Indie Humble Bundle 6 (Análises: Torchlight; Shatter; Dustforce, Rochard)

Chegou mais um Humble Indie Bundle (é o 6º) que para quem ainda não sabe é uma colecção de bons jogos (e bandas sonoras) indie ao preço que bem entenderem dar. À semelhança do que fiz com o Indie Humble Bundle 4 (porque não fiz o mesmo com o 5…? Não faço ideia…) vou criar uma entrada para reunir todos os jogos do bundle que joguei e for jogar no futuro. Os jogos desta edição são: Shatter, Dustforce, Rochard (que bem se lembram o PixelHunt ofereceu há uns meses), Vessel, SPAZ e Torchlight.

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Torchlight [2009]

Sabiam que nunca joguei um Diablo? Pior, nunca joguei um action RPG do género! Nunca! Este Indie Bundle deu-me a oportunidade de finalmente poder corrigir essa lacuna e experimentar Torchlight.

Segundo ouço dizer Torchlight é basicamente uma cópia modernizada de Diablo como tal achei que era uma boa base para descobrir este tipo de jogo. As primeiras horas não poderiam ter sido melhores, os tutoriais são bastante bons e a curva de dificuldade muito acessível, tive um período de descoberta e aprendizagem muito suave e acima de tudo muito divertido. Lá para a 3ª hora estava completamente viciado e tudo parecia correr bem.

Mas infelizmente chegou uma altura em que bati numa parede. Não, o jogo não se tornou subitamente difícil ou algo do género, mas comecei a reparar nos níveis absurdos de repetição que tinha caído, de tal modo que todo o processo de jogo se estava a tornar mais num trabalho cíclico do que em divertimento. As ultimas horas foram quase insuportáveis tal era a repetição. Matar monstros-apanhar loot-comparar estatisticas-vender lixo, é basicamente TUDO o que fazemos em Torchlight e nem imaginam o quão cansativo se tornou a partir de certo ponto. É verdade que todo o jogo é assim e só posso culpar a mim próprio por querer prosseguir, mas não sei… chegou um certo ponto em que parei e pensei “que raio ando a fazer aqui?”

A luta contra o boss final foi a gota de água. Imaginem-me ali já cansado de estar a jogar durante horas sem qualquer prazer, finalmente encontro o esperado obstaculo final que tem uma vida interminável. “Ok… isto vai durar muitos minutos…” pensei eu, e de facto assim foi, é uma luta onde basicamente basta estar constantemente a beber poções e a ressuscitar (não há praticamente qualquer penalização na morte em Torchlight). Quando já ia com uns bons minutos de luta e o sacana estava quase a cair, morri mais uma vez, mas em vez de continuar a luta como habitual sou lançado para o INICIO da luta para um antigo auto save. Bug? Olhei para o monitor, desliguei o jogo e desinstalei Torchlight.

Foi um final de jogo traumatizante e que me deixou sem qualquer vontade de sequer abrir novamente o jogo. Mas verdade seja dita estou a ser um pouco duro de mais. Durante algumas horas (as iniciais) senti um genuíno prazer em jogar e era com enorme vontade que clicava no ícone do jogo para apanhar mais loot e subir uns níveis, por isso se calhar até posso vir a gostar deste género de jogos, caso não caem nos mesmos erros de Torchlight.

Podia continuar a falar sobre aspectos técnicos, as suas mecânicas, como se compara com Diablo e tudo mais, mas para quê? Como disse antes não percebo nada deste género e não faço ideia como Torchlight se compara com o standard da industria. Acho mais interessante falar (como fiz) da experiência que tive com o jogo.

Estarei interessado em experimentar a sequela que saiu há coisa de semanas? Pois… nem por isso.

Sai do templ… do PixelHunt com:

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Rochard [2011]

Mais um jogo do Humble Bundle, escolhi o Rochard porque é curtinho (5 horinhas) e tinha um bom aspecto.

Mais um platformer 2D… or is it? Na verdade Rochard embora seja um sidescroller, é totalmente em 3D construído no super versátil motor Unity, e é bem bonito! Gostei muito do estilo artístico, muito limpo, simples e cartoony, o que aliado ao facto de ser totalmente 3D permite-lhe ter também efeitos todos pipi tipo efeitos de partícula, sombras dinâmicas e por ai fora.

Ao contrário do Dustforce, Rochard é centrado em puzzles que é bem mais do meu agrado (a herança deixada por Braid ainda se faz sentir) e centra-se na utilização da física para montar os seus puzzles. Imaginem a gravity gun do Half-Life 2 mas num sidescroller, a arma é idêntica. Alguns puzzles são criativos, mas como um todo Rochard é extremamente acessível e como já referi muito curtinho. Para ser sincero até acho um ponto positivo ser acessível, não estava com grande cabeça para andar encalhado em puzzles do diabo. Para além dos já referidos puzzles também o combate é central, e é bastante divertido eliminar inimigos das mais variadas formas, muitas delas bastante criativas e mais uma vez com a utilização da física. No entanto, mesmo com apenas 5 horas foi bem evidente que tiveram algumas dificuldades em estender o jogo e no final muitas secções revelavam alguma falta de variedade e alguma repetição.

Este é o primeiro jogo dos finlandeses da Recoil Games (a banda sonora tem uma canção dos compatriotas Poets of the Fall, podem ouvir a banda sonora AQUI) e como estreia as coisas correram bastante bem. Rochard é um pequeno jogo bastante solido, despretensioso e que promete ainda mais na inevitável sequela.

Sai do templ… do PixelHunt com:

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Dustforce [2012]

Dustforce foi o primeiro escolhido para jogar muito por causa da boa recepção que teve e por ser o jogo do bundle “oferecido” para quem pagasse acima da média.

Se não souberem o que é Dustforce não se preocupem porque basicamente é um herdeiro de Super Meat Boy, é mais que óbvio onde veio a inspiração. Na verdade há muitos jogos a seguir esta onde de plataformas de elevadíssimo grau de dificuldade como o já referido jogo da Team Meat ou o maravilhoso VVVVVV que é um dos meus jogos favoritos. Como tal estava bastante expectante em relação a Dustforce, logo a abrir (depois duma excelente intro) o estilo artístico faz muito lembrar Super Meat Boy, mesmo muito, no entanto as semelhanças ficam-se por aí. Infelizmente.

Super Meat Boy tinha um grau de dificuldade absurdo, mas porque é que tanta gente aguentava centenas e centenas de mortes? Porque os controlos eram simplesmente perfeitos, dos melhores que alguma vez vi. Sempre que perdia sabia que tinha sido culpa minha e sabia o que tinha de fazer na próxima tentativa. Chegava uma altura em que entrava num tal estado de concentração que já jogava de forma inconsciente. Os controlos de Dustforce estão longe, muito longe de atingir este nível, na verdade são demasiado… soltos e leves o que torna muito complicado ser milimetricamente preciso. Nunca em me senti confortável com os controlos e muitas vezes nem sabia o que estava a fazer mal ou percebia o porquê de algumas coisas acontecerem. Por exemplo nunca cheguei a saber porque é que por vezes o boneco fazia double jump e outras não… Provavelmente a resposta é óbvia, mas nunca consegui realmente fazer click com os controlos. Isto levou a que muitas das mortes acontecessem sem eu saber muito bem como as evitar, e muitas vezes passei obstáculos sem saber bem como… como podem imaginar, torna-se incrivelmente frustrante andar longos minutos a repetir as mesmas secções sem tar total controlo sobre a situação, quando em contrapartida em Super Meat Boy era um prazer.

Os níveis em si diferenciam-se do jogo da Team Meat porque o objectivo não é só chegar ao seu final, mas também “limpar” a maior parte do cenário possível. O que é isto de limpar? Em Dustforce controlamos pessoal da limpeza que tem de… precisamente limpar. Os níveis estão carregados de lixo e quanto mais apanharmos maior pontuação temos no fim. E é essa conjugação entre limpar tudo e chegar ao fim o mais rápido possível que se esconde o lado mais viciante do jogo, porque no final é possível comparar a nossa pontuação num leaderboard mundial onde até é possível ver replays dos outros jogadores. É um sistema muito bem implementado, no entanto sou tão mau jogador que se torna frustrante ver o meu nome sempre nos últimos lugares. Aliás num dos níveis de elevadíssima qualidade eu sou mesmo o PIOR jogador do MUNDO! Estou em ultimo!😀

O outro  grande ponto positivo de Dustforce é a brilhante banda sonora, é realmente fenomenal a qualidade musical na cena indie actual. Se o comprarem neste indue bundle terão a banda sonora incluída. Aliás… não digam nada a ninguém, podem saca-la AQUI.

Eu sei que Dustforce foi muito bem recebido e tal mas eu simplesmente não consegui desfruta-lo como todos parecem ter feito, muito por causa dos controlos, mas se calhar é porque sou horrível neste tipo de jogos por isso… decidam vocês se vale a pena.

Sai do templ… do PixelHunt com:

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Shatter [2009]

Shatter é um jogo de 2009 que saiu inicialmente na PSN e mais tarde (inicio de 2010) no Steam com achievements, leaderboards e todas as outras vantagens que advêm do facto de usar o Steamworks. Basicamente é um jogo arcade inspirado no clássico Arkanoid onde o objectivo passa por destruir blocos com uma bola. É simples e acessível como se quer, mas tem alguns twists que o tornam um pouco mais desafiante que um vulgar Arkanoid. Utiliza a física como mecânica base, o jogador pode sugar e repelir a bola conseguindo assim controlar a sua trajectória de forma instantânea, no entanto há também alguns blocos que utilizam a física para dificultar a vida ao jogador.

É um joguinho simples, barato e óptimo para pegar e jogar quando temos um tempo livre.

Positivo:
+ Divertido e viciante
+ Fantástica banda sonora

Negativo:
– Curtinho

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