Lolita [1962]

A Lolita chegou um pouco tarde por causa dos Oscares, já não vou conseguir atingir a deadline de 7 de Março, mas não é grave.

A Lolita sempre foi dos filmes do Kubrick que mais me passaram ao lado, só o tinha visto uma vez e talvez porque precede uma sequência de alguns dos melhores filmes de sempre acabava sempre por o ver como uma obra menor na sua filmografia.

Fez-me bem revê-lo hoje, no entanto mantenho a mesma opinião que tinha. À excepção do Fear and Desire, para mim, este é o menos bom do Kubrick.

Durante este período a censura no cinema americano nunca permitiria que o romance de Vladimir Nabokov fosse fielmente adaptado. Se é verdade que isso trouxe alguns problemas, não é menos verdade que a solução para circundar a censura acabou por ser um dos pontos de maior interesse do filme. Todas as sugestões, duplos sentidos, simbolismos e innuendos sexuais são muito interessantes e inteligentemente montados.

Encontramos aqui muitas das temáticas preferidas do Kubrick e que ele explora em quase todos os seus filmes. Repressão sexual, obsessão doentia e planos e protagonistas que erram e falham.

Depois de Spartacus, Kubrick volta a filmar a preto e branco, que pessoalmente acho bem mais elegante que as corres berrantes do Technicolor da altura, no entanto este será o penúltimo filme que ele filmará sem cor.

E claro, não me posso esquecer dum dos pontos altos de Lolita, o enorme Peter Sellers que irá brilhar no próximo filme do Kubrick, Dr. Strangelove que irei ver amanhã.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s

%d bloggers like this: