Diário Pixelizado: Europa Universalis III – Semana 3

Semana 3

Serenissima Repubblica di Venezia (1500 – 1550)

Terceira semana desta aventura veneziana. Se bem se recordam na semana anterior tinha-me lançado na aventura colonizadora, é uma estratégia arriscada que pode não resultar, mas o objectivo disto é mesmo arriscar e ver como as coisas resultam.

Estou a pensar seriamente em abandonar o HRE, já não me trás grande vantagens e a Áustria de qualquer das formas é um forte aliado e já não é o imperador. Tenho receio que o imperador tente me tirar Görz por pura inveja. Infelizmente a contrapartida para abandonar o HRE é precisamente renunciar essa província, acho que vou ter que esperar até ela ser core para poder ser definitivamente minha, mas se calhar não vou aguentar até lá. Fingers crossed.

De resto os Otomanos andam calminhos o que é muito surpreendente, a maior ameaça se calhar ainda vira de Castela, vou tentar manter boas relações com eles. Militarmente tenho a maior frota do mundo, estou calmo nesse aspecto, a minha republica é constituída maioritariamente por ilhas por isso estou bastante seguro.

Alguns anos mais tarde Açores já é uma cidade (passam a ser cidades colónias com mais de 1000 habitantes) com produção própria e impostos. No entanto não basta isso para continuar a minha aventura colonizadora. No Europa Universalis III um pais só pode colonizar no espaço que esteja entre os limites coloniais e esse limite é a distancia que essa colónia está da província core com um porto mais próxima. No caso de Veneza essa província é Malta e os Açores estavam dentro desse limite. Terei de esperar que os Açores se tornem core (lá para 1540) para continuar. Enquanto isso vou recrutar um explorador e descobrir terra incógnita para quando a altura chegar poder colonizar.

Durante a primeira década do século XVI a Europa viveu o inicio das reformas religiosas e o avanço do protestantismo, eu não fui excepção e algumas províncias da república estão a mudar de religião. Uma província de diferente religião fica mais propicia a revoltar-se, mas a minha filosofia é de igualdade e tolerância como tal não deverei ter grande problemas. Para finalizar uma década bem pacifica para o meu lado decidi anexar o meu ultimo vassalo, Corfu. Como é uma província core não me vai dar grandes dores de cabeça e sempre é um ponto de controlo da entrada do mar Adriático.

À esquerda: A república dá as boas vindas a Corfu. À direita: O protestantismo espalha-se para dentro das minhas fronteiras.

Não foi preciso esperar muito tempo para os meus receios tornarem-se realidade. O imperador (que recordo é o rei da Bavária) “pediu-me” para ceder Görz para o império! Cedi uma vez, não cederei uma segunda! Aquele grandessíssimo filho duma meretriz que vá dar banho ao cão! De mim não leva nada, se vier tirar à força encontrará um exercito Veneziano que vai resistir a tudo, nem que demore 100 anos! Não vejo a hora para abandonar o HRE, foi uma terrível decisão que tomei no inicio do jogo. Infelizmente só o poderei fazer em 1540, quando Görz se tornar core, terei de ser paciente. Infelizmente as contrapartidas de recusar o pedido Bávaro são pesadas, perdi as receitas de impostos de Görz e o risco de revolta aumentou, tudo isto até ao final do jogo, para além disso perdi muita reputação e estabilidade. Vai ser difícil mas vou (tenho de) aguentar.

O imperador ainda não me declarou guerra, provavelmente com medo da Áustria que o aniquilaria num piscar de olhos, no entanto tudo isto começou a fazer efeito nas minhas contas. Estou a passar pelo momento mais complicado em termos financeiros e estou a obter pouco lucro no final do ano, mesmo sendo um dos países com mais receitas no mundo. Não posso aumentar a quantidade de dinheiro que entram nos cofres senão a inflação vai disparar e se isso acontecer acabou-se. Estou em crise… talvez seja altura de abater alguns navios da minha frota, as despesas militares são elevadas. Ou então preciso duma guerra… as guerras trazem sempre dinheiro. A ver vamos.

Não! Não cederei ao imperador!

Algumas boas noticias para variar, com o aumento da tecnologia marítima o meu alcance para colonizar aumentou significativamente e com a ajuda dum conselheiro (há uma série de conselheiros que podemos contratar que servem como multiplicadores) já consigo colonizar ilhas nas Caraíbas. E foi o que fiz, mais precisamente na ilha de São Tomás que era a com nativos mais mansinhos. Mas as boas noticias não poderiam durar muito tempo, tal como previsto Görz revoltou-se, são os efeitos do ultimato Bávaro que incendiou o espírito nacionalista da província. Durante dois anos sofri revoltas continuas, mas consegui abafa-las, o mais preocupante para mim é que a Áustria estava a apoiar os rebeldes… é uma situação complicada. A minha esperança é esperar que os espíritos nacionalistas passem daqui a uns anos, a província se torne core e com a construção dum tribunal as probabilidades de revolta acalmem. O importante é não perder Görz, é uma importante fonte de rendimento por causa das minas de ouro.

À esquerda: A primeira colónia nas Caraíbas. À direita: Görz a ferro e fogo.

2ª Guerra de Excomunhão Austro-Borgunhesa (1518 – 1524)

As coisas estavam demasiado calmas, mas se calhar é pelo melhor. Precisava desesperadamente de uma guerra para aumentar as receitas, especialmente duma guerra em que não me envolvesse directamente. E foi precisamente o que tive, não participei numa única batalha mas recebi os dividendos do aumento dos impostos de guerra que são sempre bem vindos para os meus cofres e permitem melhorar a minha economia. É um pouco sádico pensar nestes termos, mas é assim que as coisas funcionam.

Mais uma guerra de agressão Austríaca com o objectivo de reduzir a influência de Borgonha na França. A Borgonha não tem qualquer resposta e é rapidamente subjugada pelos austríacos. Nesta altura a região francófona é uma manta de retalhos composta por dezenas de pequenos estados sem ninguém conseguir a hegemonia na zona. A França está reduzida a um pequeno território à volta de Paris e a Borgonha agora praticamente só sobrevive nos países baixos. A Áustria vai estendendo a sua influência para lá do Reno.

À esquerda: Borgonha é completamente subjugada pelos austríacos. À direita: A Áustria espalha a sua influência.

Por esta altura embora tenha uma boa fonte de rendimentos estou a ter sérias dificuldades em manter um saldo positivo, a minha vasta frota e a minha aventura colonizadora estão a e colocar a balança comercial em valores muito baixos. Preciso de tomar atitudes. Vou abater uma mão cheia de barcos mais antigos e vou finalmente tentar conquistar Friuli e assim trazer mais receitas para os meus cofres. Por esta altura o titulo de imperador já voltou às mãos austríacas, eles são senhores da Europa, apenas a recém formada Espanha (antes era Castela) começa a mostrar sinais de que poderá desafiar a sua hegemonia.

3ª Reconquista Veneziana de Friulli (1531 – 1532)

Mais uma vez o meu objectivo é um conflito o mais rápido e limpo possível. Embora as minhas relações com Áustria continuem sólidas não tenho a certeza de que entrem ao meu lado. Ainda não me saiu da cabeça o apoio que deram aos rebeldes em Görz… Do lado da Aquileia está Milão que renasceu das cinzas e está agora com uma importante presença no norte de Itália e a Bavária. É daí que pode surgir os problemas caso a Áustria não entre do meu lado, eles provavelmente ainda não esqueceram o meu desafio ao seu ultimato.

Felizmente a Áustria entra do meu lado o que praticamente paralisa todos os países da aliança adversária. Este vai ser um conflito rápido e sem grande história. Friuli cai em poucos meses e finalmente passa para o meu domínio. Assim, as minhas possessões do lado croata estão agora ligadas a Veneza. A conquista de Friuli significa mais impostos, dinheiro e reputação. Espero que seja o início da mudança duma década que tem sido muito complicada para Veneza.

À esquerda: Mais uma invasão da Aquileia. À direita: Finalmente Friuli passa para Veneza.

E de facto foi mesmo uma mudança. Em oposição à década de 20, a de 30 foi de recuperação e prosperidade. A chegada dum conselheiro de economia ajudou a reduzir a inflação, os lucros subiram exponencialmente, a república atingiu o monopólio da praça de Veneza e o país viveu um período de paz de quase 10 anos! A ilha de São Tomás nas caraíbas tornou-se numa cidade produtora de algodão, expandi-me para as ilhas de São Kitts e São Martin, tenho lucros anuais na ordem das centenas de ducados e a inflação baixou um ponto. Para além disso sou actualmente o 5º país com mais rendimentos de todo o mundo! A vida corre bem à Sereníssima Republica.

Para complementar este período de prosperidade, finalmente os Açores e Görz tornaram-se cores. São dois pontos de extrema importância. No caso dos Açores tenho agora alcance para colonizar qualquer parte da América do norte e caraíbas, no caso de Görz estou agora livre das ameaças do imperador e poderei abandonar quando bem entender o HRE sem ter de perder a rica província.

À esquerda: Veneza começa a expandir-se nas Caraíbas. À direita: Görz é finalmente core.

Cruzada Austríaca contra os Otomanos (1545)

Reclamação Sacro Romano-Germânica de Stade (1547 – 1549)

O que temia e esperava há muitos anos finalmente aconteceu! Guerra contra os gigantes Otomanos, a prova dos nove. Mais uma vez fui arrastado pelos Austríacos, espero conseguir defender as minhas possessões na Grécia e no mar Egeu. A minha frota está preparada para… o que é isto? A avalanche Austríaca é de tal forma imparável que nem o império Otomano consegue fazer frente! Em menos de um ano os otomanos pedem a paz após serias derrotas na Valáquia e Bessarábia. A Áustria mostra toda a sua força e consegue acesso ao mar negro… De loucos! Ainda bem que estou do lado deles, mas começo a ficar com muitos receios.

Dois anos mais tarde mais uma agressão austríaca, desta vez contra os suecos. Mais uma incontestável vitória, diminuindo a influência sueca nos bálticos. Quem pára esta Áustria?

Ia esperar que a Áustria deixasse de ser o imperador para abandonar o HRE, mas do que sei não há grandes penalizações em abandonar o império agora que Görz é minha. As minhas relações com a Áustria não se vão deteriorar, como tal é isso mesmo que farei. Não posso dizer que tenha sido uma boa decisão aderir ao HRE, mas acho que o pior já passou. Só tenho de ter cuidado para não desestabilizar os membros do império senão não tenho duvidas que a Áustria cairia em cima de mim e aí seria o fim.

Termina então mais uma semana de 50 anos, após um inicio de século mais problemático, Veneza recuperou e é nesta altura o 4º pais com mais rendimentos, o que é um feito notável tendo em conta a sua reduzida dimensão. A aventura colonizadora está a correr muito bem, não tenho muitos inimigos poderosos e sinto-me bastante seguro. A Europa nesta altura está completamente dominada pela Áustria, vejam só a sua dimensão a rasgar o continente dum lado ao outro. As unicas potencias que poderão fazer frente é a Espanha no sul e a Inglaterra no norte, isto porque a Áustria não tem marinha. Os Otomanos no oriente são gigantes mais não são suficientemente fortes.

À esquerda: Veneza já não pertence ao HRE. À direita: Tabela de estatísticas, Veneza é o 4º pais com mais rendimentos.

A Europa em 1550

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Continua!

Comments
2 Responses to “Diário Pixelizado: Europa Universalis III – Semana 3”
  1. Zealot diz:

    Só não te esqueças é de uma coisa: se a Áustria mudar de religião, tu mudas também, o mais cedo possível! A última coisa que tu queres é dares Casus Belli à Áustria por teres uma religião “herege”.

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