Q.U.B.E. [2012]

Ah promoções do Steam… Que altura gloriosa para ser jogador. O mau disto é que gasto sempre dinheiro em algo que basicamente é um luxo, o que nos tempos actuais faz-me sentir particularmente mal, mas o o bom é que descubro jogos novos que de outra forma talvez me passassem ao lado.

Um desses exemplo é Q.U.B.E. um pequeno jogo de puzzles que já conhecia por ter sido financiado pelo indie fund (que também financiou o Dear Esther) e que vinha rotulado de Portal wannabe. Mas então e o que é Q.U.B.E.? De facto é fortemente influenciado pelo jogo da Valve, na verdade vejo-o como um cruzamento entre Portal e Minecraft. A sua estrutura e filosofia “rouba” muito ao Portal, as suas mecânicas baseadas na manipulação de cubos faz lembrar um pouco o fenómeno Minecraft.

Mas as colagens são muito mais fortes com Portal. Depois do seu sucesso em 2007, vários jogos tentaram aproveitar um pouco a ideia dum misto entre plataformas e puzzle na primeira pessoa, no entanto poucos conseguiram emular a mesma qualidade. Q.U.B.E. está longe de atingir a qualidade das aventuras de Glados e Chell, mas a meu ver é um dos melhores “filhos de Portal”.

Desde logo as mecânicas base são muito criativas o que é um bom passo para tornar um jogo apelativo, em Q.U.B.E. não há portais mas sim uma luva que consegue manipular certos cubos dentro dum cenário completamente formado por… cubos. Pode parecer limitador de inicio (e é porque só alguns cubos em especifico são manipuláveis) mas com o decorrer do jogo novas mecânicas vão sendo introduzidas e moldadas o que nunca permite que o jogador fique confortável. Há no entanto algumas excepções, falo especificamente dum par de puzzles que utilizam a física mas que são mal executados de nascença e evidênciam todos os problemas e limitações do jogo. Quando um puzzle se torna difícil não na sua decifração mas na execução, algo vai mal. Alguns problemas inerentes ao jogo como a reduzida visibilidade e o lag do clique do rato, explodem nesses puzzles. No entanto o resto dos puzzles são bastante criativos, mesmo que a certo ponto acabem por se repetir.

Também como Portal, Q.U.B.E. segue um visual muito clínico e austero, muito centrado no branco, no entanto enquanto que Portal mudava e apresentava novos tipos de cenário, Q.U.B.E. nunca muda, o que acaba por criar uma fatiga visual, acabando por se tornar num jogo sem grande charme. Um dos factores que ajuda a essa falta de charme é a ausência duma narrativa que motive o jogador a querer seguir em frente, por vezes não basta querer ver qual é o próximo puzzle, é preciso algo mais. Esse foi um dos segredos porque Portal cativou tanta gente, mesmo os que não gostavam de puzzles. Como já é habitual na cena indie, a banda sonora é bastante boa e até está disponível para ser comprada no Steam.

Com uma duração de 5 horas, Q.U.B.E. é um jogo simpático que vale bem o seu reduzido preço. Para quem gostou dos dois Portal e precise de mais desafios, Q.U.B.E. é uma boa ressaca temporária. Para quem não gosta de puzzles se calhar é melhor passar, se bem que à excepção de um ou dois puzzles os desafios são relativamente acessíveis.

Positivo:
+ Mecânicas.
+ Puzzles.
+ Visuais austeros mas agradáveis.
+ Música.

Negativo:
– Puzzles centrados no uso da física.
– Lag ao clicar.
– Ausência de algo que se assemelhe a uma história.

Sai do templ… do PixelHunt com:

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