Silent Running – O Cosmonauta Perdido [1972]

Entramos na década de 70 e na segunda metade da Maratona Sci-fi 2012.

Quatro anos após 2001 Odisseia no Espaço, Douglas Trumbull (responsável pelos efeitos visuais) estreava-se na cadeira de realização com um filme que se inspirava muito no filme do Kubrick. Na verdade seria praticamente impossível fazer Silent Running sem a explosão mediática que 2001 tinha causado antes.

O futuro de Silent Running difere um pouco do de 2001 na medida em que não é tão frio e austero e emprega um visual mais… usado, sujo e prático, o que não era muito usual nos filmes espaciais da altura e acabou por ser uma inspiração para o espaço futurista “sujo e usado” de Star Wars e Alien no final da década.

A mensagem que o Douglas transmite é muito ecológica e hippie e por sinal bastante relevante ainda nos nossos dias, no entanto se é de louvar uma mensagem centrada na preservação da natureza, Silent Running fá-lo de forma demasiado dramática, lamechas e exagerada. Embora o protagonista Bruce Dern esteja em bom plano, especialmente nos longos momentos de solidão, sempre que entra em “modo Greenpeace” torna-se demasiado dramático e constrangedor, à semelhança do próprio filme, então nas duas canções é mesmo a gota de água. Por falar no Bruce, não gostei lá muito da sua personagem, mas isso não é propriamente um defeito. Ele é imperfeito, não nos podemos esquecer que ele mata os seus três colegas, mas o mais interessante é o seu desenvolvimento após esse acontecimento, como ele tem consciência do que fez e como enfrenta a solidão.

O grande ponto de interesse são os excelentes efeitos visuais como não podia deixar de ser, especialmente as detalhadas miniaturas da nave e o planeta Saturno (que o Douglas não tinha conseguido terminar a tempo para o 2001 e que tinha sido substituído por Júpiter). Os famosos robôs são meio patetas porque nota-se claramente pelo movimento que são humanos lá dentro, mas são também muito fofos e algumas das melhores cenas são também protagonizadas por eles, como a cena do poker.

Pessoalmente não é dos filmes que mais gosto, a mensagem é um pouco forçada e a história é demasiado simples para hora e meia de filme, mas é sem duvidas interessante e essencial para quem gosta de ficção cientifica de temática espacial.

O filme está todo no Youtube caso o queiram ver. De seguida a maratona viaja para a URSS e visita uma das obras-primas do Tarkovky, Solaris!

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