Diário Pixelizado: Europa Universalis III – Semana 2

Semana 2

Sereníssima Repubblica di Venezia (1450 – 1500)

Os primeiros 50 anos de jogo que mostrei na semana passada correram bastante bem, em termos financeiros estou numa posição bastante segura, tecnologicamente não estou longe das maiores potências, em termos diplomáticos tenho uma forte aliança  (e protecção) com a Áustria (e imperador) e militarmente controlo o mar Mediterrâneo a meu belo prazer.

Se tivesse que definir os meus objectivos para os próximos 50 anos passariam por algo deste género:

– continuar a aumentar as receitas

– marcar presença diplomática no norte de Itália e no resto da península

– envolver-me o menos possível em guerras

– controlar o avanço otomano nos mares

O ultimo ponto é aparentemente o mais fácil, a minha frota militar controla os mares, tornando impossível um avanço marítimo otomano, dessa forma estou relativamente tranquilo. É certo que a minha província na Albânia está à mercê dum ataque por terra, mas graças à mobilidade da minha frota posso responder em qualquer parte do território turco. Uma forma de estancar um hipotético avanço marítimo dos otomanos é controlar o mar Egeu e consequentemente a entrada para o mar de Mármara e o mar Negro. Para controlar mais eficazmente essa passagem decidi anexar o meu vassalo de Naxos, na prática passo a controlar todo o mar Egeu. É essencial ter em atenção a subida da infâmia, se bem se recordam ela já estava alta quando anexei Malta, como tal tive de esperar uns anos até voltar a zero. É importante converter as províncias cuja religião não seja a mesma do nosso pais. Que era precisamente o caso das ilhas de Naxos.

À esquerda: Bem vindos à republica, ilhas com nome de snack!. À direita: Naxos abraçaram a religião católica.

Em relação ao segundo ponto, ocorreu um importante acontecimento. Os meus diplomatas conseguiram formular uma reivindicação da província de Friulli, ou seja, passo a ter direito a reivindicar a província, sendo agora uma região core (nuclear) de Veneza. A província pertence à Aquileia com o qual tenho boas relações, por isso não quero para já pensar em adquiri-la por meios agressivos. Logo se vê no que as coisas vão dar.

O 3º ponto tenho consciência que é impraticável. Preciso de estar em alianças e é impossível não me envolver em conflitos. O melhor que posso fazer é não participar activamente em guerras que não me tragam grandes vantagens. mas verdade seja dita, as guerras têm o seu lado positivo porque me permitem activar impostos de guerra e são uma boa fonte de rendimento. O problema das guerras é a instabilidade e insatisfação que causa nos habitantes caso durem muito tempo. E a ameaça física claro.

E nem mais, apenas 3 anos nesta segunda semana e estala uma guerra, a:

Reclamação Sacro Romano-Germânica de Ösel (1453-1461)

Típico conflito de expansão dum pais conquistador, neste caso a Áustria, sobre a fachada do HRE O HRE é apenas uma desculpa para legitimar as pretensões austríacas, a província em causa fica perdida no Báltico pertencente à Ordem Teutónica. O que a Áustria quer é arrastar os aliados da Ordem e impor a sua influência no centro da Europa, mais precisamente na Suíça, norte de Itália e Alemanha. É compreensível que o façam porque a França está a tomar proporções consideráveis e está prestes a aniquilar a Borgonha. A Áustria precisa de espaço para crescer.

Para Veneza o conflito foi curto, segui as linhas que tracei anteriormente, sair o mais rápido possível e só combater onde me traga vantagens. E foi o que fiz, cerquei e conquistei Mântua e Ferrara trazendo-os para a esfera de influência Austríaca e por arrasto também minha. São dois países fronteiriços que basicamente deixam de ser ameaças. Mântua tornou-se num vassalo Austríaco. Mas a verdade é que a longo prazo começo a ficar um pouco receoso, a Áustria está a esticar-se muito para o norte de Itália e tem uma presença cada vez maior. Estou a ficar sem espaço para crescer.

Não me vou aprofundar muito nos pequenos conflitos em que participo mas que não tenho grande envolvimento, em particular nas diversas “intervenções” de Nápoles por todo o Mediterrâneo ocidental. É um aliado cada vez mais incomodativo para mim porque começa a ganhar má fama com todas as conquistas que estão a fazer, mais cedo ou mais tarde vão-se todos virar contra eles e eu não vou querer estar do seu lado. Por esta altura Nápoles começa a ter uma interessante presença no sul da Europa.

Nápoles começa a crescer e ocupa uma boa parte da Itália.

Na década de 60 deu-se uma interessantíssima mudança no plano politico europeu. Os eleitores do HRE decidiram retirar à Áustria o título de imperador, título esse que caiu para o rei da Borgonha que estava a passar um mau bocado às mãos dos franceses. É uma decisão extremamente inteligente e tem como objectivo travar o mais possível os franceses, situação que virá a dar resultados alguns anos mais tarde. Com efeito, apenas uma década mais tarde a França está completamente quebrada e reduzida a praticamente nada, enquanto que a Borgonha vive um renascimento. É uma prova cabal do que acontece a quem se opõe ao imperador do Sacro Império e uma prova que fiz bem em manter-me nas suas boas graças, eu seria rapidamente esmagado caso me mostrasse demasiado agressivo. É também um retrato do que acontece a quem “se porta mal” e recorre a demasiados pontos de infâmia.

À esquerda: Em poucos anos a França quebrou!. À direita: E quebrou por causa da Borgonha que é agora o imperador.

Economicamente estou num bom caminho, sou o 13º pais com maiores lucros no mundo e em termos tecnológicos estou também perto da vanguarda. No Europa Universalis III após atingirmos certos níveis tecnológicos é nos dada a oportunidade de escolher uma ideia nacional, que basicamente é um multiplicador que ajuda a melhorar alguns aspectos do país. Uma das ideias que escolhi foi a do banco nacional. E o que faz o banco nacional? Ajuda a baixar significativamente a inflação (que mesmo assim estava controlada nos 7%) e permite retirar maiores lucros no final do ano. O meu primeiro objectivo dos que mencionei acima está muito bem encaminhado, e ainda bem, porque sem uma economia forte não há qualquer futuro no jogo.

Está na altura de marcar a minha presença no norte de Itália, já tenho uma boa base para começar a ser mais ambicioso. Vou usar o trunfo da Casus Belli que tenho contra a Aquileia por causa da província de Friulli. Vou atacar!

Reconquista Veneziana de Friulli (1468 – 1471)

Primeiro que tudo, Friulli, a província pela qual tenho razões para entrar em guerra é a capital da Aquileia e no Europa Universalis III não é possível anexar a capital sem anexar todo o pais. Eu não posso anexar toda a Aquileia porque iria recorrer em muitos pontos de infâmia, como tal nunca conseguirei anexar Friulli nesta guerra. Ela servirá “apenas” para enfraquecer a Aquileia e abrir portas para, no futuro, aos poucos, conquistar todo o país, Friulli incluída.

Mais uma vez vou precisar da ajuda dos meus aliados, em especial da Áustria a norte e de Nápoles a sul. A Aquileia tem territórios no centro de Itália e um vassalo, Toscana. Penso deixar essa parte para Nápoles enquanto me foco no centro da Aquileia. Com efeito os meus aliado entram do meu lado e mais uma vez a torrente austríaca atravessa os Alpes e esmaga qualquer pretensão da Aquileia em sair vencedora. Nápoles faz o mesmo a sul e esta é uma guerra rápida, curta e fácil. Os meus termos de paz são bastante pesados e basicamente condenam a Aquileia a cair no futuro. Para já irei anexar apenas a província da Istria, no futuro o resto cairá nas minhas mãos, incluindo a rica província de Görz onde é extraído ouro.

À esquerda: A invasão na Aquileia!. À direita: E os termos de paz.

Às vezes é bastante chato fazer este jogo diplomático. Nápoles tem sido um bom camarada de armas e sempre me auxiliou, mas a verdade é que me tem trazido também alguns dissabores. Eles estão constantemente em guerra, já têm uma terrível reputação e a sua sede de conquista é insaciável. Atrás disse que era uma questão de tempo até se virarem contra eles e nem mais… o olhar do imperador do HRE caiu sobre Nápoles. Borgonha declarou-lhe guerra e eu…. não vou poder ajudar Nápoles, é demasiado arriscado para mim. Terei de recusar ir em seu auxilio, mesmo perdendo 20 pontos de reputação. É uma perda que faço de bom grado. Desculpa Nápoles… mas era previsível…

Desculpa Nápoles!

1480, novas mudanças politicas na Europa. O titulo de imperador passou das mãos do rei de Borgonha para… a Bavária. Surpreendente, não o facto de ter saído da Borgonha (estão a tornar-se demasiado poderosos e o HRE é sempre baseado no equilíbrio de forças) mas por ter ido para a Bavária. Certamente será para conter a Áustria. Isto pode vir a prejudicar-me caso o imperador entre em guerra com os austríacos. Por falar na Áustria, eles envolveram-se em alguns rápidos conflitos dos quais não vou pormenorizar, num desses rápidos conflitos a Áustria humilhou a Hungria e retirou toda e qualquer presença magiar nos Balcãs, estando agora os diversos estados sobre influencia austríaca. Outro acontecimento importantíssimo para mim, Milão foi anexado por Castela, foi uma anexação diplomática o que significa que agora tenho uma potência do calibre de Castela mesmo ao lado. Isto vai dar molho…

No campo militar as coisas vão num bom rumo, sou agora o pais com a maior frota militar em TODO O MUNDO! Veneza é temida nos mares e sinto-me seguro por saber que posso atacar ou evacuar para qualquer parte do Mediterrâneo sem qualquer oposição.

À esquerda: Castela no meu quintal. À direita: Senhor dos mares!.

Aproximo-me do final desta semana, antes de terminar quero voltar a tirar um pedaço da Aquileia. Pode parecer cruel estar a fazer isto, o meu vizinho está actualmente de rastos mas isto é a sobrevivência do mais forte e eles têm a província de Görz que é rica em ouro, será uma enorme ajuda para a minha economia.

2ª Reconquista Veneziana de Friulli (1490)

Nesta segunda investida até nem precisaria da Áustria para vencer tal o estado da Aquileia, mas mais vale jogar pelo seguro, este tem de ser um conflito o mais curto possível.

Do lado inimigo apenas a Tuscânia entrou do seu lado, do meu lado mais uma vez uma torrente austríaca dizimou qualquer oposição Aquiliana. A minha frota bloqueou o único porto inimigo e rapidamente ocupei todas as cidades inimigas. Mais uma vez relembro que não posso tomar Friulli por ser a capital deles, por isso terei de “comer” aos poucos, a riquíssima província de Görz é a única coisa que peço dos meus vizinhos e eles não têm espaço de manobra para recusar. Com efeito este foi um conflito muito rápido, nem um ano durou.

À esquerda: Veneza ocupa Aquileia. À direita: E recebe o ouro de Görz.


As minas de ouro de Görz trouxerem um grande impulso às minhas contas, facturo agora cerca de 500 ducados anuais quase mais 200 que há uma década atrás, o que me torna o 9º pais no mundo com mais rendimentos. Só espero que não tenha despertado a inveja de outros países. Agora não quero entrar em guerras, já estou qu….

Guerra de Excomunhão Austro-Borgonhesa (1492 – 1495)

Reconquista Bávara de Linz (1494 – 1495)

4ª Guerra de agressão Polaca (1494 – 1497)

Já era de esperar que a Áustria se visse envolvida num conflito de grande escala, quando se envolveu com a Borgonha em 1492, rapidamente outros países tentaram se aproveitar da situação mais delicada da Áustria. Polónia, Bavária (que relembro é o imperador) e os seus respectivos aliados declararam guerra aos austríacos. Na pratica durante 5 anos a Áustria esteve em guerra com quase toda a Europa central.

Eu sendo aliado da Áustria estive também envolvido no conflito, mas na prática não participei, já que a acção não chegou à Itália. As guerras foram relativamente curtas tendo em conta a sua dimensão, e porque foram elas tão curtas? Porque a Áustria é um autentico boss! O seu poderio militar é tal, que conseguiu repelir todas as investidas inimigas em diversas frentes ao mesmo tempo, no entanto a frente ocidental esteve quase, quase a quebrar. É impressionante ver a maquina militar austríaca em acção, não podia desejar um melhor aliado, terei que fazer de tudo para que não se tornem meus inimigos.

Mas a realidade é que a reputação austríaca está a baixar, a sua infâmia aumenta e os inimigos e invejas aumentam. Cada vez mais vou ser arrastado para conflitos militares.

No final do século surgiu a oportunidade de escolher uma nova ideia nacional. Vou tomar uma decisão arriscada que pode não resultar, vou escolher a ideia “Quest for the New World” que basicamente permite que eu possa colonizar territórios fora da Europa. É arriscado porque estou relativamente longe do novo mundo e vai ser caro. Mas aos poucos espero que valha a pena e quando colonizar províncias ricas ainda vou conseguir ficar a ganhar. Surpreendentemente os Açores ainda não foram colonizados por ninguém, vou tentar a minha sorte e mandar um colonizador para lá. À segunda a coisa deu certo e consegui estabelecer uma pequena colónia. O plano é daqui a uns anos fundar uma cidade a sério, torna-la core e assim servir como uma base para o resto da exploração. O meu olhar está virado para as ilhas ricas das Caraíbas.

À esquerda: Os Açores é a primeira colónia Veneziana.. À direita: A receita anual estabilizou nos 500 ducados.

E assim termina esta segunda semana, mais 50 anos passaram e as coisas vão de vento em popa, acho que Veneza está no apogeu desde que comecei o jogo, espero que as coisas continuem neste caminho. A corrida colonial pode vir a ser um enorme sucesso ou um dispendioso desastre, a ver vamos. Em relação ao estado do continente, Castela está extremamente poderosa no ocidente e praticamente aniquilou Portugal, Borgonha controla a actual França e é a única rival na zona da Áustria, os Otomanos andam surpreendentemente calmos.

A Europa em 1500.

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Continua!

Comments
2 Responses to “Diário Pixelizado: Europa Universalis III – Semana 2”
  1. josafá diz:

    Cara, não consigo diminui a resolução do Europa Universalis para 1024 x 768. o que eu faço?

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