Diário Pixelizado: Europa Universalis III – Semana 5

Semana 5

Serenissima Repubblica di Venezia (1600 – 1650)

Entrámos no século XVII e Veneza vive um período glorioso de prosperidade e paz. O meu foco está quase exclusivamente nas minhas colónias, já que é ai onde está a riqueza, como tal por estranho que pareça não tenho muito para falar aqui, já que as coisas passam basicamente por melhorar todas as infraestruturas das minhas províncias e aumentar de forma sustentada as minhas possessões coloniais.

Em relação ao segundo ponto decidi finalmente anexar o resto dos incas, sem as lucrativas minas de ouro os seus cofres já estavam esgotados e não valia a pena continuar a sangrá-los. No inicio do século o império inca deixou de existir, a guerra foi curtíssima, era apenas uma formalidade já que eles estavam condenados desde o primeiro dia que Flangini pisou o continente americano. Com todo o território inca nas mãos do Doge de Veneza é altura de estabilizar e desenvolver a região. Ainda há alguns focos de resistência onde de vez em quando surgem algumas revoltas mas são facilmente subjugados. A conversão ao catolicismo e a construção de tribunais ajudam a acalmar o espírito revolucionário dos habitantes nativos.

De resto é obrigatório rentabilizar ao máximo as várias minas de ouro da região e aumentar a produção de matéria prima e impostos através de oficinas e assessores de impostos. O mais importante é tornar as minhas colónias sul americanas auto-suficientes para que não necessitem da ajuda de casa, que sejam capazes de se defender caso estale uma guerra por lá.

O objectivo é idêntico nas Caraíbas, na verdade o meu plano colonial é composto por duas zonas distintas, a América do sul veneziana e as Caraíbas venezianas e torna-las no mais rentáveis e seguras possíveis. Para tornar as ilhas mais seguras vou precisar duma frota atlântica de consideráveis dimensões, a Flotta Flangini por esta altura já cresceu para cerca de 30 galeões e caravelas, penso que seja suficiente para repelir invasões na zona. Mas a verdade é que por esta altura as riquezas coloniais não estão a tornar apenas Veneza poderosa, também os britânicos e espanhóis estão a viver épocas douradas de grande prosperidade, expansão e desenvolvimento. Por esta altura eles já têm frotas maiores que a minha, é difícil manter o ritmo deles.

À esquerda: As possessões coloniais de Veneza. À direita: Fui ultrapassado no numero de barcos.

Só para terem uma ideia da proporção do império espanhol, destaque para a sua presença no próximo oriente, aproveitaram muito bem os problemas otomanos.

O império espanhol.

Tenho algum receio que não esteja a conseguir passar bem o balanço de poderes no mundo, as coisas mudaram tanto em apenas um século que quase já nem dou atenção ao teatro europeu. Mas as coisas têm estado muito tranquilas, não só em Veneza como em quase toda a Europa, há já algumas décadas que não há guerras de grande escala no continente, está tudo focado no além mar. Para além das três grandes potencias coloniais, Espanha, Grã-Bretanha e Veneza, outros países mais pequenos também tentam a sua sorte como a Hansa, Milão, Estados Papais e Holanda. Para terem uma ideia de como tudo está ordenado aqui têm alguns dados estatísticos de comparação. É mais que evidente que o titulo de potencia principal saiu das mãos da Áustria para as espanholas.

À esquerda: Número de províncias. À direita: Tamanho dos exércitos.

À esquerda: Tamanho da marinha. À direita: Os países mais ricos.

Algumas noticias interessantes durante a década de 30. Lembram-se quando há algumas décadas atrás os meus diplomatas conseguiram formar reclamações legitimas sobre Friuli, o que me deu um core e consequentemente uma casus belli? Desta vez conseguiram fazê-lo sobre duas províncias: Macedónia que está sobre o domínio de Bizâncio e Zeta que é controlada por Milão. Os meus territórios europeus tem de crescer, como tal vou fazer preparativos para conquistar estas províncias a que tenho direito. É importante estudar os adversários. A mais acessível será a Macedónia, embora Bizâncio tenha crescido e muito com os restos dos Otomanos, eles não têm frota e o seu exercito está limitado nos 20.000. Se eu quisesse partia já para a conquista da Macedónia, o grande problema é que eles estão aliados com… a Espanha.

No caso de Zeta as coisas também não serão fáceis. Milão têm um impressionante exercito de 50.000 homens que é mais do que eu me posso dar ao luxo de juntar e a frota deles embora seja bem mais fraca que a minha não é má de toda com cerca de 20/30 barcos. Para além disso eles têm uma série de aliados italianos que me podem complicar a vida. Acho que ainda é muito arriscado avançar já, irei esperar por um momento de fraqueza de Milão. Mas os potências resultados duma vitória podem ser interessantes porque estando Milão aliado com Ferrara, Génova e Modena posso vir a espalhar a minha influência por uma parte considerável da península italiana.

Então e a Áustria? Perguntam vocês. É ai que reside o cerne da questão. Eles não me vão auxiliar, ou melhor as probabilidades de o fazerem são quase nulas. No ecrã de declaração de guerra é possível ver as probabilidades dos nossos aliados entrarem do nosso lado, e na Áustria é um claro “Impossível”. É mais que evidente que os austríacos não vêem com bons olhos a minha expansão e preferem manter um status quo na Itália.

À esquerda: Zeta e Macedónia. À direita: A declaração oficial dos meus direitos pelas províncias.

Então e o teu outro aliado, a Grã-Bretanha? Pergunta pertinente. Durante a ultima década desta semana eles estão a passar por sérias dificuldades, típico dum pais que cresce rápido de mais sem fortes bases. Para além de se envolverem em duas guerras de grandes dimensões contra a emergente França, Suecos e os Espanhóis (não entrei neste ultimo conflito) sofreram também fortes revoltas internas que quase os colocaram de joelhos e levaram a um grande rombo em termos financeiros. Felizmente para eles, alguns anos mais tarde conseguiram ultrapassar a crise, mas fica o aviso do que me pode acontecer caso não tenha cuidado. Fica a ideia que eles não são nem de perto, tão fortes como os Austríacos e Espanhóis.

À esquerda: Os britânicos passam por dificuldades em casa. À direita: E nas colónias.

E termina mais meio século e mais uma semana. Esta foi uma edição um pouco mais chata e com menos eventos que as anteriores. Para ser sincero começo a perder alguma motivação e vontade para continuar. É possível que a próxima semana seja a derradeira desta diário, logo se vê. De qualquer das formas para a semana estarei aqui garantidamente! Até lá!

À esquerda: Tabela de receitas. À direita: Veneza em 1650.

O mundo em 1650

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Continua!

Comments
2 Responses to “Diário Pixelizado: Europa Universalis III – Semana 5”
  1. Zealot diz:

    Já a perder a motivação? Então e as Índias orientais? E chular Mutapa? E as guerras religiosas? E que ideias nacionais é que tens andado a escolher? Ponto tão importante que ficou esquecido! Sabias que deixas de ter o Casus Belli de Holy War contra infiéis em 1650? Agora torna-se mais difícil expandir na Índia e arredores!

    • Eu tenho casus belli contra grande parte das nações fora da Europa com o “colonialism” e “colonial conquest”. Eu estou a avançar para as índias orientais (eu mesmo no jogo já vou em 1780, não estou é a publicar os artigos a tempo real :p). As ideias nacionais vou referindo algumas outras acabo por me esquecer, é tanta informação para filtrar em meia dúzia de parágrafos =/

      A verdade é que sou um jogador muito pouco agressivo e raramente arrisco, Prefiro levar o meu ritmo e ficar no meu canto, por isso é que se calhar não faço tanta coisa como se calhar “deveria”.

      Mas obrigado pelos conselhos, estão a dar muito jeito =)

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