Call of Duty: Black Ops [2010]

Isto vai ser interessante… eu a jogar um dos jogos que mais desprezo e que considero o símbolo do que vai mal na industria.

“Oh seu grandessíssimo sacana, sacaste isso só mesmo para gozar e deita-lo abaixo, isso é injusto pá, não se faz!😦 “

Não caro leitor aleatório, eu comprei-o! E pior ainda, para a PS3! As razões pelo que o fiz são irrelevantes mas a verdade é que aconteceu e… acabou por ser uma experiência interessante. Vá lá, sigam-me e descubram porquê.

Primeiro uma pequena introdução sobre a minha relação com a série. Eu amei o Call of Duty, alias ainda o considero um dos melhores FPS de sempre, o Call of Duty 2 não cheguei a terminar a campanha, mas joguei muitas, mas muitas horas de multiplayer. Depois acabei por perder o interesse, só regressei no Call of Duty 4 para jogar a campanha e dei uma vista de olhos no Modern Warfare 2. Como podem ver foi sempre a descer. Desde que a série se tornou no símbolo e força motriz desta industria eu praticamente cortei relações, não só com o Call of Duty mas também com a fornada de cópias que lhes seguiram.

Pois bem… e o Black Ops? Curiosamente é o primeiro Call of Duty da Tryarch que joguei, eles sempre foram o parente pobre da Infinity Ward mas a verdade é que… pouco se nota, se eu não soubesse nunca conseguiria dizer de quem era o jogo (vá, tirando o modo dos zombies que é uma particularidade da Tryarch).

Já sabem que sou um tipo que valoriza o singleplayer em detrimento do multiplayer por isso sim, se calhar irei ser um pouco injusto com o jogo. Mas eu comprei-o por causa do multiplayer como tal acho que ele merece que eu dispense uns parágrafos sobre a experiência online.

Call of Duty é multiplayer, ponto. O singleplayer é um bónus. E por muito que não goste do estado actual da série tenho que admitir que o multiplayer é bom. É divertido e acima de tudo viciante. Pelo que sei pouco ou nada difere do modelo introduzido no Call of Duty 4, muito centrado em perks e no level up, mas curiosamente passados tantos anos continua a ter muitas semelhanças com o velhinho Call of Duty 2 que como disse atrás conheço bem. Por isso a adaptação nem foi muito difícil. Os modos mais tradicionais como team deathmatch e por aí fora pouco mudaram, mas a parte mais divertida do jogo acaba por ser o modo dos zombies.

É a única parte de todo o jogo que abraça com todas as suas forças o seu lado mais campy e goofy e não tem qualquer receio em fazer figuras patetas, aliás orgulha-se precisamente disso e é muito, muito refrescante ver isso num jogo que (falarei a seguir) que se leva extremamente a sério. Sim, o modo zombie aqui é bastante despido de funcionalidades e repetitivo (está longe dum Left 4 Dead como seria de esperar) mas jogado com amigos é muito divertido.

Despachado o multiplayer temos a campanha… oh boy a campanha… Vá lá, ok a campanha do Modern Warfare 2 foi terrível, ou melhor a história foi estúpida, já sabia bem para o que ia. Mas curiosamente a ideia central da história (do Black Ops) até que nem é má, a ideia do twist foi engraçada (a certa altura previsível) e gostei do período histórico e da forma como tenta meter lá pelo meio alguns factos históricos, mas a execução é atroz. O gameplay está tão, mas tão carregado de momentos “scriptados” que muitas das vezes pouco mais fazemos do que andar num filme interactivo. O jogo restringe tanto o jogador que nunca podemos fazer nada fora dos planos que ele nos estabelece. Black Ops trata o jogador como uma criança de 5 anos e é o exemplo perfeito de como hoje em dia um jogo é quase obrigado a dar-nos a mão de inicio ao fim. É o completo oposto do que falei sobre o The Witcher 2 e que muito o louvei por isso.

E para piorar as coisas, no meio de sequências tão patetas que fazem o Michael Bay parecer um predestinado, o jogo leva-se tão, mas tão a sério como se fosse uma obra-prima dramática quando na verdade é um poço de má escrita e má narrativa. É muito triste e embaraçoso.

Vá… isto seria jogo para estrela e meia, duas no máximo, mas ele merece ser julgado especialmente pelo seu multiplayer, do qual ainda não explorei a fundo, mas do que joguei, diverti-me e acho que merece uma pequena recompensa, por isso…

Positivo:
+ Kennedy, Castro, McNamara e Nixon a lutar contra zombies!😀
+ Multiplayer sólido e divertido

Negativo:
– A campanha é MÁ
– A escrita é amadora
– Insultuosamente  linear

Sai do templ… do PixelHunt com:

Comments
One Response to “Call of Duty: Black Ops [2010]”
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  1. […] a questão no ar, será que algum destes jogos reflecte algum realismo? Será o modo zombie do Black Ops ou Left 4 Dead um reflexo do que aconteceria caso um apocalipse zombie realmente acontecesse? […]



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