Bioshock [2007]

Alguns meses atrás, para me preparar para o Bioshock Infinite tomei a decisão de começar a jogar os dois anteriores jogos da série. O original já o tinha jogado na altura do seu lançamento, o segundo é uma novidade para mim. Entretanto o Infinite foi adiado para 2013 e consequentemente fiquei sem grandes pressas para terminar um jogo que já conhecia, por isso fui jogando-o aos poucos durante estes últimos meses.

Eu não gostei particularmente do Bioshock quando saiu em 2007, mas já passaram 5 anos (quem diria) e estava genuinamente curioso para revisitar Rapture e ver como aguentou o teste do tempo. Em apenas 5 anos a industria mudou bastante, Bioshock saiu durante o inicio desta geração de consolas, era o desvendar dum novo mundo e a promessa de que o futuro seria brilhante. Meia década depois, estamos no final dessa mesma geração e todas os sonhos desfizeram-se numa industria obcecada por shooters militares genéricos comandados por Call of Duty.

Curiosamente a minha opinião em relação a Bioshock pouco mudou cinco anos depois, os defeitos e virtudes mantêm-se (como é óbvio) mas o que senti durante a aventura também pouco mudou. Continuo a achar Bioshock uma obra com uma extraordinária atmosfera (Rapture é de facto um local muito imersivo) e uma narrativa interessante, mas se o despirmos disso, pouco mais sobra do que um pseudo-shooter/RPG que pisca o olho às suas referências como System Shock e Deus Ex, mas que prefere tomar um rumo mais facilitista optando quase exclusivamente pela vertente de shooter.

Alguns níveis, em especial os iniciais e Fort Frolic (que maravilhoso nível) demonstram alguns vestígios dessas referências, muitos deles apresentam diversos caminhos alternativos que permitem ao jogador optar por diferentes formas de progressão, no entanto, na segunda metade é claramente notório que a linearidade toma conta do jogo. Para complementar, o final de Bioshock é duma pobreza entristecedora, após o twist, o ultimo terço é de tal forma desinspirado que parece que foi feito por pessoas diferentes. Tudo isto culmina num boss final extremamente fácil e out of place em relação ao resto do jogo.

Mas o maior problema, para mim, é ser um jogo aborrecido, não por ser lento (não é) mas porque é extremamente repetitivo e suportado por um combate deficiente. Não me queixaria caso ele fosse secundário, mas infelizmente é parte central da experiência. Embora Bioshock mostre uma falsa liberdade, na verdade a única forma de progressão é só mesmo combatendo. Uma agravante é o pobre design das missões, a esmagadora maioria pouco mais são que variantes do típico “moço de recados”.

A música e voice acting continuam de topo e a história é genuinamente interessante e provocadora, se bem que desta vez fez-me confusão algumas sequências em que o jogo nos retira o controlo. É uma situação particularmente incomodativa durante o clímax do twist, tinha na memória que era o próprio jogador a agir e não uma cutscene… retira algum do impacto. A duração é generosa para um shooter, dura umas boas 15 horas, este meu segundo playthrough em modo fácil durou 10 horas, bem menos do que me lembro da primeira vez em modo normal.

Embora tenha as suas falhas e não o preze tanto como todos o fizeram em 2007, Bioshock continua a ser uma das experiências obrigatórias desta geração.

Positivo:
+ O ambiente e atmosfera de Rapture.
+ História.
+ Musica e voice acting.
+ Fort Frolic.

Negativo:
– Jogabilidade repetitiva.
– Missões desinspiradas.
– Níveis finais.
– Combate.

Sai do templ… do PixelHunt com:

Comments
One Response to “Bioshock [2007]”
  1. Eu fartei-me de o jogar à uns anos atrás mas desisti quando fui apanhado por um bug que me deixou o jogo sem som:/ Gostei muito da ambiência e adorava tentar criar armadilhas para os Big Daddies🙂

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