Frankenstein [1932]

A maratona sai do cinema mudo e entra no som com Frankenstein, segundo grande sucesso de terror da Universal,depois de Dracula um ano antes.

É pertinente falar no Dracula, porque Frankenstein partilha muitas semelhanças. O tom, aspecto visual (há por lá cenários que parecem comuns a ambos os filmes), alguns actores e até a forma como foram adaptados são idênticos. Tal como o Dracula, Frankestein não é baseado directamente no romance original, mas sim numa peça de teatro, o que explica a enorme liberdade criativa e as diferenças entre o filme e o romance. Alguns actores repetem a presença como Dwight Frye (era Rennfield, aqui é o ajudante Fritz) e Edward Van Sloan (que aqui tem uma personagem igualzinha à do Van Helsing).

Comparando os dois filmes, acho que posso dizer que Frankenstein é superior, no entanto Dracula é um vilão imensamente mais interessante que a criatura de Frankenstein, que para ser sincero é um pouco… sem sal. Mas o filme em si é bem mais directo, interessante e focado que o Dracula que tinha muitas partes mortas, e vivia completamente das cenas com o Bela Lugosi, aqui temos um leque de personagens bem mais interessantes. Também é verdade que passei a gostar menos do Dracula depois de ter lido o livro (que gosto muito) e reparei o quanto alterada (para pior) está a história do filme. Talvez quando eu ler o Frankenstein (algo que estará para breve) vou sentir o mesmo em relação ao filme.

Há quatro cenas que me chamaram a atenção. Uma delas não é particularmente bem construída, para dizer a verdade é bastante desconecta (quase de certeza por causa das censuras e afins) que é quando a criatura mata a criança. Para a década de 30 era bastante arrojado fazer algo desse género num filme, e imagino o choque que deve ter sido na altura. Outra cena interessante é durante o clímax quando a criatura está a ser queimada viva dentro do moinho. Tenho que destacar a performance do grande Boris Karloff porque senti pena dele naquele momento.

Por fim as outras duas cenas são as minhas favoritas, a míticaIt’s alive! It’s alive (é tão icónica que quando a ouvi durante o filme até deu arrepios) que personifica na perfeição a temática da história, que é a audácia do homem e o desejo de ser Deus. E finalmente a cena em que o pai da pequena Maria a trás morta nos seus braços e entra pelo meio da festa. À medida que ele passa as celebrações vão parando e sem dar por isso toda a aldeia muda completamente de “cara”, muito bom.

Para concluir, nunca tinha visto o filme, gostei, mas era mais ou menos o que estava à espera. De seguida virá a sequela, The Bride of Frankenstein, mas antes, e por falar em Dracula, irei ver o Freaks do Tod Browning.

Comments
2 Responses to “Frankenstein [1932]”
  1. gustavo diz:

    o filme é bom

  2. gustavo diz:

    ele foi feito na alemanha e o gênero é terror ficçâo cientifica e fantasia

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