Bayonetta [2009]

Irreverente, divertido e viciante. São estes porventura os adjectivos que melhor descrevem o que senti quando joguei esta pérola que não deveis por razão alguma deixar escapar, visto estarem a perder um dos melhores jogos dos últimos anos.

Bayonetta é um jogo de acção/aventura desenvolvido pela Platinum Games para a Xbox 360 e PlayStation 3, produtora que conta com o talento de Hideki Kamiya, responsável por projectos de sucesso como são o caso de Devil May Cry, Okami e Viewtiful Joe. Neste jogo, o jogador controla uma bruxa que acorda depois de um sono de 500 anos e encontra-se numa zona desconhecida, sem lembranças de quem ou o que ela é, apenas sabendo de antemão que é dotada de habilidades mágicas que irão ser usadas para aniquilar as hordas de inimigos que irão aparecendo no caminho da personagem. E é neste ponto que encontro os adjectivos que descrevi anteriormente para classificar o jogo.

Ao usar o termo irreverente, quis demonstrar que não é todos os dias que vemos uma personagem com armas de fogo nas mãos e tornozelos, usando-as com incrível habilidade, embora a cereja no topo do bolo sejam as metamorfoses feitas através do cabelo de Bayonetta, visto ser este o método usado pela bruxa para a destruição dos gigantescos bosses do jogo. Pensem num God of War, e substituam a força bruta do Kratos pelos poderes do cabelo da Bayonetta (que também é usado como vestimenta da personagem) e já vêem aonde eu quero chegar.

Classifiquei o jogo de divertido, porque este é um produto em que o jogador aprende rapidamente todos os movimentos básicos da personagem, conseguindo rapidamente entrar no espírito criado pela Platinum Games, embora adquirir todo o potencial do mesmo seja algo difícil, mas incrivelmente divertido. O jogo tem combos para todos os gostos e feitios, e apesar de não ter um tutorial propriamente dito, essa lacuna é bem substituída pela possibilidade de treinar as combos aquando os ecrãs de loading. Um pormenor que não gostaria de deixar passar sem dar o devido valor, é o facto da Platinum Games ter aproveitado alguns níveis do jogo para fazer uma homenagem a clássicos dos anos 90, com especial destaque para um nível que é uma cópia do saudoso Space Harrier, ou até mesmo a secção de condução que traz logo à memória jogos como Road Rush e Manx TT. Um mimo sem dúvida.

Para terminar, referi que o jogo era viciante, porque todos os detalhes e segredos que possui são impossíveis de descobrir apenas na primeira incursão. O final de cada nível é mais uma prova disto, pois ao possuir um sistema de ranking (cujas pontuações alteram -se dependendo do numero de objectos usados, tempo que demorou a terminar o nível, quantidade de combos, etc…) quase que obriga o jogador a repetir as secções de modo a poder melhorar o seu rendimento. Aliás, o próprio jogo encarrega-se de premiar os bons jogadores com extras de boa qualidade e pormenores deliciosos que não irei revelar para não estragar as surpresas aos que ainda não o jogaram.

Assim, e sem me adiantar muito mais, aconselho vivamente a jogar esta pérola, visto que produtos com este carisma e qualidade são raros, e embora actualmente haja cada vez mais concorrência nesta industria, sou da opinião que jogos destes merecem claramente cada euro pedido pela sua aquisição.

Positivo:
+ Jogabilidade
+ Diversidade de combos e um repertório de inimigos extenso
+ Mini-jogos

Negativo:
– Dificuldade bastante acentuada
– Para quando uma sequela?

Sai do templ… do PixelHunt com:

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