Europa Universalis III [2007]

Como não tenho nada para jogar até à saída do F1 2010 na próxima semana, e motivado pelo recente anuncio da sua quarta expansão, Divine Wind, decidi regressar ao Europa Universalis III e acabei por me actualizar ao comprar a terceira expansão, Heir to the Throne.

A série Europa Universalis é uma das que me acompanha há mais tempo, desde a sua primeira edição em 2000 nunca deixei de jogar, mesmo que por vezes o coloque de parte por alguns meses, acabo sempre por lá voltar. Sempre preferi a sua vertente em tempo real à por turnos que é mais ou menos tradicional neste tipo de jogos como o Civilization.

O jogo que mais joguei foi de longe o segundo capitulo, e foi um pouco complicado para mim embarcar de imediato no Europa Universalis III no momento em que foi lançado. Era um jogo visualmente feio e ultrapassado com o uso dum 3D muito rudimentar, e simplesmente não era tão profundo como o seu antecessor. Acabei por o ignorar nos primeiros meses. No entanto a estratégia da Paradox era ir actualizando e melhorando o jogo com diversas expansões. A primeira chamou-se Napoleons Ambition e foi lançado no verão de 2007, adicionando novas funcionalidades e melhorando alguns aspectos. Por esta altura ainda estava de “relações cortadas” com o jogo, ainda de volta do segundo jogo e/ou o terceiro sem expansão, logo não sei dizer se o salto qualitativo foi ou não muito grande.

Foi só um ano mais tarde com a saída da segunda expansão, In Nomine que tudo mudou. Decidi comprar a versão Complete (ou seja a que incluía o jogo e as duas expansões) numa promoção do Steam e foi um choque! Este Europa Universalis III quase parecia um jogo novo! Por esta altura ele tinha um nível de profundidade que o original nem sonhava e entrou directamente para a lista dos meus jogos favoritos.

Joguei muitas horas de In Nomine, mas quando foi lançado nova expansão um ano mais tarde decidi esperar. E esperei até esta semana quando voltei a colocar-me a par da  sua evolução. Heir to the Throne pode não ser uma evolução tão grande como In Nomine, mas trouxe muitas novas funcionalidades a nível diplomático que tornam a experiência ainda mais completa.

Mas neste momento que tal é Europa Universalis III? É melhor que os antecessores?

Antes de mais tenho que resumir um pouco a essência da série para quem não a conhece (provavelmente nenhuma dessas pessoas vai ler tudo até aqui, mas pronto…). Europa Universalis III é um jogo de estratégia, em tempo real onde controlamos os destinos dum país no mundo durante cerca de quatro séculos. Teremos de controlar todos os aspectos, desde o financeiro, militar, cultural, diplomático, comercial, colonial, etc.

Neste momento Europa Universalis III é de longe o melhor e mais completo da série, as expansões trouxeram uma complexidade que antes não existia. Alguns aspectos aos quais torci o nariz foram corrigidos (como o terrível aspecto visual) por fãs através de mods (alias o jogo é uma brilhante plataforma para modificações) que melhoram e muito o mapa (vai haver uma tremenda melhoria neste aspecto na próxima expansão, até lá aconselho o Theatrum Orbis Terrarum).

O que nunca gostei muito neste terceiro jogo e que mesmo com as expansões mantêm-se, é a falta de eventos históricos. A sua base é a aleatoriedade, ou seja os países nem sempre reagem de acordo com a história e como tal podemos encontrar situações absurdas como ver o México na Rússia ou uma Espanha Ortodoxa. Há quem goste deste aspecto mais aleatório e menos restritivo. Pessoalmente sempre gostei muito dos eventos que espelhavam o que realmente aconteceu e que moldava o jogo em algo mais realista funcionando quase como uma lição de história interactiva. Outro aspecto que veio por arrasto é a igualmente aleatoriedade dos governantes, ou seja é perfeitamente possível que a seguir a D. João I venha sei lá… D. Maria II. Mais tarde com uma das expansões foi possível optar por governantes históricos, mas infelizmente o sistema de casamentos reais fica indisponível.

Tudo isto porque o sistema de casamentos reais e alianças de sangue é completamente diferente dos anteriores jogos. É agora possível cair em ligações pessoais entre casas reais, logo é muito importante ver os prós e contras ao entrar num casamento real. É nestes pequenos (grandes) detalhes que Europa Universalis III se destaca dos seus antecessores. Também o sistema de casus belli está diferente. Há agora casus belli por objectivos, objectivos esses que influenciam o sistema de infâmia e de prestigio. Agora há que ter atenção aos herdeiros, se o nosso rei não os tiver, o país pode ficar em risco de cair nas mãos de outra casa real. As ideias nacionais, o sistema de colonização, o sistema de reputação, a forma de  gerir exércitos, espionagem, o multiplayer… enfim há uma enormidade de aspectos melhorados em relação ao Europa Universalis II, é impossível falar de tudo.

Apenas direi que quem gosta da série e ainda não tiver conseguido entrar neste terceiro capitulo, comprem todas as expansões (comprem a versão Complete, que tem as duas primeiras expansões, mais a Heir to the Throne que está a cerca de 20€) e garanto-vos que não vão ficar desiludidos, é de longe o melhor jogo da série. Para os que nunca jogaram… se gostarem dos outros jogos da Paradox (Victoria, Hearts of Iron, etc) vão gostar, mas provavelmente já estão demasiado ocupados😀. Para os que gostam do género, e sejam viciados num Civilization por exemplo, penso que também irão gostar (claro que o Civilization V vai sugar-vos todo o tempo disponível). Para os restantes… não sei. Aparentemente pode parecer um jogo muito exigente, mas acreditem que não é. É mesmo um dos mais acessíveis dentro do género. Claro que é preciso gostar de história, de jogos de estratégia e ter bastante paciência porque pode ser um jogo lento.

Foi muito bom voltar a um dos melhores jogos dos últimos anos. Quando sair a quarta expansão, Divine Wind em Dezembro, irei editar este texto com a minha opinião.

Divine Wind – Com efeito e tal como prometido aqui está a minha opinião sobre o Divine Wind que tenho andado a jogar nas ultimas semanas (Junho 2012). É uma excelente expansão e possivelmente a maior de todas, pelo menos em termos visuais. O mapa foi remodelado para se assemelhar mais ao estilo do Victoria II, a UI foi alterada em alguns sub-menus para tornar as coisas mais simples e intuitivas (sofreu uma grande melhoria no ecrã das cidades, agora já não há a imagem aérea das províncias para construir as infraestruturas). Também o balanço sofreu alguns retoques, mas um dos maiores pontos de interesse é o cenário do Japão feudal que agora sofreu uma enorme melhoria, visto termos agora cinco diferentes facções (Daimyos) e um sistema de Shogunato parecido com o sistema papal ou do HRE, ou seja à base de influências. Quem gosta de Shogun: Total e a sua sequela ficará como peixe na água. Excelente expansão, o que era bom ficou ainda melhor.

Positivo:
+ Nível de profundidade
+ Continua acessível
+ Suporte para mods
+ Constantemente a ser aperfeiçoado

Negativo:
– Apesar de tudo as expansões são caras demais
– Redução drástica de eventos históricos
– Sem mods o mapa é um aborto visual

Sai do templ… do PixelHunt com:


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