Diário Pixelizado: Europa Universalis III – Semana 8

Semana 8

Serenissima Repubblica di Venezia (1750 – 1820)

E pronto, finalmente chegamos à derradeira semana. Em vez dos tradicionais 50 anos, desta vez vamos englobar 70 o que nos leva até ao final do jogo em 1820. Esta semana demorou mais, não só por causa do maior número de anos mas também por falta de tempo.

Os primeiros acontecimentos com alguma relevância aconteceram nas minhas colónias. Um surto revolucionário explodiu numa série de regiões, ao contrário das revoltas antigas em que eram compostas por nativos, estas são formadas por colonos venezianos, de gerações já nascidas lá que procuram a independência. Com efeito surgiram três movimentos independentistas, no Chile, Peru e Haiti. As revoltas têm sido constantes mas facilmente abafadas pelos meus exércitos. No entanto, conhecendo a história como conheço é possível que chegue uma altura em que seja necessário libertar esses povos. É sempre melhor libertar um vassalo que deixar criar um inimigo.

À esquerda: Movimentos independentistas Chilenos. À direita: E Peruanos.

À esquerda: Os Haitianos não querem ficar atrás. À direita: Rebeldes tentam em vão obter a independência.

Tal como referi na semana passada vou tentar arriscar e conquistar o máximo que puder da Itália, se as coisas correrem mal, azar. O grande entrave à minha expansão é Milão. Veneza e Milão estão a lutar pelo controle da Itália mesmo sem entrar em confronto directo. Se Veneza controla o leste e o sul da península, Milão controla o oeste e o norte. Se Veneza tem uma forte presença nos Balcãs, Milão tem no norte de África, as coisas estão taco a taco.

O equilíbrio de forças entre Veneza e Milão em 1760.

O objectivo para já é tentar comer o máximo de províncias não milanesas possíveis e tentar ganhar uma supremacia na península. Para tal terei de declarar guerra aos estados mais frágeis e isolados. E o que salta à vista são os Estados Papais.

Guerra nacionalista Venezo-Papal (1764 – 1767)

Embora tenha durado 3 anos, o conflito foi extremamente fácil. Sem o apoio dos seus aliado, o papa entrou sozinho na guerra contra Veneza. Se tivesse algumas pretensões em conseguir resistir ao ataque veneziano, desde logo foram postas de parte. Um ataque relâmpago conjunto em Roma, Córsega e nas colónias brasileiras reduziram a nada as defesas papais. Apenas a província de Larissa na Grécia ficou fora do meu controlo por estar ocupada por rebeldes. Nas negociações de paz tive de ser comedido, mas ainda recebi a ilha de Córsega, a província do Rio de Janeiro e algum dinheiro. Roma ficará para uma futura 2ª investida daqui a uns anos.

Acordo de paz entre Veneza e os Estados Papais.

Mas nem tudo são boas noticias. Uma péssima noticia chegou às mãos do Doge poucos dias antes da assinatura do acordo de paz com o Papa. Veneza recebeu o evento “Debased Currency” que na prática significa um enorme aumento da inflação (oito pontos), estabilidade e prestigio. Tantos séculos a controlar a inflação e ela explode assim de um dia para o outro. O impacto na minha economia deverá ser considerável. Só um ponto da situação em relação à minhas ideias, tenho-me vindo a esquecer constantemente de as mostrar. Pois bem, em 1770 já optei por: Press Gangs, Quest for the New World, National Bank, Bureaucracy, Colonial Ventures, National Trade Policies Smithsonian Economics e Bill of Rights.

À esquerda: Veneza atravessa problemas financeiros. À direita: As ideias nacionais de Veneza.

O sul de Itália vive alguns momentos atribulados. Depois da guerra contra os Estados Papais, uma série de revoltas estão a fustigar Espanha, que recordo, controla a ilha da Sicília. Com efeito alguns anos mais tarde Nápoles declara a independência na Sicília. É uma extraordinária oportunidade para Veneza aumentar a sua presença no sul de Itália. É altura de declarar guerra o mais rápido possível antes que Nápoles se proteja numa aliança.

Guerra nacionalista Venezo-Napolitana (1774-1775)

Um conflito extremamente rápido, o exercito napolitano contava apenas com 20.000 homens que eram basicamente os rebeldes que se revoltaram contra Espanha. Sem grandes dificuldades Veneza reuniu um exercito com o dobro dos números e bastou uma única batalha em Messina para dizimar todas as forças napolitanas. O resto do conflito foi uma formalidade e toda a ilha da Sicília ficou sobre controlo do Doge de Veneza. Nápoles é anexado em troca de 4 pontos de infâmia. Em poucos anos Veneza conseguiu uma importantíssima presença em todo o sul italiano, só falta a cidade de Nápoles (controlada por Milão) e Roma (Estados Papais) para Veneza controlar todos os pontos fulcrais do sul.

À esquerda: A conquista de Nápoles… À direita: … é consumada.

É importante dar algum destaque a uma emergente potência no norte da Europa. Sob o comando da Suécia, alguns países escandinavos formaram a nação da Escandinávia que já se estende por uma área considerável. O seu grande problema é a Áustria e Brandeburgo que não os deixa crescer para sul. As as fronteiras no norte da Europa começam a ficar cada vez mais estabilizadas.

A Escandinávia.

Já passaram umas boas décadas desde a ultima guerra contra os Estados Papais. Está na altura de dar a estocada final e anexar Roma. Esta deverá ser uma guerra fácil, eles estão limitados a Roma e a duas colónias na América do sul e sem aliados. E de facto foi, nem um ano demorou, como tal nem vou detalhar o conflito. Em poucos meses todas as províncias do Papa caíram nas mãos do Doge, e os Estados Papais foram anexados. Roma faz agora parte da republica de Veneza e os Estados Papais foram recriados não em Avinhão como seria de esperar mas no báltico! Estranho…

À esquerda: A invasão de Roma. À direita: Os Estados Papais são anexados.

Más noticias, Milão é agora o imperador, como tal será mais difícil entrar pela Itália, que recordo, está fracturada entre a influência de Milão/Império e a Áustria. Mas como já estou a acabar o jogo vou arriscar, Ferrara não tem aliados poderosos, mas há a forte possibilidade de Milão entrar do seu lado, vou em frente…

Guerra Nacionalista Ferraro-Veneziana (1794 – 1797 )

O desfecho desta guerra dependerá totalmente se Milão intervém ou não. Fiquei mais aliviado ao ver que não entraram de inicio, boas noticias, mas podem vir a entrar mais tarde nunca se sabe, tenho que ser rápido. De facto o conflito em si durou pouco tempo, o exercito Ferraro desapareceu em duas batalhas. O que levou mais tempo foi a própria cidade de Ferrara que aguentou estoicamente durante três anos. As altas muralhas tornaram muito difícil o assalto directo. No entanto Ferrara não teve qualquer hipótese e três anos após o inicio da guerra, Veneza anexa mais uma parte de Itália.

À esquerda: Veneza entra em Ferrara. À direita: E consuma a conquista do pequenos estado italiano.

Chegámos a mais um novo século, o XIX e o ultimo. É um século de revoluções e de propagação dos ideias de liberdade. Excluindo alguns pequenos focos, especialmente nas colónias, Veneza tem passado um pouco à parte destes movimentos libertadores. É pertinente dar uma imagem do equilíbrio de forças na Europa no virar de século:

À esquerda: A Europa no início do séc. XIX. À direita: O tamanho das frotas militares.

À esquerda: Dos exércitos. À direita: Tabela de comparativos económicos.

Veneza em 1800.

Equilíbrio de forças entre Veneza e Milão em 1800.

Para começar o novo século nada melhor que mais uma guerra. O jogo já está a acabar, por isso não tenho nada a perder, vou ver o quão longe consigo levar as coisas. A minha atenção está centrada em mais um estado italiano, Florença, que é o único pais italiano restante que não está sobre influência milanesa ou austríaca. O seu único aliado é Bizâncio, e é precisamente ao império Bizantino que vou declarar guerra para não sofrer quebras de estabilidade (não tenho casus belli contra Florença).

Guerra de Libertação Venezo-Bizantina (1801-1803)

Aqui a chave são os dois exércitos Bizantinos de 30.000 homens cada. O meu exército de 50.000 venezianos terá de esmagar cada um deles individualmente. Os Bizantinos cometem o erro de invadir as ilhas de Naxos com um dos exércitos, mas com a minha frota a bloquear as ilhas, o exercito invasor não tem qualquer hipótese de escapar e são reduzidos a zero pelo meu exército. Entretanto o 2º exército bizantino veio a crescer para números semelhantes aos meus e o encontro dá-se nas portas da Macedónia. Saio vencedor mas o resultado é praticamente um empate e nenhum dos dois lados se dá por vencido. Na Itália, Florença cai em poucos meses e é anexada por Veneza a troco duns enormes 10 pontos de infâmia que eleva o meu total para 12 pontos! É perigoso continuar assim, prefiro terminar a guerra contra Bizâncio, levar apenas dinheiro e libertar alguns territórios já que isso não me trás mais infâmia. Com efeito é o que acontece, a Sicília é libertada numa das províncias gregas, ficando na minha esfera de interesses e recebo 900 ducados. Mas o grande objectivo, que era Florença, foi atingido.

À esquerda: Florença é anexada. À direita: Negociações de paz com os Bizantinos.

Na Itália resta agora apenas Veneza, Milão, Brescia (propriedade da Áustria) Pisa e Mântua (ambos vassalos da Áustria), Modena e Génova (ambos vassalos de Milão), como tal, se quiser continuar a minha expansão italiana, terei de enfrentar directamente Milão (que já não é o imperador há alguns anos). É o que farei, mas antes tenho que esperar que a minha infâmia baixe uns pontinhos.

Talvez por estar a mostrar tanta ambição nestas ultimas décadas, o imperador (de momento é a Baviera) lançou-me mais um ultimato, desta vez referente à recém adquirida província de Florença. Hoje em dia sou suficientemente poderoso para dizer não. É certo que vou levar com multiplicadores negativos em Florença e uma quebra na minha estabilidade, mas tem de ser. Fica é a ideia de que quando declarar guerra a Milão o imperador virá em seu auxilio com uma torrente de reforços, o que não será nada fácil. Poderia usar a mesma estratégia que usei com Florença e declarar guerra a um aliado fora do império, mas os aliados de Milão são todos membros do HRE.

Enquanto preparo o plano de ataque a Milão vou tentar conquistar mais territórios fáceis. Olhando para as minhas fronteiras a Hungria está isolada e numa situação desfavorável, não deverei ter grandes dificuldades em derrota-los e assim tentarei ligar as minhas possessões gregas às italianas por terra. Vamos ver como corre.

À esquerda: Ultimato do imperador. À direita: As fronteiras de Veneza, a Hungria é apetitosa.

Guerra Nacionalista Venezo-Hungara (1808 – 1809)

A guerra terminou praticamente no primeiro mês quando o exercito de 80.000 venezianos destruiu por completo os 30.000 húngaros. Durante o ano seguinte pouco mais aconteceu que o ocupar de toda a Hungria pelas forças venezianas. Com todo o território ocupado e sem possibilidades de anexar (o pais é demasiado extenso) pouco mais restava-me que pedir as províncias que pretendia para ligar as minhas possessões balcânicas a Veneza, ou seja Croácia e Istria. A contrapartida são mais 8 pontos de infâmia. Mas só falta uma década para terminar o jogo por isso pouco me importa, agora vai tudo à frente!😀 Milão é a próxima vitima.

À esquerda: A Hungria é ocupada na sua totalidade. À direita: Veneza recebe as províncias adriáticas.

Guerra Nacionalista Venezo-Bávara (1811 – 1813)

Tal como previsto os Bávaros entraram no conflito e passaram a liderar a aliança Milanesa. Só me vieram atrapalhar os planos, terei de ser o mais rápido possível contra Milão para depois tentar lutar contra o imperador. Com efeito os primeiros meses são um sucesso total, na batalha de Florença o meu exercito principal de 80.000 homens aniquila os Milaneses podendo assim ir ao encontro dos mais de 70.000 Bávaros que atravessam os Alpes. O meu 2º exercito já entrou em Milão e começa a conquistar o máximo de territórios possíveis. Na América do sul o meu exercito cumpre na perfeição o plano e entra nas colónias milanesas. Assim, após um ano de conflito, a invasão Veneziana atinge o seu apogeu. A partir deste ponto será sempre a descer.

O ponto máximo da invasão Veneziana.

Alguns factores ditaram o abrandamento da invasão. Não tenho manpower suficiente para manter os elevados números de homens, o que vai limitando os meus exércitos. Em compensação o imperador pode recrutar quase a belo prazer o numero de homens que bem entender. Assim o meu 2º exercito que agora se cifra nos 10.000 começa a ter dificuldades em controlar os pequenos focos de resistência em Milão, chegando a um ponto em que os Milaneses começam a reconquistar algumas cidades. No oriente o enorme exercito Bávaro esta agora reduzido a cerca de 40.000 homens  e vai conquistando cidade a cidade rumo à Grécia. O meu exercito principal agora de cerca de 55.000 homens vai no encalço reconquistando cada uma das cidades caídas. Chegou um ponto que ambas as forças tiveram que lutar. Embora tivesse em superioridade numérica as forças venezianas sofrem uma pesada derrota contra um exercito mais moralizado e mais bem treinado. É o ponto de rotura e a altura de tentar aproveitar a vantagem que ainda tenho contra Milão. O acordo de paz é vantajoso para mim e Veneza recebe Ancona e Abruzzi conseguindo assim ligar as possessões no sul e norte da península italiana. Mas resta ainda o conflito contra a Baviera que se mantém de pedra e cal.

Acordo de paz entre Veneza e Milão.

Embora tenha vantagem nas negociações de paz os Bávaros rejeitam qualquer oferta de paz vantajosa para mim, até mesmo uma simples paz branca. O grande problema que se coloca é que estou sem grandes forças e eles têm recursos quase ilimitados por serem o imperador. Vou arriscar e vou levar o meu 2º exercito de 20.000 homens directamente para território bávaro para tentar assusta-los. Infelizmente o plano corre mal e caem numa emboscada perto de Munique. Mesmo estando ainda em vantagem terei de ceder nas negociações de paz e pagar 50 ducados. Acabou por ser um bom desfecho para mim.

Ficam a faltar apenas 5 anos para terminar o jogo. Serão 5 anos em que levarei com as consequências da minha agressividade e da enorme infâmia que acumulei nos últimos anos. Os primeiros sinais de que me terei de acalmar vêm das minhas colónias que começaram a revoltar-se em larga escala. Com maior ou menor esforço consegui controlar o espírito revolucionário dos Colombianos, Peruanos e Paraguaios. Também na Europa algumas regiões procuram a independência, mas em menor escala. Mas mesmo se tivesse a pensar fazer mais alguma coisa os austríacos e bávaros deixaram bem claro que não irão tolerar mais uma investida de Veneza.

À esquerda: Revoltas na América. À direita: Ultimato austríaco.

À esquerda: Novo ultimato Bávaro. À direita: … e mais outro….

Por isso, pouco mais me resta do que deixar passar estes 5 anos e finalmente terminar esta enorme e colossal aventura. O que inicialmente era suposto ser apenas uma pequena amostra do que é Europa Universalis III, duplicou de tamanho e durou 2 longos meses. Deu para ver que não sou propriamente um grande jogador, na verdade mesmo jogando a série há muito tempo ainda ando a descobrir muita coisa nova, uma prova da profundidade do jogo. Provavelmente fui muito comedido e pouco ambicioso (tirando estas ultimas décadas finais) mas esse é um reflexo da minha personalidade, gosto sempre de planear e estudar bem os meus actos. Com o passar das semanas e com o cansaço que fui acumulando deixei passar muitos aspectos importantes do jogo que se calhar deveria ter mostrado, mas como disse, já estava cansado e a informação a ser filtrada era enorme. Agradeço então quem me seguiu durante estas 8 longas semanas, gostei muito desta experiência. Um bem haja a todos! De seguida ficam alguns dados estatísticos de final de jogo. Obrigado!

Veneza em 1820.

O mundo no final do jogo em 1820.

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Comments
11 Responses to “Diário Pixelizado: Europa Universalis III – Semana 8”
  1. Anónimo diz:

    Bom dia,

    Acompanho o PixelHunt há pelo menos um ano. Houve muitas coisas que conheci graças a ele, nomeadamente o Meat Boy e muitos jogos alternativos. Hoje acabei de ver Indie Games The Movie (que conheci graças ao PixelHunt!) e não queria deixar de agradecer o serviço prestado todo este tempo🙂

    Muito obrigado e continue com o bom trabalho!😀

    Carlos Neves.

  2. Zealot diz:

    Oi! Não sei bem como nem porquê mas acabei por não acompanhar as últimas duas semanas.
    Fiquei muito contente por teres acabado o jogo. E parece que não, mas deste a entender que agora que o jogo estava no fim que não haviam motivos para teres tanto receio e seres tão passivo na unificação da península italiana.
    Tive pena que nunca chegaste a adoptar a ideia nacional “Military Drill”, que foi algo que eu cheguei a mencionar. Esta ideia dá +1.0 de morale, o que na prática dá para matar praticamente todos os rebeldes até com a manutenção a zero (o que te poupa muito dinheiro, especialmente quando tens tropas em todos os cantos do mundo).
    Fiquei triste por ver que fizeste a tua base oriental nas ilhas Adaman. É que essas ilhas não valem nada com uma Tax Base 1 e praticamente sempre peixe. Quando eu falei nas riquezas indianas estava a falar do sub-continente indiano com as suas especiarias e Tax Bases de 8! Era só guita a entrar!!!😀

    Este jogo é um daqueles jogos que realmente duram meses. Mas é porque realmente se está sempre a aprender. Penso que se voltares a jogar o jogo serás muito mais matreiro e mais ambicioso. E acredito que se não tivesses o blog para actualizar então terias feito o que muitos fazem e recomeçavas caso tivesses feito porcaria da grossa.

    Acredito que estaremos cá para a tua análise ao Europa Universalis 4 (que está previsto sair no 3º trimestre de 2013, mais um mês ou dois para os patches saírem).

    Até lá não te esqueças do jogo Victoria 2 e a expansão que saiu agora, Heart of Darkness. Victoria 2 começa em 1836 (16 anos depois do fim do EU3) e vai até 1936. É um jogo ainda mais difícil de aprender do que o EU3, mas também é um simulador de gestão de um país bem mais realista do que o EU3 que é mais a “brincar”. Uma revolução Jacobina ou comunista nem sempre é fácil de lidar quando ocorre em todas as tuas províncias ao mesmo tempo.😉

    Um abraço e mais uma vez parabéns por nos teres dado este blog sobre o melhor jogo de estratégia… de sempre. =)

    • Obrigado Zealot!

      De facto estar a fazer isto para o blog obrigou-me a ter mesmo que ir até ao fim sem reiniciar o jogo, o que na verdade foi bem refrescante porque tive que acartar com as consequências dos meus actos em jogo.

      Eu cheguei a jogar o Victoria original, de facto o micro-managment é bem maior, mas acabo sempre por regressar aos Europas quando quero jogar um grand strategy. O que queria jogar agora era o Crusader Kings 2, agrada-me o foco mais pessoal. O que achas do jogo?

      • Zealot diz:

        Por Victoria original estás a falar do Victoria 1 ou Victoria 2? O Victoria 1 nunca cheguei a aprender, o Victoria 2 Vanilla tinha muito micro-management, que a expansão A House Divided melhorou imenso. O Mod “A Pop Divided” (requer a expansão A House Divided) ainda melhorou mais um jogo que já estava muito bom e polido. Não recomendo o Vicky 2 sem a expansão AHD, vale mesmo a pena com AHD.

        O Crusader Kings 2 tem a sua piada, mas depressa me fartei. Na minha opinião tem um comportamento que são falhas no desenho do jogo que a Paradox insiste em manter. Por exemplo podes estar numa guerra contra um pequeno país que declarrou guerra ao seu senhor feudal, e quando esse país vê que está prestes a ser anexado por ti, rende-se ao seu anterior senhor e tu ficas sem nada. Todas as províncias que conquistaste voltam automaticamente e instantaneamente ao país anterior. Ainda por cima não tens nenhuma forma de obter alguma forma de compensação monetária por todos os mercenários que alugaste para tentar uma conquista rápida antes que as tropas do senhor chegassem (pois obviamente estás a tentar roubar terra dele e as tropas são hostis). E como não podes declarar guerra se tiveres tropas recrutadas (“raised”), tens de te desfazer de todas as tropas, declarar guerra, e voltar a reunir as tropas todas num stack grande o suficiente, e então tentar o ataque novamente, desta vez contra um inimigo muito mais poderoso (e que potencialmente será a tua morte). Ah e tu tens que estar sempre a pagar o salário quando os soldados estão recrutados, o que frequentemente rebenta com as tuas poupanças.
        Em resumo, é um jogo bastante difícil por vezes, com muitas injustiças e muitos “feitios” que só os descobres quando tiveres esse “azar”.

        Ah, e esquece lá jogar com Portugal ou até a Galiza. Os muçulmanos são demasiado fortes. Tenta a Irlanda ou a Dinamarca (mas não vás conquistar terras De Jure do Holy Roman Empire, é que nem vale a pena a coça que levas!).😀

        CK2 é de facto um jogo mais sobre pessoas e dinastias e muito menos sobre impérios. E isso é algo que não me atrai. Sou daquelas pessoas que gostam mesmo é dos impérios, quero lá saber o que o tio da prima da tua mãe andou a fazer.😀 Mas dado que o jogo tem sido um sucesso de vendas, e dado que o Sims também o é, não é difícil perceber que as pessoas gostam mesmo deste jogo. A nível de polimento é o melhor jogo de Grand Strategy da Paradox. Muito bonito, excelente User Interface, uma mecânica de lidar com as diferentes religiões muito interessante. A expansão Sword of Islam é obrigatória, o Ruler Designer DLC é quase (isto é, dá para customizares o teu primeiro Rei e dares o teu próprio nome à dinastia, mas o melhor mesmo é que dá para eliminar defeitos maus e trocá-los por defeitos menos maus, permitindo-te adicionar qualidades que valem a pena sem fazer do homem passar dos 20-25 anos). E os DLCs das músicas, para mim são excelentes e valem o dinheiro (especialmente quando estão a 50% de desconto na loja http://www.GamersGate.com que pertencia à Paradox, mas agora com o anúncio do EU4 sair logo para Steam já parece que não, talvez sejam só parceiros).

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