Red Dead Redemption [2010]

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I’m on a roll here! Tenho de rodar a PS3 non stop. Agora foi a vez do mais recente sucesso da Rockstar, Red Dead Redemption, também conhecido por “GTA no Oeste”.

E de facto essa é uma comparação válida e correcta. Red Dead Redemption é de facto um GTA IV passado no oeste americano. Eu sou um grande adepto da série GTA e gostei bastante do GTA IV mesmo que actualmente seja cool deita-lo abaixo, mas devo dizer que Red Dead Redemption é melhor que o anterior jogo da Rockstar. Corrigiu algumas falhas graves de GTA IV e elevou o genero sandbox a um novo patamar, algo que GTA IV deveria ter feito e não conseguiu.

Já agora, deixem-me só dizer que este jogo ficaria ainda melhor no PC, come on Rockstar!

Acho que muito do fascínio de Red Dead Redemption vem do setting que é quase virgem na industria. Os westerns quase não têm representação e é muito refrescante jogar um jogo que assimila tão bem um género quase na primeira tentativa. E o sistema sandbox típico da Rockstar funciona ainda melhor neste setting que na já mais que batida metrópole dos GTA.

As grandes melhorias em relação a GTA IV basicamente rodam à volta do nível de dificuldade e sistema de saves que aqui estão bem mais civilizados, da narrativa que é muito mais focada, interessante e tematicamente rica, das missões que são menos genéricas e repetitivas e finalmente do protagonista, John Marston é infinitamente mais interessante que Niko Bellick.  Bom, vou parar com as comparações com GTA IV, deixem-me então falar do jogo em si.

Antes de mais, um apelo à Rockstar, e que tal portarem o jogo para o PC?

O seu grande ponto forte é a atmosfera e o ambiente. Entra em patamares de brilhantismo dignos dum S.T.A.L.K.E.R., é quase indescritível estar no meio do deserto a ouvir o vento enquanto o sol se põe e as nuvens lá ao fundo anunciam uma tempestade com relâmpagos. A chuva começa a cair, o vento sopra mais forte, a areia do deserto começa a ficar molhada e os trovões mais fortes. Aos poucos a tempestade começa a amainar, o sol volta a brilhar e os animais regressam à sua vida. Ao longe avistam-se as montanhas carregadas de neve, ao lado o sol levanta-se nas extensas pradarias com manadas de búfalos a correr… Eu perdoo muitos jogos maus quando me apresentam ambientes imersivos, chega a ser para mim um dos aspectos mais importantes  num videojogo. Red Dead Redemption exalta nesse aspecto. O resto do jogo podia ser miserável que só por isto já teria valido a pena.

Bom, bom era Red Dead Redemption no PC, se era!

Mas, felizmente, como já disse antes, Red Dead Redemption é um excelente jogo. Tematicamente a história é muito interessante. Da tradicional história de vingança, temos também a luta entre o progresso e tradição, a perda de liberdades num mundo sem lei às mãos do poder governamental que aos poucos começa a domar o velho oeste, as misérias da guerra e forma como ela molda os seus intervenientes, as lutas pelo poder entre pessoas que  querem mudar mas que pouco diferem. No fundo a principal mensagem é a mudança. John e a sua família apenas querem mudar de vida, num mundo ele próprio em mudança. O único aspecto negativo que posso apontar à narrativa é a ausência duma introdução à família do John durante o jogo, tirando assim algum do impacto emocional quando no final se reúnem.

Como é habito na Rockstar as cutscenes e as actuações dos actores virtuais é cinco estrelas com excelentes animações, voice acting e escrita durante os diálogos. Já tinha dito o mesmo na minha crítica ao GTA IV, os jogos da Rockstar são dos poucos onde as cutscenes e os diálogos não parecem forçados e saem de forma natural. E isso não deve ser coisa fácil porque surpreendentemente são poucos os jogos que conseguem isso.

Rockstar? Oh Rockstar? Eu sei que estão a ler isto, e tipo… uma versão PC? Humm?

A progressão continua a ser feita através de diferentes personagens que apresentam cada uma meia dúzia de missões ao estilo GTA, no entanto aqui a esmagadora maioria delas têm objectivos que ligam directamente à narrativa e raramente senti estar a fazer missões secundárias como tantas vezes acontece nos jogos da Rockstar.

A banda sonora é muito boa, desde as músicas ambiente passando pelos quatro temas originais que tocam em momentos chave da trama de modo a criar um impacto emocional no jogador. Temia que a ausência das rádios da série GTA fosse prejudicial ao jogo, mas felizmente manteve uma elevada qualidade.

Ah seu sacana, só falas bem do jogo! E os defeitos?! Sinceramente…? São tão insignificantes em relação a tudo o resto que nem vale a pena falar neles. Sim porque Red Dead Redemption foi de longe o jogo de consola que mais gostei de jogar DE SEMPRE (incluindo tudo o que joguei na PS2, que verdade seja dita não foram muitos) e é dos melhores que joguei  nos últimos anos. Bom… na verdade tem uma falha bem grande… Red Dead Redemption não tem…

… UMA VERSÃO PC!!:(


Positivo:
+ Super atmosférico
+ Os actores virtuais e cutscenes
+ Narrativa
+ Há imensas coisas para fazer fora da história
+ Mundo de jogo com um detalhe assombroso
+ Banda sonora

Negativo:
– Não há versão PC
– A Rockstar não portou para o PC
– É exclusivo consolas
– No PC seria ainda melhor
– Nas consolas a experiência não é tão boa como seria no PC
– Falta uma versão PC
– Precisa duma versão PC
– Rato e teclado é que era

Sai do templ… do PixelHunt com:


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