Europa Universalis [2000]

Europa Universalis foi um dos jogos mais importantes da minha vida como jogador e marcou uma época cá em casa.

Já falei sobre a sua terceira incursão, o Europa Universalis III, mas tudo começou há 12 anos atrás quando desfolhava uma edição da saudosa Mega Score e vi a antevisão dum jogo de estratégia em que podíamos jogar como Portugal durante vários séculos (o jogo expande-se entre os anos de 1492 – 1792). Pelas imagens parecia um jogo de tabuleiro e bastante fiel à história. É importante ter em conta alguns factores na época. Eu tinha 17 anos e era completamente obcecado por história, pelo Napoleão e por guerras históricas, e Europa Universalis parecia o jogo perfeito para mim. Na altura o meu primeiro PC já ia com 3 anos de idade e mostrava os típicos sinais da idade, ou seja, já não corria muitos jogos modernos e como estudava estava resignado ao pouco que tinha. Durante esse ano pouco mais jogava que Championship Manager e precisamente Europa Universalis.

Depois de ter lido a antevisão na revista, semanas mais tarde em passeio num qualquer centro comercial vi a caixa de jogo (ainda em cartão!) e teve que ser… juntei os trocos que em miúdo ia juntando e comprei o jogo, praticamente às cegas já que não tinha bem ideia do que realmente era. Desde logo fiquei surpreendido por o jogo estar em português e vir com um mega manual de 132 páginas (ainda o tenho, estou a olhar para ele neste preciso momento) que era leitura obrigatória à noitinha. Era uma excelente edição da portuguesa PlayGames (é uma divisão da Porto Editora) que hoje em dia ainda continua a distribuir os jogos da Paradox e de outras produtoras mais obscuras e independentes. Os jogadores cá em Portugal devem muito à PlayGames.

Este jogo foi uma importante porta de entrada para a série e para os jogos de estratégia da Paradox, mas foi a sua sequela (que foi lançada um ano mais tarde) que mais horas me fez perder. Em comparação com as duas sequelas, Europa Universalis é bastante básico, limitado e rudimentar, mas na altura não havia muitos jogos que conseguissem igualar a profundidade e complexidade deste jogo, para além da série Civilization e Alpha Centaury.

Comments
2 Responses to “Europa Universalis [2000]”
  1. Ainda tenho aqui o Crusader Kings (também da Paradox) que veio com uma qualquer edição antiga da Mega Score (RIP). Para ser sincero ainda não arranjei coragem para o experimentar mas pelo que vi parece-me ser uma espécie de spin-off do Europa Universalis.

    O único jogo remotamente parecido que já joguei foi (e ainda é) o Civilization 4, mas ainda sou um n00b enorme no jogo. Talvez seja por não gostar muito de ter que evoluir e criar exércitos para defender a minha nação. Infelizmente, a IA do Civ não partilha da mesma opinião e é surpreendentemente hostil😛

    Já agora, se não me engano está um português a trabalhar na Paradox, o que talvez explique que estejamos sempre lá😉

    • Eu também não consigo entrar nos Civ’s, já tentei jogar o IV mas perco sempre a motivação. Mas o Europa Universalis é em tempo real ao contrario dos Civ e Alpha Centauri (este joguei muito) que são por turnos.

      É possível que haja por lá um português, sei que havia um português que estava a trabalhar numa parceria com a Paradox a fazer o Magna Mundi, mas o projecto foi cancelado na semana passada. =/

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