TRON: Legacy – TRON: O Legado [2010]

O mui aguardado regresso de TRON estreia hoje e já o fui ver. Depois dos fantásticos trailers, que tal é o filme em si?

Hummm… mehh….mmmm… depende. Depende do que o espectador vai à espera. Quando vi o TRON original, não há muito tempo, disse que apreciava os visuais e a parte tecnológica, mas que como um todo o filme era… fraco, perdoem-me os fãs.

Quem for à espera do mesmo choque tecnológico, vai sair com uma grande desilusão. O 3D é quase zero, a direcção artística toda Apple e gloss está fashion e tal, mas é aborrecida, e os efeitos especiais não são tão radicais como esperava. Como tal, o grande trunfo do original não se encontra presente nesta sequela, pelo menos para mim.

A história do original parecia escrita por um miúdo que passava o dia a jogar com a sua Atari, mas tinha  alma e o mundo era bastante interessante e desenvolvido à volta de elementos informáticos básicos. TRON: Legacy tem obviamente uma história mais desenvolvida,  tradicional e compreensível ao grande publico, mas falta-lhe a alma. Para além disso o mundo desta sequela é muito menos assente em princípios informáticos e mais na fantasia, porque basicamente tornam a história mais compreensível e divertida para os mais leigos.

Os actores… well… estão lá… cumprem o papel. Não fui à bola com o filho do Flynn, o Jeff Bridges desenrasca-se, mas a sua cópia digital é muito creepy. Parece um manequim vivo, deviam ter feito melhor, especialmente nos movimentos da boca ao falar. O efeito de uncanny valley foi enorme.

O mundo virtual penso que deveria ter sido mais arrojado. Não digo que devessem voltar ao aspecto Atari do primeiro filme, mas torna-lo menos mundano. Grande parte dele parecia semelhante ao nosso, apenas com carradas de néon. Deveriam ter arriscado mais.

Aliás, é essa a palavra chave, deveriam ter arriscado mais em todos os aspectos e não se resignarem à segurança de fazer “um filme divertido”. Mas quem for à espera dum filme de acção  para passar o tempo, penso que não vai sair desiludido. Tem algumas sequências bem catitas e sempre com muito estilo e uma poderosa banda sonora dos Daft Punk (embora devo dizer que ouvi por lá muitas trombetas do Inception).

Podia ter sido melhor, mas verdade seja dita também podia ter saído algo bem pior.

Originalmente de 2010, estreou em Portugal em 2011.

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