As Linhas de Wellington [2012]

Como devem ter reparado o PixelHunt esteve parado uns dias, peço imensas desculpas mas foi uma situação da qual não tive responsabilidade, fiquei sem ligação à internet, logo a maratona terror 2012 também esteve parada (eu normalmente vejo os filmes na internet) mas não se preocupem que voltará já nos próximos dias. Mas esta ausência não significa que tenha estado parado, com efeito fui ao cinema ver um filme português, As Linhas de Wellington.

Quem me conhece sabe que sou um fanático (já fui mais é certo) por história e particularmente pela época napoleónica, como podem imaginar não deixei escapar isto. Primeiro que tudo e mesmo ignorando a qualidade do filme em si, acho que é fantástico ver estas produções de consideráveis dimensões sobre a nossa história. Temos uma história tão rica e é muito bom vê-la retratada em condições no grande ecrã.

As Linhas de Wellington vem no seguimento do Mistérios de Lisboa que ainda não tive oportunidade de ver, na medida em que é mais um projecto histórico do Raúl Ruiz (que entretanto faleceu). A primeira coisa que salta à vista é a excelente representação dos inícios do séc XIX. O guarda roupa, acessórios e comportamentos são irrepreensiveis e mesmo notando o curto orçamento em algumas cenas (os enormes exércitos estão aqui reduzidos a algumas dezenas de figurantes) o ambiente está excelente, tudo suportado por uma excelente fotografia.

Um aspecto que muito gostei foi a mistela de diferentes nacionalidades e línguas. Há portugueses, ingleses, franceses, espanhóis e polacos e como acontece na vida real, nem todos se compreendem e não há cá uma língua única à lá Hollywood. Infelizmente houve alguns aspectos negativos. Desde logo o elevado numero de histórias secundárias e paralelas. Grande parte delas são desinteressantes e pouco mais fazem que estender a duração do filme para quase 3 horas. Era bem melhor terem-se focado apenas num par dessas histórias e darem-lhe mais sumo. O elenco é de topo e está lá parte da nata de actores portugueses, sendo que alguns jovens como a “moranga” Victoria Guerra surpreende com o seu excelente sotaque britânico. No entanto as interpretações são extremamente teatrais o que me fez muita confusão. O Malkovich faz um Wellington meio exagerado e over the top, o que também foi uma desilusão.

Mas como disse antes, é refrescante ver uma produção portuguesa deste calibre, se o Mistérios de Lisboa e este As Linhas de Wellington forem um sinal, então espero ver mais produções deste género no futuro.

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