Top 10 Videojogos 2011

2011 terminou, está portanto na hora de começar a fazer alguns tops do que mais gostei do ano que passou, a começar pelos videojogos. Estava a pensar adiar para poder jogar mais alguns potenciais candidatos, mas quanto mais adiar, menos relevante se torna uma lista deste género.

Ainda tenho alguns jogos de 2011 para jogar, mas não posso esperar e nem quero estar a jogar à pressa só porque tem de ser. Como é habitual, se no futuro jogar algum jogo de 2011 que goste e ache que mereça entrar, eu editarei este top.

Algumas regras já habituais, o ano escolhido é o de lançamento original qualquer que seja o mercado, a excepção é o Minecraft que o coloquei no top do ano passado, mesmo sendo um jogo oficialmente de 2011, mas comprei-o em 2010, joguei em 2010 portanto… continua no top de 2010. Se quiserem podem ir ver os meus GOTY de 2009 e 2010.


10 – Gemini Rue

Não foi fácil escolher o 10º classificado, há vários jogos que poderiam figurar aqui, mas a escolha recaiu em Gemini Rue. Já falei muito sobre o jogo na análise e na entrevista que fiz ao Joshua Neurnberger. É engraçado que quando o joguei, embora tenha gostado, não o achei suficientemente bom para no final do ano conseguir entrar neste top, mas a verdade é que aqui está, tem os seus problemas, mas merece uma distinção e um lugar neste top.


9 – Uncharted 3: Drake’s Deception

Foi um passo atrás em relação ao Uncharted 2, mas foi suficientemente bom (especialmente no campo técnico) para conseguir figurar neste top. Foi a minha única real desilusão entre os 10 jogos deste top e mesmo assim conseguiu entrar aqui… nada mau.


8 – The Binding of Isaac

Um indie com muita alma mas também alguma frustração. Tem um enorme replay value o que o torna extremamente viciante, no entanto é também muito difícil, um pouco à imagem do seu primo mais velho, Super Meat Boy.


7 – Total War: Shogun 2

Total War: Shogun 2 é um digno portador do nome Total War e em muitos aspectos um passo em frente em relação a Empire e Napoleon. Lindissimo e muito polido, é obrigatório para qualquer fã de estratégia.


6 – To the Moon

Não sabia muito bem onde o meter… nem sequer lhe dei nota e até questionei o quanto deve ser considerado jogo e não história interactiva. Fosse ele uma aventura mais tradicional com a jogabilidade que se espera do género, talvez conseguisse ir lá para os primeiros lugares, assim fica por aqui, merece o meu reconhecimento.


5 – Frozen Synapse

Muito provavelmente o jogo que mais horas passei embrenhado em 2011 (o Steam diz-me 20 horas), é o meu indie do ano (conseguiu a proeza de entrar no meu top indie de sempre) e um dos jogos que mais gozo me deu jogar, o que num género que não particularmente do meu agrado, diz muito.


4 – Batman: Arkham City

Por falar em horas de jogo, Arkham City roubou-me ainda mais tempo (28 horas). Tem tanto, mas tanto conteúdo que mesmo depois de ter terminado a história (que até nem foi muito do meu agrado) continuei a jogar durante muito tempo. No entanto, a Rocksteady jogou demasiado pelo seguro e tornou esta sequela demasiado semelhante ao original (o que não é mau) seria no entanto preciso mais arrojo para subir mais uns lugares.


3 – Deus Ex: Human Revolution

Que é precisamente o que não faltou a Human Revolution. Este é um jogo arrojado que desafiou todo o pessimismo dos velhos de Restelo (eu incluído) que diziam ser impossível recriar Deus Ex na industria actual. Foi possível, e em alguns aspectos até ultrapassou o clássico. A Eidos Montreal arriscou, tinha uma tarefa ingrata em mãos, mas safou-se muito bem, mesmo com as evidentes falhas e más decisões de design. Dei melhor nota a Arkham City porque de facto acho-o um jogo com menos defeitos, mas Deus Ex merece mais figurar no pódio.


2 – Portal 2

Nunca pensei que desse para fazer uma sequela a sério de Portal, mas a verdade é que, não só foi possível, como o resultado foi… UAU! Quando me lembro do final às vezes ainda fico meio parvo, são esses momentos que elevam Portal 2 de tal forma, que consegue, por vezes, sair da sombra do primeiro jogo. Mas como é natural, Portal ainda tem um charme diferente e o ritmo continua a ser perfeito, algo que Portal 2 não se pode gabar. Mas não encontro grandes defeitos, é possivelmente o melhor jogo de 2011 e normalmente estaria em 1º lugar.


1 – The Witcher 2: Assassins of Kings

Esta foi uma escolha complicada. Eu sinceramente acho que o Portal 2 é um jogo com menos falhas e menos pontos fracos, como tal será provavelmente o melhor jogo de 2011 que joguei, mas a CD Projekt Red, ao contrário da Valve, arriscou, e muito com The Witcher 2. Este é um RPG quase fora do seu tempo e em muitos aspectos vai contra a norma da industria actual, e isso foi muito refrescante. Sim, tem falhas, e algumas decisões não foram as mais acertadas, mas ao menos arriscou, e muito. É portanto o digno sucessor de Amnesia: The Dark Descent e ficará com o o troféu GOTY do PixelHunt durante os próximos 12 meses.

E vocês? Que jogos escolheriam? Quais destes 10 não acham merecedores de entrar num top destes? Que jogos de 2011 me aconselham descobrir?

Comments
5 Responses to “Top 10 Videojogos 2011”
  1. 10 – ainda não joguei.
    9 – não tenho muito interesse. a série é uma boa montanha russa mas pouco mais além disso.
    8 – ainda não joguei.
    7 – siiiiiim.
    6 – do pouco que joguei acho que é mais bem recebido do que merece. opiniões, etc.
    5 – siiiiiim.
    4 – talvez. acho que o mundo aberto prejudicou o pacing, e que a rocksteady tentou agradar e tudo e todos e então toca a encher o jogo de personagens e referências. é como entrar na batcaverna: um sítio cheio de memórias, mas depois é frio e vazio.
    3 – siiiiiim.
    2 – sim. talvez. à segunda já não parece tão fresco, e apesar dos puzzles continuarem a ser muito bons, penso que a história desceu alguns níveis. tornou-se mais distrativa (“look at me, i’m british and neurotic”) do que contemplativa.
    1 – ainda não joguei, com muita pena minha.

    bom 2012!🙂

  2. Anónimo diz:

    Bom, top, mas nota-se ai a falta de alguns titulos macantes deste ano.

    Abraço

  3. Hugo Bessa diz:

    O comentário anterior foi meu. Peço desculpa não ter identificado-me

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