mais um bocadinho”, quando damos por nós já passaram horas. Isso é o espelho dum jogo divertido.

Pandora é um mundo enorme, embora seja um mundo aberto, ele é composto por diversos mapas interligados entre si por loading points (imaginem algo do estilo do STALKER). Cada mapa é bastante extenso e tem muita coisa para ver e fazer, mas pouco mais são que enormes corredores, felizmente é possível (e aconselhável) utilizar meios de transporte, senão as viajens irão ser longas e… perigosas.

Borderlands utiliza o extremamente saturado Unreal Engine 3 que de tão usado começa a perder o impacto, mas a Gearbox foi inteligente ao dar-lhe um estilo visual muito particular que o torna bastante mais apelativo e menos genérico. Como usa o UE3, significa que é um jogo bastante leve que corre à mil maravilhas no meu modesto PC e nesse aspecto não tenho nada a apontar. Se aí o port foi aceitável, noutros nem por isso. O mais irritante é sem duvida os menus super atabalhoados, feios e confusos feitos a pensar nas consolas, nem se deram ao trabalho de usar o scroll do rato para navegar nos menus.

Não sou um jogador que se interesse muito por multiplayer por isso não o experimentei a fundo, mas deu para ver que usa o Gamespy que é terrível, pelo menos em comparação com o Steam. Acredito que seja ainda mais divertido em co-op, mas como disse, prefiro uma experiência singleplayer.

Devo também dizer que ainda não terminei o jogo, vou com cerca de 20 horas e ainda tenho um longo caminho em frente, mas penso que já dá para ter uma ideia do que Borderlands vai ser até ao fim. Não sei bem se devo o aconselhar, apenas posso dizer que não é bem o que pode parecer à primeira vista, embora seja muito burrinho e pateta, é também divertido. Eu pelo menos estou a gostar.

Positivo:
+ Combate
+ O cell shading resulta muito bem
+ Extremamente viciante

Negativo:
– Podia ser intelectualmente mais estimulante
–  Setting genérico
– Pode-se tornar um pouco repetitivo

 

Sai do templ… do Pixelhunt com:


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