Quantum of Solace [2008]

E chega então ao fim a minha maratona Bond. Foram 2753 minutos, 46 horas, durante 41 dias composto por 22 filmes que se expandem por meio século. Custou mas foi.

Pois bem, como é óbvio isto fechou com o último filme, o Quantum of Solace, curiosamente o único 007 que vi no cinema (sim tenho um arrependimento de morte por não ter ido ver o Casino Royale). Quando o vi no cinema saí com algum desapontamento, não achei a história muito interessante e muitos dos aspectos que tinha gostado no Casino Royale estavam ausentes. Após a sessão de hoje o sentimento mantém-se mais ou menos o mesmo, continuo a achar um bom filme (facilmente entra dentro do top 10) mas podia ser muito, mas muito melhor.

O inicio é muito bom, as duas perseguições são empolgantes e até mais ou menos à primeira hora consegue manter-se num bom nível. É a partir desse ponto (quando o Mathis morre) que a meu ver o filme cai um pouco. Nessa altura já só há mais 40 minutos de filme e eles espremem ali história que nem doidos para caber dentro dum período de tempo tão escasso. Por exemplo o subplot do Bond ser perseguido pelo MI6 e CIA não é muito explorado e acaba em meia dúzia de minutos. E o final com o clímax no hotel e o desfecho, é apresentado de forma muito apressada. É um filme que como está, precisava de mais meia hora (ou mais, o Casino Royale tem quase mais 1 hora de filme). Também não gostei da forma como o Marc Forster filmou as cenas de acção, ou melhor, como ficaram editadas. É tudo à base de múltiplos cortes a um ritmo frenético que quase nunca deixa perceber bem o que está a acontecer.

Mas vendo as coisas de forma geral, Quantum of Solace é um bom filme e um bom complemento ao Casino Royale. E o filme do Martin Campbell acaba por ser a sua sorte, por causa das muitas amarras que tem com o seu antecessor, de outra forma não sei se o filme se safaria da mesma forma.

Daniel Craig confirma que é um óptimo Bond, a Camille é mediana, a Olga Kurylenko não é grande actriz, mas gostei mais de a ver agora no segundo visionamento sem a sombra da memória da Vesper. A outra Bond Girl aparece pouco, mas tem uma cena que é uma homenagem à Jill Masterson do Goldfinger. O Green é um vilão pobre e miserável, mas se calhar é mesmo esse o objectivo já que ele é pouco mais que um peão dentro da Quantum.

E pronto, acaba então aqui esta viagem ao mundo 007. Foi bastante cansativo, mas ao mesmo tempo muito gratificante. Provavelmente amanhã irei publicar um top especial de 007 para encerrar de vez este capitulo.

Para os mais distraídos esta é a semana de lançamento do Mafia 2, como tal irei revisitar alguns filmes que se encaixam na mesma temática como preparação para o jogo. Fiquem bem!

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