The Phantom of the Opera – O Fantasma da Ópera [1925]

Segundo e ultimo filme mudo da lista. O Fantasma da Ópera é um dos filmes de terror americano mais consagrados desta época.

Se com O Gabinete do Doutor Caligari fiquei surpreendido, este Fantasma da Ópera foi basicamente o que estava à espera, é bem mais tradicional  e conservador que o filme alemão e segue basicamente os aspectos típicos dum filme mudo, ou seja, muita teatralização e rigidez narrativa. Se exceptuarmos o build up da (brilhante) cena da revelação do fantasma e o clímax final, o resto do filme foi bastante aborrecido, se calhar porque conheço a história e não há nenhum efeito de descoberta e surpresa.

Quem rouba todas as atenções é claro o Lon Chaney (o seu filho entraria duas décadas mais tarde no Wolf Man), ele era o mestre dos disfarces e a sua visão do fantasma é brilhante e a mais fiel ao romance original. Embora a caracterização seja relativamente simples (em termos visuais, não em termos de criatividade) o resultado cadavérico é muito perturbador. Não gostei muito do desfecho da personagem do Erik/fantasma, já que não teve qualquer redenção e transformaram-no num simples e estereotipado “monstro”.

Mas o filme não deixa de ser bastante fiel ao romance, e vale a pena vê-lo mais não seja por causa da cena mítica da revelação da face do Erik.

Amanhã será a altura de entrar no mundo do som e nos estúdios da Universal com a adaptação de Frankenstein.

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