Diário Pixelizado: Europa Universalis III – Semana 7

Semana 7

Serenissima Repubblica di Venezia (1700 – 1750)

As primeiras duas décadas do novo século foram de fraco crescimento. Tive de esperar mais de 10 anos até a minha estabilidade aumentar e todos os multiplicadores negativos desaparecerem. A partir de 1711 estava já sem factores que estagnassem a minha economia e dai para a frente pude reduzir aos poucos a austeridade e voltar a desenvolver a economia. Em termos diplomáticos estou numa posição segura por causa da aliança austríaca mas em tudo o resto estou de mãos atadas, toda a Itália está emaranhada numa teia de alianças que envolve meia Europa, como tal seria suicídio declarar guerra, para já, a qualquer estado da região.

Sem grande coisa para fazer para além do desenvolvimento das minhas províncias e economia a única coisa de relevante para o leitor é a minha expansão até ao Índico, através da costa africana e do oceano pacifico. Vários países europeus estão a retirar dividendos da sua presença na índia e eu não quero ficar para trás. É possível que me esteja a estender demasiado mas preciso das riquezas orientais. Estou a trilhar dois caminhos, pelo ocidente estou a colonizar ilhas no pacifico, mais especificamente Hawai e Tahiti para permitir o transporte em segurança de homens e barcos. Estas ilhas farão a ligação entre a Veneza sul americana e as índias orientais onde há muitas especiarias.

No lado oriental estou a trilhar o caminho que historicamente os portugueses fizeram, ou seja através da costa de África até à índia. Este é um caminho mais complicado porque a África está quase toda colonizada pelos europeus e tenho que me contentar com restos. As minhas bases em Transkei e Majerteen levam em segurança os mantimentos do atlântico até às ilhas de Andamans que serão a minha base principal no indico.

À esquerda: As minhas rotas atá às indias no ocidente. À direita: E oriente.

Por esta altura tenho acesso a mais uma ideia nacional, desta a vez a escolhida é “Smithian Economy” que basicamente irá melhorar a eficácia da produção e por arrasto mais rendimentos. Sou de momento a 3ª maior economia do mundo e daqui não devo sair já que a Espanha e Áustria estão bem longe, só uma hecatombe me pode fazer subir mais uns lugares. Entretanto recebi óptimas e surpreendentes noticias! A província de Ragusa (que era um core de Veneza) revoltou-se e pediu para ser integrada na republica veneziana! A província pertencia à Britânia e estava revoltada à longos anos. É uma agradável surpresa, uma prenda bem apetitosa. Sem ser um objectivo primordial, a minha presença nos Balcãs é agora bastante considerável, agora tenho pena de ter perdido Atenas logo no inicio do jogo.

À esquerda: As minhas ideias. À direita: Ragusa pediu protecção do Doge.

Há algumas décadas atrás Nápoles conseguiu a sua independência dos Estados Papais. Eles estão numa posição algo frágil e perfeita para eu agir, tentar marcar a minha presença na Itália e tentar contrabalançar a expansão milanesa. Seria uma perfeita base para poder lançar futuras ofensivas na península já que no norte as coisas estão mais ou menos bloqueadas. Surge então a oportunidade e Veneza declara guerra a Nápoles.

Guerra nacionalista Venezo-Napolitana (1745 – 1747)

Nápoles está praticamente isolado, apenas tem os Estados Papais como aliados, como tal não deverei ter grandes dificuldades em ganhar a guerra. A minha única preocupação é se a guerra demorar muito tempo e outros países se aproveitem para entrar na guerra. Vou tentar fazer um ataque relâmpago que imobilize os meus adversários. Quase simultaneamente um exercito de 10.000 desembarca na Calábria, um de 5.000 cerca Larissa na Grécia, outro desembarca na Córsega e finalmente mais um invade as possessões do papa na América do sul.

O resultado é devastador e em dois anos a guerra termina com uma grande vitória para Veneza. Nápoles é anexado pelo Doge (sem “cores” vou ficar com uma infâmia de 4). Dos Estados Papais apenas levo dinheiro para não aumentar a minha infâmia. Com efeito, Veneza tem agora uma considerável presença no sul da península italiana.

À esquerda: Os Estados Papais caíram aos pés de Veneza. À direita: Veneza estabelece presença no sul de Itália.

Agora que cruzamos metade do século XVIII termina mais um diário. Veneza continua a crescer mas estou a ter algumas dificuldades em controlar as despesas que um exército e uma marinha tão grandes acabam por comportar. São os riscos de quando se cresce muito. No plano europeu a Áustria cresceu de tal forma que já está nas estepes siberianas, Espanha é de longe a maior economia e tem a maior marinha. Seria interessantíssimo ver uma guerra de larga escala entre as duas potências, mas provavelmente nunca acontecerá porque os seus objectivos não colidem.

Esta foi uma semana mais curta e com menos acontecimentos que as anteriores e para dizer a verdade já estou bastante cansado. Mas só faltam 70 anos até ao final do jogo, agora vou até ao final. Como vou englobar esses 70 anos numa só edição é possível que o derradeiro capitulo possa demorar mais que habitual. Como para a semana e como o jogo já vai acabar, vou arriscar tudo, posso me espalhar ao comprido, mas vou arriscar e vou tentar conquistar toda a Itália.

À esquerda: Veneza em 1750. À direita: O mundo em 1750.

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Continua!

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