Carnage – Deus da Carnificina [2011]

Mais um filme da lista de 2011 para ver, desta vez o escolhido foi o novo do Polanski, Carnage.

Eu sou mais ou menos  fã do Polanski, por isso é possível que não venha a ser 100% imparcial, mas gostei muito de Carnage. É um filme muito simples, pequeno e com origens claras no teatro, todo o filme é praticamente uma peça filmada para cinema. A permissa é muito simples, duas crianças discutem e uma delas agride a outra, os pais das crianças encontram-se no apartamento de um dos casais para resolver a disputa amigavelmente. Os cerca de 70 minutos que se seguem são preenchidos apenas por quatro pessoas num autêntico duelo de palavras, um confronto de diferentes personalidades tudo em tempo real, nunca há pausas, quebras ou mudanças temporais, de inicio ao fim é tudo mostrado em sequência, gostei muito disso. O filme começa de dia e termina já perto do pôr-do-sol (no filme) e nem me apercebi do tempo a passar.

É muito bom ver as mascaras dos protagonistas a cair, as mudanças de humor, de lealdades e de argumentos, os diálogos são realistas e… parece real, acho que é o melhor elogio que posso fazer. E é bom ver o regresso do Polanski a um ambiente mais fechado, de novo num apartamento, à semelhança dos seus filmes de inicio de carreira como Repulsion e Rosemary’s Baby.

Pontos negativos… talvez o final abrupto. Eu sei que na vida real nem sempre há “finais” mas acho que teria resultado com algo mais… trabalhado, não sei. Mas como disse no início, gostei muito.

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