Metal Gear Solid 4: Guns of the Patriots [2008]

Hugo1    berto1

Fazer uma análise a Metal Gear Solid, é na minha opinião um exercício de difícil execução, visto existir uma enorme quantidade de pareceres existentes sobre esta serie de sucesso. E ainda mais difícil torna-se quando tenho como termo de comparação o grandioso capitulo anterior que pessoalmente foi aquele que mais encheu-me as medidas em relação à saga criada por Hideo Kojima. Mas como não gosto de virar a cara a um bom desafio, vou tentar exprimir nos próximos parágrafos aquilo que senti enquanto joguei este quarto capitulo.

Metal Gear Solid 4 inicia-se alguns anos após os eventos decorridos no segundo capitulo, e ao contrário deste, aqui controlamos apenas e somente um já velho Solid Snake, cujo objectivo principal recai apenas na tentativa de travar os planos do seu irmão e principal inimigo, Liquid Ocelot de apoderar-se do mundo, através do controlo total de um sistema denominado “Sons of the Patriots”. Sem querer alongar-me muito sobre os detalhes da história, que é sempre o ponto forte dos jogos desta serie, apenas posso revelar que estão prometidas sequências de acção, drama, muita ficção e bastante espectacularidade, em doses bastante “acentuadas”. E sim, a palavra acentuada é a mais correcta, visto que quando decidirem avançar para este jogo convém terem tempo para assistir a longas sequências de vídeo, tão características de Metal Gear Solid.

Mas não pensem nisto como uma critica. É certo que poucos são os jogadores que têm paciência para “gramarem” com tanto tempo de CGI’s, e que relatam isso como sendo o ponto negativo nos jogos da serie, mas eu não penso assim. Sinceramente sinto um gosto especial em perder vários minutos a assistir à imaginação fértil de Kojima para criar argumentos exagerados, mas coerentes.
Mas voltando ao jogo em concreto, Metal Gear Solid 4 possui estas características e outras mais. Aliados a uma qualidade gráfica fantástica mesmo para um jogo com 3 anos, uma banda sonora que ficou a cargo do celebre Harry Gregson-Williams simplesmente fantástica com referencias a melodias antigas e celebres para quem é fã da serie entre outras novas, e uma jogabilidade que segue os parâmetros habituais da serie, temos algumas novidades interessantes que proporcionam uma sensação boa para quem já é antigo nestas andanças de Metal Gear Solid.

Entre essas novidades, realço um pequeno robô, o Metal Gear Mk. II criado por Otacon, que devido ao facto de poder ser controlado pelo jogador para fazer uma pré-inspecção aos cenários, e poder usa-lo igualmente para activar alguns mecanismos e até vencer certos inimigos, confere-nos uma vantagem na abordagem aos desafios que nos são propostos neste jogo. Continuando no tema jogabilidade, convém realçar que Solid Snake possui uma nova forma de camuflagem chamada “Octocamo”, que substitui o sistema de camuflagem utilizado em Metal Gear Solid 3, sendo que a sua tonalidade azul-escuro permite ao seu portador misturar-se com o ambiente em apenas alguns segundos e assim poder evitar ser vistos pelos vários inimigos que vagueiam pelos mapas do jogo. Em termos de arsenal, podemos contar com os itens habituais na serie, juntamente com alguns novos, bem com uma enorme variedade de armas disponíveis no jogo, após o respectivo desbloqueio numa loja ingame o que acaba por proporcionar um vasto leque de possibilidade ao jogador de poder enfrentar os inimigos do jogo.

Outra das características que são fundamentais num Metal Gear Solid e que aqui continuam a ser a alma do jogo, são os já famosos bosses de nível, que tão boas sensações no terceiro capitulo criaram nos jogadores, e que aqui apresentam-se numa óptima forma. Voltar a reencontrar velhos inimigos, ou enfrentar alguns novos com bastante carisma é realmente um ponto forte do jogo, e acreditem que existem pelo menos 2 que não vou revelar aqui, que são bastante interessantes de combater, apesar de nunca conseguirem atingir o altíssimo patamar do já referido Metal Gear Solid 3.

Só que o jogo apesar de muito bom, não é isento de alguns defeitos que infelizmente já acompanham a serie desde o inicio. Um dos principais defeitos prende-se com a falsa longevidade dos jogos desta serie e deste em particular, pois se retirar-mos as várias horas de CGI’s chegamos à conclusão que o jogo possui poucas horas de “jogo jogado”. É triste dar 70€ para ter que passar mais tempo a assistir a vídeos do que a jogar (sem querer com isto tirar mérito aos excelentes vídeos que a história de Metal Gear Solid 4 tem), especialmente quando o objectivo de um videojogo devia ser somente o de ser desfrutado jogando. É certo que os vídeos são muitos bons e acabasse adorando-os, mas estes nunca deveriam substituir as secções jogáveis, pois acabam roubando protagonismo ao que é o essencial num jogo. Outros dos defeitos que este titulo possui é a ausência de um pequeno resumo dos capítulos anteriores, pois sabendo de antemão que este jogo encerra uma história já iniciada e aprofundada nos capítulos anteriores, deverá tornar-se difícil para os novos jogadores nesta serie poderem perceber certos pormenores e detalhes que já vêm de um passado presente nos 3 capítulos antecedentes.

Metal Gear Solid 4 é um jogo com um carisma bastante acentuado. Apresentando segredos e pormenores interessantes ao jogador, bem como um argumento complexo mas bastante bem estruturado, posso admitir que este capitulo honra com distinção os anteriores títulos da serie. Sendo um exclusivo PlayStation 3, a sua compra é mais que obrigatória para quem gosta de boas experiências e especialmente para quem deseja enveredar por um jogo bastante prestigiante e recompensador para quem o joga. Entretanto, já aguardo pela próxima obra de Kojima

Positivo:
+ História
+ Homenagens ao passado da série
+ Bosses

Negativo:
– Ausência de informação para quem não tenha jogado os anteriores títulos
– Excesso de sequências de vídeo, que acaba por cortar o ritmo de jogo

Sai do templ… do PixelHunt com:

Comments
4 Responses to “Metal Gear Solid 4: Guns of the Patriots [2008]”
  1. Anónimo diz:

    Aqui está um jogo que adorava jogar mas não ter PS3 torna isso impossível. Mas tendo a PS2, está para breve jogar o MGS3 (que é uma falha ainda não o ter feito).

    • O MGS 4 é definitivamente um dos jogos que quero jogar na PS3, mas hoje em dia raramente lhe dou uso. O MGS3 é porreiro, tem montes de referências e homenagens a filmes, especialmente ao 007, mas acho que a primeira metade do jogo fica muito aquém do ultimo terço.

  2. As cutscenes grandes e numerosas também não me afectam muito. A piada está mesmo em ver a história a desenrolar-se. E como disseste muito bem, a história pode ser ridícula mas está bem contada.

    Acho engraçado essa de incluir uma loja no jogo. Faz-me lembrar os Castlevania do GBA e NDS.

  3. Manel Maia diz:

    Para mim esta é a melhor série de sempre! Nunca nenhuma franquia, na minha opinião claro, conseguiu transmitir-me tantas emoções e tanto prazer a jogar como esta. A História, a banda sonora e a jogabilidade são simplesmente perfeitos. Quem me dera que os produtores aprendessem com o Kojima porque em 25 anos ele nunca falhou!
    Eu pessoalmente acho este o melhor jogo da série ( o meu jogo preferido então) porque reúne as personagens mais memoráveis de toda a série, possui a melhor história ( aquele acto IV deu-me uma nostalgia inacreditável, os finais de cada ato também foram divinais! Só momentos épicos! ), alguns dos bosses mais épicos da série ( o boss final deste jogo está ao nível do boss final do Metal Gear Solid III que para mim são os dois melhores bosses da série) e a melhor jogabilidade ( os controlos são excelentes ao contrário dos outros títulos da série e o sistema de personalização de armas é variadíssimo e confere ao jogo um enorme leque de possibilidades).
    Quanto à análise em si acho que está demasiado curta e como tal é muito pouco informativa! Devias fazer análises maiores, fica a dica. Principalmente quando se trata de grandes títulos😉
    Os aspectos negativos para mim são positivos xd O primeiro aspecto negativo é uma falta de respeito para com o kojima e o seu trabalho (xD) visto que ele criou uma aplicação para se descarregar na ps store intitulada de “metal gear solid database” que possui tudo sobre a série desde a sua existência até ao Metal Gear Solid IV. Se alguém não quiser jogar os outros títulos basta descarregar aquilo e ler, e ficará a saber todos os pormenores . Aquilo é uma autêntica enciclopédia! Já o segundo aspecto negativo para os fãs é positivo. Quanta mais história melhor. Outra coisa que também não compreendo é como podes criticar a longevidade dos jogos da série. Eu neste aqui gastei mais de 40 horas a terminar e apenas 6 ou 7 devem ter sido de custcenes, e joguei a um ritmo normal, só que explorei o jogo ao máximo. Mesmo à segunda vez ainda levei cerca de 25 horas a passar ( mesmo assim, no mínimo, joguei 15 horas o que é muito bom). Os únicos em que se joga até pouco é no 1 e no 2 mas não é pelas custcenes mas sim porque jogos são curtos por natureza.
    Pronto esta é a minha opinião!
    Cumps!

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