The Killing – Um Roubo no Hipódromo [1956]

Hoje foi dia de ver o filme que é unanimemente considerado como a primeira grande obra do Kubrick, The Killing.

Mantendo uma tradição que se irá manter ao longo de toda a sua carreira, Kubrick não teve medo de apostar num género completamente distinto em relação ao filme anterior, nunca se resignando a um só género e estilo. The Killing é na sua essência um heist movie onde meia dúzia de homens tentam a sua sorte ao planearem um ambicioso e elaborado assalto a um hipódromo num dia de corridas. Cada um dos elementos tem as suas motivações pessoais e uma tarefa especifica dentro do grande plano que terá de ser seguido à risca para ser um sucesso.

Mas o grande ponto forte de The Killing é a sua narrativa, ou melhor a forma como ela progride, de tal forma que nem parece um filme da década de 50. A linha temporal raramente é linear e estamos sempre a saltitar entre tempos e linhas narrativas, linhas essas paralelas e que por várias vezes se cruzam. É um filme inteligente e que se apresenta ao espectador como se dum plano se tratasse, quase como se o espectador fizesse parte da acção.

É pena que visualmente não seja tão bonito como o Killer’s Kiss, é bem menos estilizado e mais tradicional, mas como um todo The Killers é realmente um excelente filme e muito bem escrito, alguns diálogos são simplesmente deliciosos.

Amanhã será dia dum dos meus favoritos, Paths of Glory.

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