Hotline Miami [2012]

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Foi há coisa dum mês que um e-friend me deu a conhecer Hotline Miami, ele apregoava que era a melhor coisa desde sempre e que resumidamente era do caraças. “Hotline quem?” Questionei eu. Sinceramente do que via pouco ou nada me puxava o interesse. Terríveis visuais e uma permissa que aparentemente pouco mais era que matar e matar.

Semanas mais tarde Hotline Miami andava nas bocas do mundo, todos diziam maravilhas e até era nomeado para GOTY. Decidi então explorar melhor, fui ao Youtube ver vídeos e tropecei num tema da sua banda sonora. Agradecia que fossem carregando play nas seguintes músicas à medida que vão lendo a análise, para maior efeito😀

Estão a ver? Ou melhor a ouvir? Foi a banda sonora (que já agora esta disponível AQUI) que me fez dar o salto e comprar Hotline Miami. E que boa decisão que tomei. Vi algures por ai que Hotline Miami era a junção entre GTA, Drive e Super Meat Boy e sabem que mais? É uma analogia bem pertinente. Do jogo da Rockstar apanhou a visão top-down, os gráficos rudimentares e a violência exagerada, do filme de Nicolas Winding Refn (ao qual até lhe fazem uma dedicatória nos créditos do jogo) o estilo, visual e atmosfera e do jogo da Team Meat o espírito masoquista, as mortes constantes e os controlos super responsivos. O resultado é um jogo extremamente violento, cheio de estilo e com uma jogabilidade extremamente refinada. No primeiro contacto pode parecer uma completa salgalhada, mas como que por magia tudo se encaixa na perfeição e tudo faz sentido. É incrível como Hotline Miami resulta, é que tem tudo para falhar.

Hein, boa musica não é? Por falar na musica, uma curiosidade, esta que está a tocar (a que está antes deste paragrafo) é nada mais nada menos que do Jasper Byrne! E quem é Jasper Byrne perguntam vocês, é o criador do Lone Survivor! Lembram-se que mencionei isso quando falei do jogo dele? É um tipo cheio de talento. O resto da banda sonora é um mix de diversos autores, desde Perturbador, M.O.O.N, Sun Araw, El Huervo, Scattle e por aí fora. Admito que não conheço nenhum deles mas isso deve-se à minha reduzida cultura musical. O jogo obviamente tem muito orgulho nas suas músicas porque não perde um momento para nos relembrar dos seus autores, aliás o ultima coisa que verão sempre que abandonam o jogo é precisamente uma lista dos músicos.

Façam lá play nessa musica. Já está? Vá deixem andar mais um pouco. Continuem a ler depois de a ouvirem mais um pouco.

Então, já está? Estão a ver porque me apaixonei por isto? A confluência de estilos reflecte o jogo em si, mais parece uma família onde os seus membros provém de culturas completamente distintas. É glorioso.

Também glorioso são os controlos, são tão precisos que realmente faz lembrar o Super Meat Boy. Quando perdemos sabemos o que correu mal e sabemos o que corrigir na próxima tentativa. Há alguns problemas de hit detection, mas depois de tantas repetições acabamos por aprender a dar a volta a esse problema. Também à semelhança do jogo da Team Meat, Hotline Miami obriga o jogador a repetir o mesmo nível dezenas e dezenas de vezes, isto porque os inimigos são implacáveis e matam-nos num único golpe. Mas Hotline Miami é extremamente frenético e os respawns são imediatos o que acaba por não criar muita frustração.

Hotline Miami só não leva nota máxima por dois factores… quer dizer é mesmo só por um. O factor que… não é factor, é o seu (na minha opinião) horrível estilo visual. Eu compreendo perfeitamente que é o estilo propositado para reflectir não só o imaginário dos anos 80, mas também para mergulhar o jogador num mundo psicadélico que em certos pontos me deixou quase mal disposto fisicamente. É também um perfeito complemento para a história que é bem melhor do que inicialmente aparenta ser, cheia de sequências surreais e com comentários sociais pertinentes. Mas isso não invalida que toda essa parte visual não seja do meu agrado, a junção de dezenas e dezenas de cores berrantes dá a ideia de que Hotline Miami é uma autentica confusão artística (o que não é verdade, de todo). Mas o verdadeiro calcanhar de aquiles são os crashes. Eu não me importo com jogos pouco polidos, alguns dos meus favoritos são jogos de leste extremamente instáveis, mas Hotline Miami chegou ao ponto de arrancar apenas uma vez em… sei lá, dez! Muitas vezes tive de reinstalar o jogo, a sorte é que são apenas cerca de 100MB. É algo que deveria ter sido revisto antes do lançamento do jogo porque é um problema geral.

No entanto este pequeno grande detalhe não invalida que este seja um dos melhores jogos de 2012 e mais um exemplo que a força motriz da industria criativa em 2012 esteve toda nas mãos dos indies. Uma salva de palmas e para me despedir… musica maestro!

Positivo:
+ Banda sonora dos deuses
+ Extremamente viciante
+ Jogabilidade e controlos perfeitos
+ Atmosfera psicadélica

Negativo:
Crasheeees
– Visuais
Crashes
– …e crashes

Sai do templ… do PixelHunt com:

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