Diário Pixelizado: Europa Universalis III – Semana 6

Semana 6

Serenissima Repubblica di Venezia (1650 – 1700)

Bem vindos a mais uma semana deste diário Europa Universalis III. Esta semana vamos entrar no século XVIII. Se bem se recordam terminei a semana anterior com claros objectivos em conquistar duas províncias que me pertencem, Zeta e Macedónia, no entanto por diversos factores ainda não me sentia confortável para atacar. No caso da Macedónia, Bizâncio era aliado de Espanha e não tenho hipóteses contra eles. No entanto, boas noticias, Bizâncio cometeu o erro de não entrar numa das várias guerras espanholas e perdeu a aliança.  Meus caros, erro crasso, sozinho não terão hipóteses!

Reconquista Veneziana da Macedónia (1450 – 1452)

30.000 bravos Venezianos da Armatta di Venezia desembarcam na costa da Albãnia, prontos para entrar na Macedónia. Do lado de lá da fronteira 32.000 Bizantinos aguardam a chegada italiana. Tal como Alexandre o Grande da Macedónia fez mais de 1000 anos antes, a força em inferioridade numérica conseguiu derrotar o adversário, após uma batalha sangrenta perto de Thassaloniki. Depois dessa vitória o resto do exército bizantino foi perseguido pela Armatta di Venezia, nunca permitindo um contra-ataque. No mar a Flotta Mediterranica bloqueou o estreito de dardanelos não permitindo à pequena frota bizantina de sair do mar negro. Dois anos mais tarde a macedónia passou a fazer parte da serenissima republica.

Macedónia faz agora parte da Republica de Veneza.

No plano colonial as coisas estão calmas, a coisa passa muito pelo desenvolvimento das províncias e torna-las mais independentes. Em termos de novas conquistas coloniais destaco a província de Transekei no sul de África onde se descobriu minas de ouro! Uma excelente noticia. No campo diplomático e Grã-Bretanha sofreu uma mudança de fortunas, depois de ter estado em dificuldades na guerra frente aos espanhóis, conseguiram aguentar, terminaram o conflito em vantagem e venceram Espanha, um feito digno de registo que deu animo ao país. O sul da Europa está em guerra, incluindo Milão, a minha próxima vitima. Eu já ando a planear há alguns anos uma potencial invasão, o grande entrave neste momento é saber que os meus aliados Áustria e Grã-Bretanha não entrarão na guerra ao meu lado e pode ser perigoso envolver-me sozinho num conflito contra meia Itália e abrir portas para ataques doutros países. Mandei a minha equipa de espiões infiltrarem-se em Milão e assim levantar o nevoeiro de guerra. Eles estão com algumas dificuldades e praticamente sem presença militar na península, agora seria uma boa altura para declarar guerra.

À esquerda: Foi descoberto ouro em Transkei! À direita: Milão está envolvido em guerras, é hora de atacar.

Reconquista Veneziana de Zeta (1659 – 1661)

Milão está dividido em três grandes zonas, norte de Itália, centro de Itália e Grécia. O meu trunfo é precisamente os territórios gregos porque estão mal defendidos e não poderão ser ajudados por via marítima porque a minha frota vai bloquear o caminho. Milão em si não deverei entrar. Se tiver sorte os meus 10.000 homens da armatta di venezia vão tentar conquistar e anexar Ferrara. Não pedi o auxilio dos meus aliados porque de qualquer das formas não viriam, por isso estou sozinho contra uma aliança de 5 países. tenho que ser o mais breve possível. Vamos a isto!

Na Grécia a minha armatta greca de 17.000 homens ataca o pequeno destacamento milanês e vence a batalha com facilidade começando o cerco a Zeta. Mas…! O que é isto?! 25.000 Milaneses entram em Verona! Como…? Como é que isto aconteceu?! Eles não tinham… Claro… que erro de principiante meu. O exercito Milanês estava escondido no seu vassalo de Modena e os meus espiões só levantaram o nevoeiro de guerra das províncias milanesas e não dos seus aliados. A situação mudou e estou agora em desvantagem, a própria cidade de Veneza pode vir a ser cercada!

A armatta di venezia defende valentemente a sua posição, mas eles estão em desvantagem de 2:1. É um massacre! Todo o exército é dizimada por Milão e os seus aliados. Veneza e as províncias vizinhas estão à mercê dum ataque. Que catástrofe! Felizmente a flotta mediterranica chega a tempo de bloquear a passagem entre Veneza e Treviso, o que significa que um exercito inimigo só consiguirá entrar em Veneza se derrotar a minha frota, o que é praticamente impossível. Veneza pode estar a salvo, mas só o está por causa dos bravos da armatta di venezia que se sacrificaram para dar tempo à flotta mediterranica para chegar a Veneza. Milão e Ferrara cercam Treviso e Verona, no entanto não serão cercos fáceis, eu melhorei as defesas das muralhas para nível 3.  Nas minhas províncias croatas da Istria e Görz estou a recrutar um exercito mercenário para tentar quebrar o cerco milanês.

Na outra frente as coisas correm-me de feição, a armatta greca conquistou Zeta e marcha agora para o resto das províncias milanesas na Grécia. Com a situação complicada em Veneza eles têm de ser o mais rápidos possível. Em vez de esperar que o cerco termine o meu bravo exercito assalta cada uma das cidades e consegue entrar uma a uma. Era essencial conquistar toda a Grécia milanesa no mais curto espaço de tempo para tentar um acordo de paz antes que as minhas províncias à volta de Veneza caem, e é precisamente o que aconteceu. Milão já pede uma paz branca o que significa que não querem lutar.

Provavelmente já aceitariam em desfazer-se de Zeta que era o meu objectivo, mas antes vou tentar romper o cerco milanês com os meus 10.000 mercenários e quem sabe entrar em Milão. Os meus 10.000 homens entram em Treviso e encontram um exercito de 7.000 milaneses e ferraros. A batalha é renhida mas… perco a batalha e os meus mercenários recuam para Veneza. É altura de pedir paz. Milão aceita as minhas condições. O desfecho poderia ter sido terrível, mas o sangue frio de todos impediu que Veneza saísse derrotada.

Veneza-1 Milão-0. Zeta faz agora parte de Veneza.

É altura de lamber as feridas e voltar-me a focar no desenvolvimento interno e desligar-me de questões militares e diplomáticas, mas antes terei de voltar a sair da aliança com a Grã-Bretanha, eles não aprenderam com os erros de alguns anos atrás e mais uma vez envolveram-se em múltiplas guerras, incluindo mais uma vez com os espanhóis. Mas desta vez não tiveram tanta sorte e “afundaram-se”, perderam os seus territórios na Grécia, França e inclusive nas próprias ilhas britânicas. Continuam a ser uma potência mas longe do que eram há meio século atrás. Em termos económicos a Grã-Bretanha foi ultrapassada pela Holanda, que tem estado muito calma, raramente se envolve em guerras mas aos poucos foi formando um considerável império colonial na América do norte que o tornam presença assídua no top 5 de países mais ricos.

À esquerda: A Grã-Bretanha está mergulhada numa crise e perdeu muitos terrotórios. À direita: o império Holandês na América.

Com a construção dum estaleiro naval em Veneza o custo de fabrico de barcos desceu dramaticamente e agora construo galeões a baixo preço. Mais de um século depois tenho de novo a maior frota do mundo com 141 navios, apenas a Espanha se aproxima e com o rombo que a Grã-Bretanha sofreu, a nação europeia mais próxima é Brandeburgo com menos 100 navios, estou extremamente confortável. Em termos terrestres aos poucos e por causa das minhas vastas colónias o meu exercito também tem vindo a crescer, e sem dar por isso já tenho um exercito fixo de 55.000 homens o que é o 5º maior, no entanto é pertinente recordar que apenas 30.000 estão fixos na Europa.

À esquerda: O ranking das marinhas. À direita: E dos exércitos.

Preferia manter-me em paz, mas a ganância começa a picar-me, quanto mais poderoso vou ficando mais eu quero crescer. Uma situação que me vai dar problemas no futuro. Passaram 17 anos desde o final da guerra com Milão, eles estão em sérias dificuldades com guerras contra a Suíça e alguns estados franceses. Estão paralisados, é uma oportunidade que não posso deixar passar. O objectivo é marcar uma maior presença no norte da Itália, se não for possível ao menos que cresça na Grécia, Milão tem um core meu, Janina.

Reconquista Veneziana de Janina (1678 – 1684)

A rapidez é a minha arma, tenho de tentar limpar as províncias milanesas mal protegidas o mais rápido possível e com efeito é o que a minha armatta greca faz, em poucos meses conquista toda a Grécia milanesa sem qualquer oposição. Agora as minhas atenções estão viradas para Itália, mas todas as províncias continentais de Milão estão ocupadas por outras forças invasoras, o meu olhar vira-se para o seu vassalo Ferrara e a província da Sardenha que cai em poucos meses. Milão não consegue responder no mar por causa do poderio das minhas frotas.

Vai tudo de vento em poupa quando surgem dois acontecimentos fulcrais. Milão arranja paz com a Suíça e assim liberta-se da outra guerra, o seu exército de 20.000 homens fica livre para atacar os meus homens em Ferrara. Mas o mais preocupante foi a guerra que o meu aliado Brunswick entrou contra Brandeburgo e seus aliados. Aceitar entrar nesta guerra foi um erro crasso de minha parte. Ingenuamente pensei que a guerra iria acontecer longe de casa, mas para minha surpresa Brandeburgo (que tem um importante império colonial na América do norte) ataca em força as minhas colónias obrigando-me rapidamente a ter que desviar recursos para o meu real inimigo.

Quaisquer pretensões que eu tivesse contra Milão e seus aliados vai ter que esperar, saio da guerra em vantagem e recebo mais uma província grega, Janina.

À esquerda: Veneza ocupa metade de Milão. À direita: Veneza- 2 Milão- 0. Os termos de paz..

Reconquista de Brunswick em Altmark (1682 – 1687)

O que eu pensava que iria ser mais uma guerra europeia longe das minhas fronteiras apanhou-me completamente de surpresa! Do nada Brandeburgo lança uma série de ataques surpresa sobre os Açores e as Canárias! São colónias desprotegidas e caem em semanas! 15.000 alemães ocupam ambas as ilhas, estou de mãos atadas, todos os meus recursos militares estavam focados na Europa. Algumas semanas mais tarde 30.000 alemães desembarcam em Cartagena! O meu pequeno exercito fixo de 5.000 não tem qualquer resposta e é aniquilado! A minha máquina de defesa colonial não está preparada para uma invasão desta magnitude! Em poucos meses todo o norte da América do sul está sob domínio de Brandeburgo, estou completamente rastos.

À esquerda: O ataque de brandeburgo nos Açores. À direita: E a invasão da América Veneziana.

Preciso de manter a calma e o sangue frio. É altura de de responder. Qual o maior trunfo veneziano? A sua frota claro está. O primeiro passo foi reunir uma grande frota que fosse imparável. 70 barcos atracaram às portas de Veneza e um exercito de 20.000 bravos embarcaram rumo às colónias. O objectivo é libertar uma a uma as colónias ocupadas. Açores e Canárias são as primeiras. Ambas caíram em semanas porque o exercito inimigo já tinha ido embora. Agora é preciso desembarcar na América. Um pequeno exército de 8.000 que estava estacionado nas ilhas das caraíbas vão iniciar uma segunda frente no ocidente americano para complementar a frente oriental dos 20.000 homens que embarcaram em Veneza. Com o passar dos anos a força invasora foi decrescendo com o desgaste e cifra-se agora nos 18.000. Uma a uma as minhas províncias vão sendo libertadas e a guerra nas colónias terminam definitivamente na batalha de Caracas onde o exército de Brandeburgo é aniquilado.

Por esta altura Brandeburgo responde com um novo ataque nas Canárias, estou completamente de rastos, para tapar dum lado tenho que destapar do outro. Felizmente também Brandeburgo não parece disposto a lutar mais e pede uma paz branca. Que alivio! Pela primeira vez passei por sérias dificuldades e tive sorte em não sair derrotado.

À esquerda: O início da libertação da América Veneziana. À direita: Tudo termina numa paz branca.

Por esta altura estive em guerra continua há 9 anos e Veneza está a ser fustigada por dezenas de revoltas na Grécia e América, a estabilidade caiu, os lucros baixaram para valores bem baixos e a despesa militar é elevadíssima reduzindo a minha balança comercial anual para valores irrisórios. Estou mergulhado numa crise profunda, vem-me flashbacks do que aconteceu à Grã-Bretanha.

Preciso de fazer uma séria reforma na forma como as colónias funcionam. Entramos num período de guerra global e a minha velha forma de pensar está desactualizada. Já não basta ter pequenos destacamentos a guardar as colónias, as minhas possessões coloniais são enormes, preciso duma forma de pensar idêntica. A partir de hoje terei sempre 4 exércitos fixos com 20.000 homens cada. Dois na Europa, um nas caraíbas e outro na América do sul.

Até ao final do século vivi um período de paz e alguma recuperação económica. Consegui estabilizar a situação do país, mas mesmo assim as coisas podiam estar um pouco melhores. Acho que cometi um erro em crescer de forma tão selvagem, tenho um “império” demasiado extenso que é muito caro manter.

À esquerda: Ranking dos países mais ricos. À direita: Veneza em 1700.

O mundo em 1700.

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Continua!

Comments
3 Responses to “Diário Pixelizado: Europa Universalis III – Semana 6”
  1. Zealot diz:

    Tenho enorme dificuldade em compreender como é que só sacas uma província de Milão quando em 1680 estão quase totalmente ocupados por forças inimigas, com um War Exhaustion que deve estar elevadíssimo, muito provavelmente a contar apenas com mercenários porque o manpower já deve ter ido à vida…e tu só pedes Janina?

    • na verdade tive sorte em levar uma província Milanesa. Eles libertaram-se da guerra contra a Suíça e o contra-ataque deles seria difícil para mim já que estavam em superioridade numérica. Mas qualquer pretensão que tivesse de entrar em Milão ficou reduzida a zero com o ataque de Brandeburgo que me obrigou a recolocar todos os meus esforços nas colónias. Se tivesse lutado nas duas frentes provavelmente não levava nada de Milão e perderia a guerra contra Brandeburgo .

      • Zealot diz:

        Mas e a superioridade tecnológica das tuas tropas? E a ideia Military Drill? E que estabilidade é que Milão tinha? É que a estabilidade afecta a Morale. E não deverias ter bastantes mais tropas já que és um país bastante maior e mais próspero que Milão? Parece-me que estás a ignorar vários factores estratégicos. Se Milão estivesse realmente forte então estaria a limpar os exércitos que estiveram centenas de dias a ocupar as suas províncias. Se estiveres em 1480 a superioridade numérica é um dos factores mais importantes, mas em 1680… nem por isso.

        Claro, com Brandeburgo a entrar em cena a coisa fica muito mais complicada, mas a não ser que realmente não tivesses superioridade em Land Tech não entendo o teu receio.

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