Darksiders [2010]

Com o lançamento da sequela há poucos dias, é pertinente recordar o original. Decidi comprar este jogo, um pouco levado pela opinião de alguns amigos que gostam bastante deste titulo. Mas será que este é um jogo tão bom como afirmam?

Darksiders, é um jogo de acção/aventura desenvolvido pela Vigil Games e publicado pela THQ, cuja premissa é colocar-nos no controlo de um dos cavaleiros do Apocalipse de seu nome War, tendo este como objectivo limpar o seu bom nome que entretanto havia caído em desgraça muito por culpa de algumas situações que aqui não vou referir e que colocaram a nossa personagem na situação em que se encontra, privado de vários dos seu poderes e habilidades especiais. Tendo como ponto de comparação a serie God of WarDarksiders arranca para uma aventura larga, com uma duração que ronda as 20 horas e cujos movimentos e situações de jogo em tudo assemelham-se à serie exclusiva da Sony. Só que até para copiar é preciso um pouco de arte, e apesar de Darksiders ser um bom jogo, nunca consegue atingir o nível de qualidade de God of War, por várias razões que mais à frente irei revelar. Contudo, e apesar disto podem esperar um titulo variado em termos de ambiente e inimigos, mas que a longo prazo acaba por tornar-se algo aborrecido e um pouco forçado no tipo de situações criadas.

War, apresenta-se como uma personagem interessante. Seguindo um código de honra muito próprio, este cavaleiro enfrenta todas as situações criadas pelos inimigos com um único objectivo na sua mente, embora sempre limitado de acções, muito por culpa da personagem mais bem criada no jogo, o The Watcher. Ele funciona aqui simultaneamente como uma (má) consciência e uma espécie de auxiliar, visto que somos constantemente induzidos a pedir a ajuda a este nosso “amigo” (?) de modo a podermos guiar-nos por um mundo enorme, mas nem sempre perceptível numa primeira incursão, muito por culpa da grande variedade de locais e caminhos que apresenta ao jogador.

Em termos de combate, podem contar com o leque de acções típicas num jogo deste género, que acrescentadas a algumas novas permitem tornar a jogabilidade variada e até bastante divertida. Entre o leque de acções, podem contar com armas de curto e longo alcance, uma magia denominada de Wrath que permite-nos fazer um boost às capacidades de War durante alguns segundos (muito recomendado em alguns combates difíceis), e alguns objectos com acções distintas que podem e devem ser usados durante os combates para nosso beneficio. Aquele que me lembro assim de repente é de um objecto capaz de criar portais de tele-transporte, um pouco à imagem do jogo Portal, que nos permite fazer a transição entre alguns locais, sendo muito útil quando usado contra alguns bosses mais lá para o fim do jogo. Entretanto, a componente RPG não podia faltar, sendo que aqui é conseguida através da evolução das habilidades de War e das suas armas, sendo tudo apresentado através de um sistema já gasto e bastante comum nos jogos actuais.

Em termos técnicos, Darksiders destaca-se pela grandeza dos cenários e pela variedade de situações que nos apresenta. É comum numa hora estarem a combater hordas de inimigos, como na hora seguinte já andarem às voltas com os puzzles do jogo. Graficamente não contem com nenhum prodígio técnico, mas antes com um jogo até algo pobre em texturas, sendo apenas salvo pela direcção artística de Joe Madureira e pela variedade de cenários e pelos inimigos diversificados que iremos encontrar, indo o destaque todo para os enormes bosses, que roubam todo o protagonismo ao resto do jogo. Pena que a mecânica para os vencer seja muito simples e sem nenhum rasgo de imprevisibilidade, tornando-se num problema de fácil solução para quem esta habituado a este tipo de jogos. Sinceramente no final desta aventura fico com a ideia que podiam ter feito um pouco mais para tornar o jogo ainda mais apelativo, ou então para em certa parte não o tornar tão obsoleto ou até mesmo aborrecido. Valha-nos que para a parte final ficou bem mais interessante, tanto pelo desenvolver da narrativa, como pela posse de mais habilidades que acabou por tornar o jogo bem mais divertido e até complexo.

Com a sequela lançada há dias, Darksiders apresenta-se como um jogo sólido e digno de ser descoberto por quem goste do género. Não é um prodígio técnico como God of War, nem tem uma jogabilidade fantástica como um Zelda, mas dentro daquilo a que se propôs, Darksiders consegue ser um titulo interessante e com um final bastante prometedor. Com muitos segredos escondidos, e com um mundo vasto e bastante interessante para descobrir, este é um titulo que recomendo apenas a quem tenha paciência para o jogar, muito por culpa da história tornar-se mesmo interessante lá para a 2ª metade do jogo. Por isso se acham que conseguem esperar algumas horas…

Positivo:
+ Estilo RPG agradece-se
+ Longevidade
+ O final…

Negativo:
– Alguma repetição de situações
– Grafismo algo datado

Sai do templ… do PixelHunt com:

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