Bride of Frankenstein – A Noiva de Frankenstein [1935]

Quinto filme da lista, de regresso à Universal e ao Frankenstein, com A Noiva de Frankenstein.

O filme abre de forma peculiar, com a Mary Shelley e Lord Byron a falar sobre o romance Frankenstein (relatando acontecimentos que não surgem no livro mas no filme) e ela acaba por contar como a história continua, portanto A Noiva de Frankenstein é literalmente uma história a ser relatada por Mary Shelley. Boris Karloff está obviamente de regresso, tal como (felizmente) Cloin Clive como Henry Frankenstein, digo felizmente porque ele foi o melhor do primeiro filme. A actriz que faz de Elizabeth mudou… mas ao menos mantinham uma actriz loura.

Eu achei o monstro no filme original bastante fraquinho e mal desenvolvido, aqui notou-se um claro esforço para torna-lo mais complexo e humano. Agora é muito mais fácil criar uma empatia com ele, e o facto de começar a falar abre mais possibilidades para a personagem, porque já consegue exprimir-se para lá dos gestos (mas ainda continua com o rugido cómico). E claro tem uma redenção no final do filme que acho que lhe assenta bem. Mas mesmo assim continuo-o a achar um monstro bastante desinteressante. O mais cativante no filme original era o dilema moral do Henry, um dilema que regressa neste filme, no entanto desta vez sob a sombra da chantagem do louco Dr. Pretorius que precisa da ajuda do Henry para criar uma versão feminina do monstro. Estava à espera que ela aparecesse mais, mas foram só mesmo os 5 minutos finais.

Este é um filme que vem rotulado como superior ao original, mas para ser sincero não achei. Teve bons momentos (a última meia hora foi muito boa) mas como um todo, especialmente na história (pareceu-me mais uma desculpa para voltar a ter o monstro de novo no cinema) achei inferior ao primeiro filme, no entanto é uma sequela de elevada qualidade.

Ao contrario do primeiro filme, A Noiva de Frankenstein tem música, mas não sei se é uma mais valia. Por acaso acho a ausência de banda sonora bem mais creepy e torna o filme mais tenso.

Amanhã saltamos para a década de 50 com O Monstro da Lagoa Negra.


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