Goldeneye [1995]

E está de volta a maratona Bond, e para a recta final! Esta fase final é composta pelos filmes da minha geração, logo conheço-os bastante bem. Este Goldeneye é mais um reboot na saga, e não será o ultimo.

O Goldeneye sempre foi um dos meus favoritos, um dos que mais vezes vi e o primeiro que tenho memória da altura em que estreou (tinha eu 12 anos). Gosto muito do tom sério do filme (segue um pouco a onda dos filmes do Dalton) e da temática pós-guerra fria que tão bem soube explorar. É o primeiro 007 a ser filmado depois da queda do muro e colapso da URSS e seria imperdoável não aproveitar um acontecimento tão único e especial.

O inicio é muito bom com uma óptima sequência introdutória (com a mítica cena da barragem), seguido pela excelente canção da Tina Turner que acompanha um dos melhores genéricos introdutórios  da saga. O resto do filme é sempre muito bem doseado, se é verdade que há algumas cenas menos interessantes, elas passam para segundo plano quando comparadas com os muito bons momentos e cenas como a perseguição automóvel na Riviera, a introdução da Judie Dench, a cena da sauna, a perseguição nas ruas de São Petersburgo em que o James destrói tudo com UM TANQUE! ou (uma das minhas preferidas) a cena carregada de tensão com os cliques na caneta.

O Pierce Brosnan é um bom Bond, muito cool e um verdadeiro gentleman, segue a linha mais séria e profissional do Dalton, embora vá mudar um pouco nos próximos filmes, a meu ver para pior. A Bondgirl boa é meh… fraquinha, nem é lá muito gira e tem ZERO química com o Brosnan. Ela acaba por ter azar porque a Bondgirl má, a Onatopp é freaking awesome e rouba-lhe todas as atenções! Ela é um dos pontos altos do filme, é bonita, perigosa, sexy, louca… adoro os pequenos pormenores dela tipo quando o James coloca o tanque no meio dos carris e ela dentro do comboio exclama com aquele sorriso maroto de prazer “He’s gonna derail us” 😀 O vilão acaba por desiludir um pouco, isto porque o Sean Bean é um actor com elevados níveis de awesomeness, win e outros anglicismos sinónimos, mas acaba por estar a meio gás o que é pena.

Há uma coisa que não gostei e nunca me tinha apercebido, a banda sonora durante o filme é , chega a estragar algumas cenas tipo a perseguição na Riviera e o jogo de baccarat no casino. Também alguns efeitos especiais deixam um pouco a desejar, especialmente os filmados no espaço, aquela Terra era muito pobrezinha para um filme de 1995.

Mais 5 filmes e isto acaba de vez, o Tomorrow Never Dies só vi uma vez, por isso vai ser uma redescoberta interessante.

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