Nosferatu: Phantom der Nacht – Nosferatu: O Fantasma da Noite [1979]

Está quase! Já só faltam dois filmes para o final da maratona de 2012! E ontem foi a vez de mais um filme de vampiros, mais um sobre o Dracula!

Nosferatu: Phantom der Nacht é o remakedo primeiro filme do Dracula do cinema, Nosferatu, eine Symphonie des Grauens pelas mãos do alemão Werner Herzog que como não podia deixar de ser vem acompanhado pelo seu “actor fetiche” Klaus Kinski, que já tinha trabalho em Aguirre.

Como sabem sou um fã do romance do Bram Stoker e por esta altura já vi cinco versões do livro: Nosferatu, eine Symphonie des Grauens, Dracula, Horror of Dracula, este Nosferatu: Phantom der Nacht e o Bram Stoker’s Dracula. É muito filme junto, muitas versões e adaptações distintas e cada um com uma visão diferente. O Nosferatu do Murnau é a versão menos fiel do livro por isso acho que o mais correcto para este remake é compara-lo com o original e não com o livro. É que ele próprio apresenta ainda mais liberdades em comparação com o filme original, ficando tão afastado do livro que se transforma num filme com uma identidade muito própria quase saindo da esfera dum Dracula. Na verdade o primeiro acto em que o Jonathan Harker vai ao castelo do Dracula é bastante fiel ao livro, mas é a partir dai que Nosferatu: Phantom der Nacht segue por um rumo distinto mais inspirado pelo filme original que pelo livro.

Comecei a ver o filme há duas noites atrás mas… adormeci… Odeio pegar num filme e ter que dizer que é lento, ainda para mais num filme do Herzog, mas a verdade é que Nosferatu: Phantom der Nacht é extremamente leennnttooo. Tive que desistir e recomeçar no dia seguinte. O mais curioso é que é um filme relativamente curto, a história dá passos bastante longos e raramente se perde em trivialidades, o que é refrescante, no entanto o ritmo típico do Herzog dá-lhe um ar pastoso e pesado. Obviamente é uma característica basilar do filme e uma obrigatoriedade para criar o seu fabuloso ambiente. A viagem inicial pela Transilvânia e o primeiro vislumbre do castelo do Dracula são os mais fascinantes de qualquer filme do famoso vampiro e muito disso deve-se ao seu ritmo que nos transporta para um estado de espírito solitário e desprotegido. O ritmo permanece lento até final com longos takes e muito períodos parados como forma de construir essa mesma atmosfera.

Os primeiros 5 minutos do filme e os seus créditos são fantásticos e desde logo preparam o espectador. O tema musical principal é assustador, os corpos mumificados (serão reais?) e o hipnótico morcego em slow motion são mágicos!

*dei-me ao trabalho de capturar e colocar o vídeo no youtube mas foi bloqueado por violação de direitos de autor. Fuck it*

Para compensar fica aqui outro vídeo capturado por mim (a ver se este aguenta mais tempo), a cena do espelho que é muito boa e das mais bem montadas dentro das inevitáveis “cenas-onde-o-vampiro-não-reflecte no-espelho”.

O Klaus Kinki é claro tem uma enorme presença em ecrã e rouba as cenas mesmo estando rodeado de óptimos actores como o Bruno Ganz e a Isabelle Adjani (que regressa à maratona depois do Le Locataire). Deixem-me só falar da Isabele porque ela é fenomenal, fala inglês, francês, italiano e aqui alemão de forma perfeita! E que bela que é, aqui com uma caracterização que emula na perfeição as divas doas anos 20. Aliás os comportamentos e maneirismos de todos são reminiscentes dos actores dos anos 20 com muita teatralização e uma expressão corporal muito dramatizada, vejam a expressão corporal da Isabelle no vídeo que coloquei em cima. Mas voltando ao Klaus, o seu Dracula é bastante diferente do tradicional, é extremamente agressivo, impulsivo e impaciente. A forma como interage com a Isabelle Adjani é digna dum adolescente desesperado por sexo, isto porque a sua necessidade de sangue tem conotações bem sexuais, basta ver a cena climática em que finalmente morde a Lucy. Sim, aqui a protagonista é a Lucy e não a Mina, por alguma razão o Herzog trocou-as. Uma palavra só para o actor que faz de Renfield, horrível!

Não vou falar das liberdades artísticas senão nunca mais saía daqui, mas partiu-me o coração ver como o Van Helsing está aqui, ele é o céptico que não acredita em vampiros e tem de ser a Lucy a tentar convencê-lo! Ultraje! Também o twist final não foi do meu agrado e de certa forma invalidou todo o filme, mas é melhor verem por vós próprios, eu não estava à espera.

Bem isto já vai muito longo! Quando se fala em Dracula fico aqui a noite toda. Não posso dizer que tenha adorado o filme para lá da sua atmosfera, não é o meu filme Dracula preferido, no entanto há certamente muitos aspectos redentores que o tornam obrigatório.

E pronto assim me despeço por hoje. O próximo filme da lista é o Hellraiser! Até lá boas mordidelas e vejam o Nosferatu! Ah, o trailer está em inglês, mas eu vi-o em alemão, ambas as versões são válidas porque gravaram-nas simultaneamente. No entanto aconselho a alemã, mais não seja porque é um filme alemão.

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