Acabei de Jogar… Home | Faerie Solitaire | Trauma

Como sabem o meu backlog no Steam é colossal, por mais que jogue e despache jogos não consigo evitar comprar mais e ainda por cima recebo alguns de borla, como tal em vez de ir reduzindo o volume de títulos, as coisas vão crescendo. Como tal decidi partir para medidas mais drásticas, vou passar a despachar os jogos mais pequenos da minha colecção. Em vez de fazer uma análise detalhada sobre cada um dos jogos, vou agrupa-los em pequenos grupos como estes três e fazer apenas um pequeno comentário sobre cada um deles. Não se preocupem que os jogos de maiores dimensões serão analisados como sempre foram. Pois bem os primeiros escolhidos foram Home, Faerie Solitaire e Trauma.

Home [2012]

Home auto-denomina-se como uma “singular aventura de terror”. Dois desses adjectivos são questionáveis, não é bem uma aventura, pelo menos não no sentido clássico das aventuras gráficas. É terror, pelo menos tem lá as temáticas de terror, especialmente de terror psicológico, mas não é particularmente assustador. Mas é certamente único. É único especialmente na forma como desenvolve a sua narrativa.

A jogabilidade de Home é extremamente reduzida e pouco mais fazemos que caminhar lateralmente, carregar num botão para ler as descrições por parte do protagonista e resolver puzzles de extrema simplicidade. O principal ponto de interesse está precisamente nessas descrições que a certo ponto quebram a 4ª parede e trazem o jogador para dentro daquela realidade quando o protagonista começa a fazer-nos perguntas. A certo ponto o jogador torna-se quase um narrador da história, um cúmplice que influencia não só o desenrolar da narrativa mas também o próprio protagonista.

O ponto alto do jogo é a fase final quando entramos na casa do protagonista e de acordo com as respostas que demos durante a aventura (que passa apenas por um sim/não) irá resultar num final diferente que cabe ao jogador tentar interpretar. É tudo muito vago e ambíguo portanto não é para todos, no final somos convidados a ir ao site What Happened? e partilhar as nossas experiências. É curioso ver o quão díspares são algumas das interpretações dos jogadores. À semelhança de jogos como Dear Esther e To the Moon, Home é um produto experimental narrativo que coloca a jogabilidade em segundo plano, como tal não o irei condenar por isso. A diferença é que nunca me senti realmente empolgado, nem tive grande vontade de repetir a experiência uma segunda vez para ter uma nova perspectiva sobre a história.

O estilo visual é puro pixel art, tem o seu charme mas hoje em dia começa a fartar todo este revivalismo retro. Pelas imagens que via antes de jogar fazia-me lembrar o estilo do Lone Survivor, mas aqui a arte é muito mais crua.

Mas obviamente aconselho-o nem que seja pela experiência e pelas ideias narrativas que trás. Também com apenas hora e meia de duração (que o jogo aconselha a jogar de uma só assentada) não têm muito a perder.

Sai do templ… do PixelHunt com:

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Faerie Solitaire [2009]

Andaram a oferecer isto há umas semanas atrás e como tento apanhar tudo o que é de borla, lá o trouxe para a minha biblioteca do Steam. “É mais lixo que vai ficar para aqui” pensei eu. Oh como estava enganado…

Rais’partam este jogo! É das coisas mais viciantes que já joguei! Eu sempre fui um adepto do clássico Solitário no Windows, no telemóvel… em qualquer lado, por isso ao andar pela minha colecção de jogos isto lá me chamou a atenção. O primeiro contacto não foi o melhor porque Fairie Solitaire não é um Solitário normal. Em vez de ter que alinhar por colunas como é tradicional, aqui temos que eliminar cartas.Imaginem o Arkanoid mas a bola é substituída pelas cartas do baralho. Não fez sentido nenhum pois não? Não sei explicar, só jogando.

Faerie Solitaire tem uma campanha com uma história da treta que basicamente é uma desculpa para haver uma progressão coerente de desafios. Para além do modo história que tem quase 40 níveis cada um dividido em 10 partidas (!) encontramos também uma série de desafios secundários e até um sistema de mascotes ao bom estilo do Plants vs Zombies. Mas a verdade é que nem há grande variedade de conteúdo, o “problema” é que é um vicio desgraçado, fui só dar uma vista de olhos com o intuito de o despachar e jogo após jogo nunca mais parei, quando dou por mim já tinham passado horas, quase 10 para ser mais exacto. Mas tirando esse factor este é um jogo curto que não consegue apresentar novos desafios para além da mecânica base que nos ensina nos primeiros 20 minutos. Viciei-me, mas não há aqui muito sumo, iria-me sentir mal dar uma nota maior que esta. De qualquer das formas se gostam de Solitário este é obrigatório.

Sai do templ… do PixelHunt com:

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Trauma [2011]


Mais um projecto experimental, este nem sei como arranjei, acho que alguem no NeoGAF mo deu. Não é fácil falar de Trauma porque é muito diferente do habitual. Aviso desde já que quem tem problemas com artsy games e vêm presunção em qualquer coisa que seja fora do normal afastem-se de Trauma!

A melhor forma de descrever este projecto é… Myst com fotografias e muito surrealismo. Despertei a vossa curiosidade?😀 A premissa é bastante simples, a protagonista envolve-se num acidente de viação que a coloca numa cama de hospital, aí ela vai viver quatro sonhos surrealistas, são precisamente esses sonhos que temos de explorar e decifrar. Comparei-o com Myst porque na sua raiz a progressão é idêntica, através de imagens estáticas. O twist da coisa está no aspecto visual muito peculiar, como a protagonista é aparentemente uma fotografa (pelo menos o vídeo inicial dá a entender que pelo menos ela usa uma camera fotográfica) os seus sonhos são basicamente uma colecção de fotografias que dão um efeito bastante original. É muito difícil explicar por palavras, o melhor é mesmo verem por vós próprios.

Cada sonho dura cerca de 10 minutos caso completem apenas o objectivo principal, no entanto há uma série de objectivos secundários que estendem por mais alguns minutos a duração do jogo, mas nada de muito substancial. Terminarão em cerca de 30 minutos, no máximo 1 hora se quiserem apanhar tudo. Como é óbvio a sua reduzida duração torna complicado aconselhar a compra de Trauma, mas como sempre acontece com estes projectos experimentais, vale sempre a pena jogar, mais não seja para abrir novos horizontes e descobrir novas experiências.

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