Eufloria [2009]

O que é isto? Mais um jogo indie? Quase que podia ter chamado ao ultimo mês o “mês indie” é que joguei NightSky, Cave Story, Atom Zombie Smasher e agora este Eufloria. Não se preocupem, não me estou a transformar num hipster que só joga cenas independentes que as pessoas não conhecem, é que são jogos fáceis de despachar num par de horas.

“Berto, o que é Eufloria? Tem haver com flora? Ficaste eufórico?” É afirmativo para a primeira e negativo para a segunda. De facto a flora é uma parte central do jogo, já que o jogador controla pequenas sementes que originam árvores que devem ser plantadas em asteróides no espaço profundo como forma de explorar e eliminar os competidores que lutam connosco pela supremacia no cosmos… Uau! Dito assim parece um jogo que realmente me deixaria completamente eufórico.

Mas a realidade é que Eufloria é bem mais calmo e relaxado do que a premissa à partida dá a entender, na verdade só sabemos que estamos no espaço porque o texto assim nos diz, caso contrário o seu ambiente surreal seria indecifrável. Eufloria basicamente é um jogo de estratégia mascarado pelos seus visuais minimalistas. O seu esqueleto pouco difere da filosofia básica dum qualquer RTS: exploração-recursos-conquista.

A estratégia é extremamente simples e funciona na esmagadora maioria dos cenários. Colonizar o máximo de asteróides possível, evitar os ataques inimigos e passados uns minutos o nosso exercito de sementes fica suficientemente grande para esmagar o adversário. Não há grande variedade de tácticas, o que prevalece é quase exclusivamente o numero. Há duas unidades distintas que ajudam a diversificar as coisas, mas não o suficiente. Mais de metade dos cenários são ultrapassáveis assim mesmo, os últimos níveis já requerem uma visão diferente uma vez que o jogador é colocado em cenários com uma enorme desvantagem e tem que saber usar tácticas baseadas na movimentação permanente e no contra-ataque, no entanto é na mesma bastante simples de entender.

Eufloria é bonito, mas à semelhança das suas mecânicas, passadas algumas horas começa a cansar porque não há variações visuais. Cansa estar tanto tempo a olhar sempre para o mesmo. A música é extremamente relaxante o que é uma ajuda para quando as coisas não estão a correr bem. Para além da campanha principal há mais uma série de diferentes desafios que estendem a duração de Eufloria por muitas horas, excelente para quem ainda não se tiver fartado do jogo. Longevidade é algo que ninguém se pode queixar, até há um editor de missões.

Este até é um jogo acessível, mas simplesmente não consigo compreender a razão pela qual não é possível gravar o jogo a meio duma missão… Cada cenário pode durar várias dezenas de minutos, não tenho o luxo de poder estar tanto tempo ligado a jogar sem poder fazer pausas. Por diversas situações tive que repetir um nível inteiro porque tive que sair de casa a meio duma partida.

Resumindo e concluindo, Eufloria é um jogo interessante para relaxar e as suas mecânicas super básicas são óptimas para quem não procura algo muito complexo. No entanto, para mim não é suficiente para me manter interessado por muito tempo. As primeiras horas são boas, mas a partir dum certo ponto (lá para a 10ª hora) deixa de haver qualquer evolução e fiquei estancado numa experiência extremamente repetitiva, restritiva e enfadonha.

Positivo:
+ Ambiente relaxante
+ Longevidade

Negativo:
– Repetitivo e enfadonho
– Demasiado básico para um RTS
– Impossibilidade de gravar

Sai do templ… do Pixelhunt com:

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s

%d bloggers like this: