Portal 2 [2011]

O jogo mais esperado do ano chegou e digo já que, nem precisam de ler o resto, Portal 2 é fantástico!

Portal 2 é composto por duas campanhas, uma singleplayer e outra co-op, ainda só joguei a primeira, quando completar a segunda irei editar esta critica.

Singleplayer

Portal é um dos melhores jogos de sempre, e como é habitual, é sempre muito complicado fazer sequelas para esses jogos, já que se torna quase impossível igualar os mesmos níveis qualitativos. Mas se há alguém que o poderia fazer, era a Valve, o Half-Life 2 provou isso. E é pertinente falar do Half-Life 2 porque ele foi o ultimo grande projecto singleplayer (vamos excluir os episódios) da Valve… já lá vão 6 anos! É muito tempo.

O primeiro grande desafio passava pela necessidade estender a longevidade dum jogo de apenas 3 horas para o triplo. Portal funcionou bem precisamente por ser curto e intenso, transforma-lo num jogo de quase 10 horas poderia revelar-se uma armadilha. Outro grande desafio seria resistir à tentação de mostrar mais do mesmo e cair no erro de repetir os mesmo trunfos do seu predecessor.

Pois bem, em ambos os pontos a Valve triunfou de forma categórica, no entanto não de forma perfeita. Embora Portal 2 consiga aguentar muito bem as cerca de 8 horas de jogo, não é menos verdade que a certas alturas abusaram um pouco no numero de salas de teste de forma a estenderem a sua duração. Sim é óptimo conseguir decifrar os seus puzzles, mas tudo o que é demais pode enjoar e pessoalmente penso que havia meia dúzia de testes que poderiam ter sido postos de parte. Isso acaba por se reflectir também no ritmo do jogo, se Portal era perfeito nesse aspecto, Portal 2 é mais inconstante e o 2º acto é definitivamente o ponto mais morto do jogo (não deixa de ser fantástico na mesma).

A história de Portal era extremamente minimalista, e tornou a necessidade de desenvolver mais história, um autêntico desafio. Mas também aí a Valve conseguiu surpreender. Portal 2 apresenta-nos novas personagens, novo lore e backstory da Aperture Science, enriquecendo de forma substancial todo o universo Portal (as referências ao universo Half-Life são mínimas). Ao mesmo tempo são lançados novos dados sobre a origem da GLaDOS e da Chell, mas sempre de forma muito vaga para que todos possam teorizar até ao próximo capitulo. Como é habitual na Valve, esperem muita narrativa indirecta contada através do ambiente, por isso serão necessários vários playthroughs para captar tudo.

São introduzidas duas novas personagens, Weathley e o fundador da Aperture, Cave Johnson. Ambos são um veiculo para os escritores da Valve fazerem a sua magia e complementam-se muito bem com a GLaDOS. Cave personifica o lado extravagante e megalómano da sua empresa, aliás ele é o centro de todo o 2º acto que funciona como uma viagem pela história da Aperture, enquanto que Weathley é uma esfera de personalidade cuja funcionalidade é… ser burro😀 Não me alongarei mais, mas podem adivinhar o que advém daí. A GLaDOS continua fantástica como sempre e tem aqui mais desenvolvimento crescendo como personagem e ficamos a saber mais sobre as suas origens.

Para além dos puzzles, são as personagens e os seus diálogos que elevam Portal 2 a um patamar de excelência na companhia dos deuses, são muito bem escritas, com um humor negro delicioso e claro muito bem interpretadas. Cave Johnson por J. K. Simmons, a Ellen McLain regressa como GLaDOS e Weathley pelo brilhante Steve Merchant. Weathley é simplesmente brilhante e há ali muito humor da “escola” Merchant-Gervais que me leva a questionar se o Steve teve alguma mão nos seus diálogos.

De resto os puzzles e as novas mecânicas são, como se esperavam, muito bons, especialmente os novos “geles” (esta palavra existe? Plural de gel…) inspirados pelo jogo Tag: The Power of Paint. Cada gel tem uma cor diferente e uma funcionalidade especifica. O vermelho dá velocidade, o azul permite saltar e o branco (feito a partir de rocha lunar :p) cria portais em qualquer superfície. É uma mecânica que obriga o jogador a pensar de forma diferente do que está habituado. Para além do gel há mais algumas novas inovações como raios laser, feixes de luz, catapultas, etc. Curiosamente as bolas de energia ficaram ausentes desta sequela, tal como os aspiradores que se viam nos trailers.

Negativamente, não posso deixar passar os constantes loadings. É verdade que é uma limitação do motor Source, mas a frequência com que aparecem é bem maior que no Half-Life 2 por exemplo e cortam a imersão. Sempre defendi o motor Source, mas já estamos em 2011, está na altura de adoptar algum tipo de stream loading.

CO-OP

Tal como prometido terminei também o co-op, demorou mas já está.

O co-op é uma campanha totalmente separada do singleplayer, e com uma duração semelhante, na prática significa que Portal 2 tem dois jogos num pacote. A Chell e o Weathley nunca aparecem nesta campanha, aqui os heróis são dois robots com elevados graus de simpatia e cuteness, o P-Body e o Atlas que estão, também eles, a ser testados pela Glados. Infelizmente não há muita mais história, o que é uma pena. Se o singleplayer era 50% puzzles e 50% história, aqui a balança pende de forma muito mais acentuada para os puzzles.

E que bons que são, muito mais desafiantes que os vistos no singleplayer, muito porque grande parte deles necessitam não de dois, mas de quatro portais e muita cooperação. O ideal é jogarem com um amigo, desconhecidos aí ao calhas quase de certeza que vai dar molho. Também ideal é o uso dum microfone, o próprio jogo tem várias ferramentas cooperativas visuais para ajudar na interacção entre os dois jogadores, mas nunca é a mesma coisa.

Tenho que dar uma palavra de apreço à Valve e à Sony por permitirem jogar em cross-platform entre o PC e a PS3. Funcionou na perfeição e é estúpido como não é algo standard na industria, é tão… melhor… Espero ver mais disto no futuro.

Para terminar posso resumir o co-op nisto: É menos interessante devido á ausencia de história, mas muito mais divertido se for jogado com um amigo.

Portal 2 já é de longe o melhor jogo de 2011 até agora. Não tem o impacto que o original teve, nem o charme da primeira vez, mas em tudo resto é melhor. Imaginem que Portal foi um protótipo e Portal 2 é o produto final, um brilhante produto final.

Positivo:
+ A escrita é fenomenal
+ Voice acting
+ Puzzles ainda mais complexos…
+ … mas sempre acessíveis
+ O ultimo acto é divinal
+ Weathley
+ Cross-platform entre o PC e a PS3

Negativo:
– Alguma repetição
– Os constantes loadings

Sai do templ… do PixelHunt com:


Comments
3 Responses to “Portal 2 [2011]”
  1. Hugo Bessa diz:

    Estou a jogar e a adorar…

  2. Bruno BOS diz:

    zerei o Portal 2 semana passada e adorei cada momento desde os engracados ate os mais surpreendentes, e conseguiram fazer uma historia mto criativa e foda.

    o ”Cake is a Lie”, o Companion Cube e a GLaDOS foram memoráveis no Portal
    e o Portal 2 traz o Wheatley, a historia e a campanha co-op

    mas o Wheatley realmente eh o q vai ser lembrado desse jogao e deve ser nomeado na premiação de melhor personagem coadjuvante ou coisa do tipo

    agora to jogando o co-op e ateh agora eh mto bom tbm ………….SPOILER………………..

    …mas falaram q tem uma historia tbm e ateh agora para mim soh parece q vc fica passando nos testes e pronto e alem do mais os personagens do co-op sao robos criados especificamente para fazer testes e parece nao ter uma historia mas ainda tenho q terminar entao nada conlcusivo ainda

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