Diablo III [2012]

Revelado em 28 de Junho de 2008 num evento da Blizzard, Diablo III  foi lançado oficialmente a 15 de Maio de 2012 para PC, naquele que porventura será o maior lançamento do ano para esta plataforma. Só que entretanto a questão que fica no ar, é se terá valido a pena esta longa espera por um novo titulo desta franchise. E é isso que irei tentar explicar nos parágrafos que se seguem.

Diablo III segue a história do anterior titulo e passa-se vinte anos após os acontecimentos que marcaram o fim de Diablo II, no qual os demónios Diablo, Mephisto e Baal foram derrotados. Só que quando um cometa cai na Terra exactamente no lugar onde Diablo foi confinado, aquilo que parecia ser um tempo de paz, irá tornar-se novamente num inferno, sendo que os guerreiros são novamente convocados para defender a humanidade contra as hostes do mal. Até aqui não temos nada de muito surpreendente, visto que até acho a história algo simples e bastante cliché, apesar de ser apresentada em sequências de vídeo que demonstram o enorme potencial da produtora neste campo. Mas se a história é simples e apenas serve de pretexto para o que é apresentado na sua estrutura “jogavel”, o mesmo não poderemos dizer do estilo de jogo.

Munido de uma jogabilidade ímpar no género, Diablo III apresenta-se como um jogo com padrões de qualidade a roçar o melhor que vimos até aos dias presentes. Cada controlo foi estudado e testado de modo a poder oferecer uma jogabilidade imediata e extremamente sensível ao que pretendemos fazer no jogo. Posso confessar que deu-me enorme gozo poder lutar contra hordas e hordas de inimigos, em diferentes dificuldades, e nunca ter morrido (porque garanto-vos que irão morrer muitas vezes quando tiverem que jogar com um grau de  dificuldade elevado) por culpa de um mau controlo, ou de um problema relacionado com os mesmos. É incrível o estatuto que esta produtora tem neste campo, e com o passar dos anos não somos capazes de ver um jogo deles em que os controlos não estejam aperfeiçoados ao mínimo pormenor. Sem duvida é motivo de regozijo para eles, e um grande alivio para os jogadores que esperam tanto tempo por títulos da Blizzard.

E já que falamos em jogabilidade, que é “apenas” o ponto forte do jogo, convém referir os vários parâmetros que esta apresenta, tanto a nível de personagens como de magias e habilidades. No inicio de cada partida, é nos proposto a criação de uma personagem nova, que terá de ser escolhida entre cinco classes distintas, cada uma delas com os seus pontos fortes e fracos. A partir daqui, avançamos para um jogo composto por quatro actos, cada um melhor que o anterior, em que somos convidados a literalmente aniquilar centenas ( e porque não milhares?) de adversários, estando estes munidos de animações e habilidades diferentes, o que confere ao jogo um sentimento de diversidade e diversão não só pelo prazer de podermos ter um hack-and-slash de grande qualidade, como também pelo gozo que dá o facto de termos que evoluir a nossa personagem para podermos ser adversários à altura das dificuldades elevadas que este Diablo nos apresenta.

Como bom hack-and-slash e RPG que é, Diablo III possui um dos melhores sistemas de drops que já alguma vez tive oportunidade de assistir e experimentar. Cada sessão de jogo é única, e isso só foi possível pela existência de dungeons aleatórias, que diga-se de passagem, são excelentes para quem passa horas e horas a jogar um titulo. sabendo de antemão que  nunca irá encontrar o mesmo que numa sessão de jogo anterior. O facto de os drops serem igualmente aleatórios, confere ao jogador a possibilidade de adquirir itens diferentes daqueles que outros jogadores possam obter, incentivando assim a existência dos leilões de jogo ( que são muito concorridos) para a venda/compra desses mesmos itens, de modo a podermos ter a nossa personagem equipada com o melhor equipamento possível, o que aliás deverá ser um dos objectivos de todos os que queiram aventurar-se pela dificuldade Hell, a mais alta de todo o jogo, e por sinal aquela que possui melhor hipóteses de “oferecer” drops de itens lendários.

Diablo III é igualmente um jogo que foi pensado para jogar em equipa. Se por um lado é perfeitamente possível terminar o jogo sozinho, apenas ajudados por personagens controladas pela inteligência artificial, certamente não estaria a ser correcto se não afirmasse que o modo online é a melhor experiência que este titulo oferece.  E digo que é a melhor experiência, porque aliado ao facto de ser bem mais interessante terminar o jogo com um grupo de mais três amigos, é de salientar que a dificuldade do jogo é adaptável consoante o numero de jogadores que estiverem no vosso lobby. Ainda há dias experimentei o terceiro acto, que para mim é o melhor dos quatro, em dificuldade Hell com um grupo de amigos, e confesso-vos que exceptuando o facto de morrermos muitas vezes devido à enorme dificuldade dos bosses finais ( e alguns bosses secundários a meio do acto) e de alguns inimigos lendários, o espírito de união criado por nós por culpa da dificuldade, tornou-nos por um lado melhores jogadores, e por outro ofereceu-nos uns drops fantásticos que nos permitiu evoluir as nossa personagens até valores que até então dificilmente conseguiríamos atingir se jogássemos sozinhos. E garanto-vos que não verão isto em muitos títulos no mercado…

Mas nem tudo é perfeito neste titulo. Se a jogabilidade é fantástica e o espírito de diversão atinja patamares elevados, o mesmo não poderei dizer de alguns pormenores que me custou a aceitar. Em primeiro lugar custa-me a aceitar que seja necessário estar sempre online para poder jogar sozinho o jogo. Acho que os produtores hoje em dia optam cada vez mais por este método de modo a evitar a pirataria, mas apesar de uma boa percentagem de pessoas, hoje, possuírem uma ligação à Internet, é triste ver que aqueles que preferem evitar o online vejam-se impedidos de jogar um titulo deste calibre. Outros dos defeitos, prende-se também com o facto de a história do jogo ser algo curta, o que numa segunda ou terceira incursão acaba por tornar-se aborrecido passar pelos mesmos cenários e sequências, embora a aleatoriedade que referi antes acabe por compensar (bastante) este aspecto algo negativo.

Diablo III é um jogo bastante bom, e que em muitos aspectos é mesmo o melhor existente no mercado, dentro deste género. É fantástico como ao fim de tantos anos, a Blizzard ainda seja capaz de criar um jogo deste calibre, o que prova a enorme qualidade que possuem. Não é o jogo perfeito (duvido que exista), mas se há casos de títulos que aproximam-se desse patamar, Diablo III é um deles, embora possua alguns pormenores menos bons que acabam por influenciar um pouco a nota que irei dar. Contudo, caso sejam adeptos do estilo de jogo, ou então há muito que anseiam por um titulo exclusivo para PC de grande qualidade, não hesitem pois correm o risco de passarem ao lado de um dos melhores desta geração.

Positivo:
+ Jogabilidade
+ Dungeons e drops aleatórios
+ Jogado em grupo, arrisca-se a ser caso sério de vício

Negativo:
– História algo curta
– Necessidade de estar online, mesmo para jogar a sós

Sai do templ… do PixelHunt com:

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