The Curse of Frankenstein – A Máscara de Frankenstein [1957]

Ontem foi dia de entrar na década de 50 para o mundo das cores vivas, do sangue e dos decotes, são os filmes da Hammer Studios!

Em tempo já tinha visto o Dracula, mas o escolhido desta vez foi o filme que iniciou a série de filmes de terror góticos do estúdio britânico, The Curse of Frankenstein. Este é o filme que duma certa forma apresentou o template do que seriam os filmes de terror da Hammer durante duas décadas: O triunvirato de Terrence Fisher, Peter Cushing e Christopher Lee, muita violência, sangue, sexualidade e claro as já referidas cores vivas que quebravam a visão clássica a preto e branco dos filmes da Universal. Foi um filme que chocou as pessoas na altura (hoje em dia é bastante inofensivo) e que levou a um reacender do interesse pelo terror quando estava na moda os filmes série B com animais radioactivos gigantes.

Comparando-o com o Dracula, The Curse of Frankenstein é muito mais comedido e menos violento, muito disso advém do facto de que o Dracula é um monstro muito mais brutal que a criatura que aqui quase nem tem tempo de antena. Na realidade o verdadeiro monstro é Victor Frankenstein e é nele que se centra todo o filme. É um Frankenstein muito diferente do que vimos na versão da Universal, aí Henry Frankenstein era um homem arrependido dos erros que tinha feito e com o qual o espectador simpatizava, pelo contrário aqui Peter Cushing (ele está incrível, sempre com aquele lado muito british) interpreta-o como um louco violento que não tem problemas em fazer tudo (até matar) para atingir os seus fins. Resumindo, este Frankenstein é um enorme filho da mãe.

Também a criatura (que aqui tem muito menos importância que no filme de 1932) praticamente não tem qualidades redentoras nem cria qualquer simpatia com o publico, ao contrario da criatura interpretada por Boris Karloff. Para além disso falta a esta criatura o lado icónico da versão da Universal (aparentemente havia direitos de autor no look da criatura) como tal Christopher Lee tem uma maquilhagem bem falsa que hoje em dia deixa muito a desejar.

Há muitas diferenças na narrativa entre a versão da Hammer e da Universal, uma grande alteração desta versão e que a meu ver até resulta bastante bem, é no final nunca termos a certeza se tudo realmente aconteceu ou se não foi tudo fruto da imaginação de Victor, é um bom toque.

Gostei e aconselho, no entanto acho que prefiro o Dracula, é mais violento, tem um Christopher Lee à altura do Peter Cushing e um duelo final do caraças. Caso não tenham o filme podem-no ver online por exemplo AQUI. Para o próximo filme cruzamos o canal da Mancha para ver Les yeux sans visage (Eyes Without a Face).

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